quarta-feira, 5 de março de 2014

Uma inovação chamada revolução ucraniana.


O Mundo está a mudar. O Mundo nunca parou de mudar. A humanidade em certa altura e ainda hoje em certos sítios tenta impedir essa mudança, mas em vão. O Mundo não pára. O Tempo não pára. A Humanidade muito menos.
Essas mudanças tornaram-se cada vez mais rápidas a partir do Renascimento. Essas mudanças ganharam velocidade de cruzeiro com a Revolução Industrial. Essas mudanças atingiram velocidade supersónica com a revolução informática. Essas mudanças atingirão a velocidade da luz antes do fim deste século.
Normalmente o primeiro passo para a mudança é um avanço tecnológico, que desencadeia um proveito económico, que por sua vez provoca alterações sociológicas e que normalmente culmina numa alteração cultural. Foi sempre assim ao longo da história. O que somos hoje é fruto de todas essas marcas deixadas na capacidade que o ser Humano tem de guardar, acumular e fazer passar de geração para geração informação. A nossa cultura é o que somos, é a biblioteca do conhecimento acumulado e preservado e disseminado.
Neste momento, a Humanidade enfrenta um desafio colossal. As inovações tecnológicas e a sua implementação prática na vida das pessoas é tão rápida, que a Economia, a Sociedade e a Cultura não estão a revelar capacidade  suficiente de adaptação. Isso prejudica o equilíbrio da sociedade. Quando uma sociedade é desequilibrada, é natural que se procure o seu equilíbrio, afinal a ordem nasce do caos. Aí fica a descoberto um desequilíbrio maior. Quando surge a solução para uma ordem, já a tecnologia avançou tanto que o triunvirato ESC ( Economia, Sociedade, Cultura) estão outra vez atrasados na solução. Isto gera uma constante desordem. O ESC tem revelado uma incrível incapacidade de acompanhamento do Avanço Tecnológico (AT).
Numa primeira fase do AT, o ESC pareceu acompanhar de forma rápida e segura. A Crise financeira que rebentou em 2008 veio revelar o contrario. O ESC errou na solução, e de repente deixa de ter solução para o que quer que seja. A coisa piorou quando numa primeira fase pensou que podia resolver o problema com as mesmas ‘’soluções’’ do passado. Ora, quando há uma crise, a primeira coisa a fazer é mudar, adaptar. Isso não foi feito. Insistiu-se no mesmo, e entretanto o AT continua imparável acentuando o fosso de caos entre os dois.
Dentro do ESC, a primeira a tentar reagir foi a Economia, mas falhou no diagnóstico, consequentemente, falhou a cura. Nisto, a Sociedade não está pelos ajustes e rebela-se, a Cultura diz que isto não é nada com ela e os outros que se amanhem.
Tunísia, Argélia, Egipto, Líbia, Grécia, China, Rússia, Venezuela, Bangladesh, Sudão, Irão, Síria, Brasil, etc etc , todos eles deram sinal que a sua classe politica não estava a resolver os seus problemas, e que não concordavam minimamente com o rumo que a Economia estava a seguir com a conivência de uma classe politica que deveria ser representativa dos interesses da Sociedade mas que na verdade estava a defender os interesses da Economia. Mas no final, a solução apresentada por todas estas manifestações de desagrado resultaram em soluções erradas ou em não soluções que acabaram irremediavelmente por voltar a beneficiar sempre os interesses da Economia.
Aparece no entanto dentro da Economia uma facção com uma ideia diferente e inovadora. A Economia tem de ser vocacionada para interesse do AT, da Sociedade e da Cultura, beneficiando desta forma e por inerência o interesse da própria Economia. Acontece que essa solução apresentada tem condicionantes. Uma responsabilização da ESC no seu todo, e um grande sacrifício no curto e médio prazo por parte de cada uma destes três membros do triunvirato. A Economia divide-se nas suas opiniões, a Sociedade e a Cultura radicalizam-se numa negação. Ficamos num impasse. Cada uma das facções continua na defesa do seu pequeno reduto.
Eis que um belo dia, um certo país chamado Ucrânia, estando numa situação complicada fruto das criminosas promiscuidades entre poder económico e politico que não defendiam nem representavam os interesses da Sociedade e da Cultura, o poder económico deste país resolve fazer mais um de tantos acordos já feitos para ir atenuando a débil e grave situação financeira do país, hipotecando cada vez mais o seu futuro, acontece que a Sociedade e a Cultura não estão pelos ajustes. Em vez de fazerem mais uma manifestação como tantas outras que vinham a ser feitas por esse Mundo fora, resolveram introduzir uma inovação.
Nós não estamos contra que se hipoteque o nosso futuro em troca de dinheiro. Nós não estamos contra os sacrifícios que nos são impostos. Nós somos contra a que se hipoteque o nosso futuro a este, mas não aqueles.
O Povo ucraniano, não só disse o que não queria, mas disse o que queria, e mais do que isso, sabe perfeitamente o que quer. Está esclarecido e sabe que caminho quer fazer. O Povo Ucraniano, numa primeira fase não exigiu a demissão do presidente. Exigiu que não se assinasse um acordo de cooperação com a Rússia e que se desse primazia nessa cooperação à EU e aos EUA. O presidente não acedeu, o Povo saiu à rua. O presidente atirou a matar, o Povo não se intimidou. O poder politico e militar abandonou ou presidente e tomou o partido do Povo. Aconteça o que acontecer o Povo venceu. O poder político e militar teve o bom senso de tomar o partido do Povo. A manifestação Ucraniana, foi de todas a que teve uma verdadeira revolução. Porque algo mudou. E em tempos de crise o que se exige é que as coisas mudem.
Este é o exemplo da Ucrânia que devemos seguir. O exemplo da mudança, das alternativas, da adaptação à realidade.
O Mundo vai invariavelmente continuar a sua evolução, a sua transformação. É tempo de todos meterem na cabeça que as adaptações e as mudanças têm de ser contínuas, simples, eficazes e rápidas.
A metáfora que me surge é a de um carro de fórmula um conduzido por um cocheiro. Se temos um AT de fórmula um, então precisamos de um ESC com capacidade e competência para o conduzir.

