sábado, 29 de outubro de 2011

13º mês. Mas afinal, quem rouba quem??

O texto que se segue, é a resposta a alguém do facebook que me confrontou com uma defesa do 13º mês, ( e que por sinal já há muito tempo que circula pelas redes sociais, e que eu considero uma lamentável patranha demagoga ao bom estilo da esquerda politica portuguesa), depois de eu ter afirmado a minha opinião a favor do fim de tais regalias. Segundo o senhor, esta a é a explicação para a existência de tal subsídio. Em seguida segue a minha resposta ao dito senhor.
   Aconselha-se a leitura deste texto ao som de «industrial desiese» dos DIRE STRAITS http://www.youtube.com/watch?v=7rWuc5kar3Y
 
   Vocês ainda não perceberam que o 13º mês não é nenhum subsídio, mas sim o ordenado que nos roubam durante o ano. É um engano. Os Países que o Ministro fala recebem á semana, o que faz toda a diferença, ora vejam:
    Ordenado de 700€ x 12 meses=8.400€ + 700€ (13º mês) = 9.100€. Isto é o que se ganha aqui, incluindo o 13º mês.
Ordenado 700€ mês. O mês tem 4 semanas, significa que ganham 175€ por semana. O ano tem 52 semanas, logo: 175€ x 52 semanas=9.100€. Olha!!!! É o mesmo valor...surpreendidos????

     Caro Nuno Carneiro,
     Realmente conseguiu-me surpreender, não pelo seu raciocínio, muito menos pela pelo facto das contas estarem erradas, porque realmente as contas que fez estão correctíssimas, uma vez que 700*12=8400+700=9100. Quanto a isto nada a dizer. Creio no entanto, é que apesar de o Sr. Ser óptimo a fazer contas, é péssimo a equacionar os problemas, ou isso, ou então, fê-lo de forma propositada a fim de com isso defender a sua causa, que no entanto, nem sequer a ponho em causa, somente a respeito. Mas devo desde já dizer-lhe que a causa pode ser muito justa e válida, mas quando defendida com maus e péssimos argumentos, então não há causa que resista, qualquer uma cai por terra com um péssimo argumento, apesar de ser muito valida e justa, mas nem sequer é isso que está aqui em causa repito. O que está aqui em causa é saber quem «rouba» quem? Mas para isso é preciso fazer um pequeno trabalho, que me parece que o senhor nem sequer se deu ao trabalho de fazer, o que é lamentável, uma vez que o levou a falar de cor o que alguém lhe disse para falar e divulgar, a não ser que seja o senhor  o autor desta patranha. 
     Depois, o senhor não pode num exemplo fazer contas em dias e meses e no outro fazer contas em semanas, até porque na Europa não se ganha á semana mas sim ao mês, onde se ganha á semana é nos Estados Unidos da America por exemplo, mas lá também não se fazem contas ao mês, mas sim em semanas e total global anual. Senão, corre o risco de enganar as pessoas como fez ainda ontem aquele senhor de bigode do sindicato dos professores, quando dizia primeiro que este orçamento de estado fazia uma redução de despesa na educação de 4,6% do PIB para 3,7% do PIB, e a seguir diz que isso é um corte de 1 300 000€.  Então porque é que primeiro fala em termos relativos e depois falou em termos absolutos? Porque não disse que o corte era de 0,9% em relação ao ano anterior? Pura retórica sofista, iludir em favor da causa que defende as pessoas que o ouvem.
    Vamos lá então: se o senhor for ao calendário de 2011 e 2012, e se se der ao trabalho de contar os dias úteis, tirando feriados e fins-de-semana, constatará que ambos têm 252 dias úteis, que na verdade são só 251 uma vez que todo o Concelho tem um feriado Municipal, mas que também pode calhar ao fim de semana, por isso vamos assumir os 252 dias úteis de trabalho efectivo anual ( e excluamos também as pontes e tolerâncias de ponto, e os 24 e 30 de Dezembro que muitos «ladrões» como o senhor lhe chama, oferecem ás suas «vitimas». Como o senhor também sabe ou devia saber não há meses com 35 dias, é que o senhor também diz que há meses com 5 semanas, uma semana tem 7 dias e 7*5=35, ora não conheço mês nenhum com 35 dias, se verificar bem, também constatará que em virtude da localização dos fins-de-semana e dos feriados há meses com menos dias que têm mais dias úteis e vice-versa.Como o senhor também sabe, ou devia saber, o salário mensal, para efeito de contabilização de dias de falta ao trabalho, é sempre descriminado no recibo como respeitante a 22 dias de trabalho. Mas se dividir os 252 dias úteis anuais por 12 meses constata que todos os meses o patrão já lhe paga um dia  a mais por mês, 252/12=21. Se dividir o valor de salário mensal por 22, 700/22=31,818181818181818181818181818182, que é o valor diário do seu salário, e se multiplicar esse valor por 252 dias que trabalha efectivamente por ano, =8018,1818181818181818181818181818, mas o senhor recebe 8400€ lembra-se? Repare que 31,818181818181818181818181818182 vezes 264=8400€. Olha, surpreendido?? É o valor anual que o senhor recebe! 700*12=8400, ou seja, por ano e antes do subsidio de natal já recebe 381,181818…. € a mais. Ah, mas estou-me a esquecer de um pequeno pormenor senhor Nuno, é que a esses 252 dias úteis anuais á que retirar os 22 dias de férias, ou seja, na verdade as contas são feitas a 252 mas o senhor só trabalha 230.Agora se o Passos Coelho lhe quiser dividir o subsídio de ferias e de natal no seu salário mensal, já sabe como deve fazer as contas para o patrão não o roubar, é que agora, o ladrão não é o seu patrão mas sim o senhor e os outros empregados, e mais, também deve notar que por 381€ o seu «ladrão» pode perder um negocio que põe comida na sua mesa e da sua família.
  Eu nunca fui bom a matemática, sou apenas um cidadão comum que aos 6 anos já guardava cabras e ovelhas, e nessa altura aprendi que as cabras são muito mais difíceis de guardar que as ovelhas, e sempre que as cabras fogem da pastagem, nem sempre a culpa é do pastor, nem sempre é da vedação, é que as cabras são mesmo inteligentes, já as ovelhas são muito mas inteligentes ainda, onde as pomos no primeiro dia, é sempre onde ficam nos dias seguintes. Tudo depende da utilização que fazemos da nossa inteligencia.
     Quer me parecer que os portugueses nem são cabras nem ovelhas, são antes uma espécie de «cabrelhas», são cabras quando querem, e quando lhe dá jeito também sabem ser ovelhas. Da mesma forma, eu, ás vezes também me faço de parvo, não quer isso dizer no entanto que eu seja efectivamente parvo.
    Agora, um pouco fora de tudo isto, fico triste, muito triste, e ás vezes até mesmo desiludido e frustrado com este país, quando ouço na comunicação social esses senhores dos sindicatos e certos dirigentes políticos, que têm mais tempo de antena que ninguém, chamar literalmente ladrões, exploradores, capitalistas, assassinos e outras coisas mais aos patrões deste país. Não estou com isto a defender patrões ou trabalhadores. Digo apenas é que é muito fácil estar sempre contra tudo e todos muito antes mesmo de ouvir sequer as pessoas, é que desta forma, nunca dialogando nem nunca respeitando a ideia de ninguém conseguem sempre ter motivo para dizer mal e dessa forma usufruir de tempo de antena para satisfazer a agenda politica de quem toca os cordelinhos das marionetas. Ou devo antes dizer ovelhas? Fico triste, por da mesma forma que têm votado e acreditado em políticos incompetentes e corruptos que nos roubam em troca de umas migalhinhas que nos vão deitando ao chão, também há muita gente que continua a acreditar em patranhas e utopias demagogas e obsoletas, que nada mais fazem que continuar a eternizar a ignorância de quem nelas acredita e segue.

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