O ESC tem de imperativamente reagir de forma rápida e assertiva. Não pode continuar a viver de ilusões, de burocracias, e de joguinhos de interesses que beneficiam sempre os mesmos. A Ucrânia mostrou que há um caminho diferente. Não demorará que outros lhe sigam o exemplo.

As Virgens


Um estudo recente levado a cabo na União Europeia, dá conta que uma em cada três mulheres sofre ou já sofreu alguma vez algum tipo de abuso físico e/ou sexual. Noventa e sete por cento das vitimas de abusos são Mulheres.
Não acredito em explicações simplistas. Acredito em coincidência, mas não como forma de explicar seja o que for. Se alguma coisa acontece, se existe uma acção, esta desencadeia uma reacção. Acredito piamente que para tudo há uma explicação lógica e racional. Podemos não a conhecer, podemos nunca a vir a conhecer, mas isso não implica que ela não exista. Como tal, e partindo desse principio que para tudo existe uma explicação lógica e racional, não é de todo disparatado pensar que para cada problema existe uma solução. Podemos claro está não a conhecer, mas nada impede que ela não exista.
Deste modo, é óbvio que para este problema da violência de género terá de haver uma solução. Isto partindo do principio de que é um problema. Se é um problema, é tempo de o encarar como tal e começar a procurar as soluções por mais escondidas e desconhecidas que se encontrem.
O raciocínio lógico tem esta coisa louca e fascinante, quase esquizofrénica, de suscitar cada vez mais dúvida e interrogações à medida que nos aprofundamos nos assuntos. E o que nos diz o raciocínio lógico neste caso? Se existe um problema existe uma causa. Se existe uma causa, é preciso aniquila-la para anular o fenómeno causa-efeito na origem.
-E o que poderá estar na origem da violência de género?
- Genes?
-Cultura?
- Personalidade?
-Doença?
É cada vez mais comum, ver transformadas em doenças do foro psicológico ou psiquiátrico, marcas de personalidade. O puto não está quieto nas aulas. Síndroma de falta de concentração? A indústria farmacêutica tem drogas para isso. Droga-se o puto. O puto fica quieto nas aulas. Está tudo bem. Problema resolvido. Acontece que isto pode levantar um outro problema. Uma geração de putos drogados, que quando se tornam adultos, descobrem que afinal existe uma coisa chamada de realidade e que não é nada daquilo que lhe disseram que era.
O problema que a minha mãe me tinha evitado se tivesse dado uns calmantes aos cabritos. Mas afinal, não é normal os cabritos pularem, brincarem e fazerem asneiras? Não é normal que uma criança seja irrequieta e desatenta?
Voltando à vaca fria. O que estará verdadeiramente na causa da violência de género? Serão os homens umas bestas insensíveis e animalescas que por deleite e sadismo exercem actos violentos sobre as mulheres?
Nunca gostei de apontar o dedo a ninguém, por duas razões essenciais: primeiro não sou perfeito; segundo acho que em sociedade, um indivíduo nunca age de forma isolada, é sempre influenciado, existe sempre uma influência, existe sempre uma resposta, uma reacção a uma ou varias acções. Não quero com isto desculpar o que quer que seja ou quem quer que seja. Acho sim, que é tempo de começar a procurar as causas e as soluções noutras paragens. É tempo de deixar de apontar o dedo, e começar a olhar para o espelho para nos conhecer-mos melhor a nós próprios, das nossas capacidades e limitações, dos nossos defeitos e das nossas virtudes. Quantas vezes passamos longos momentos à procura dos óculos sem nos aperceber de que se não os tivéssemos postos não os conseguíamos procurar?

É certo que há homens que são autênticas bestas. Mas não é menos certo que há mulheres que são autênticas armas de tortura psicológica. Como em tudo na vida, não há inocentes, e até as virgens mais tarde ou mais cedo descobrem os prazeres do chocolate.

quinta-feira, 31 de outubro de 2013

Simplesmente Banal.

Portugal, um país banal, ou banalizado? 

Banalisaram a revolução
Banalisaram os direitos
Banalisaram os sindicatos
Banalisaram as greves
Banalisaram as manifestações
Banalisaram a indignação
Banalisaram a banca rota
Banalisaram a ajuda externa
Banalisaram os partidos
Banalisaram a política
Banalisaram os políticos
Banalisaram os órgãos de soberania
Banalisaram as instituições

O Tribunal constitucional é a última das banalizaçoes

Manias pá!!!

Estou a pensar na palavra "download".
Ouço uma entrevista de Van Morrisson (coisa rara), onde às tantas ele diz, " i'm not a downloaded artist".
Como se diz isto em bom português? 
Os brasileiros dizem " baixar". Por isso acredito que não seja difícil um artista brasileiro dizer " não sou um artista muito baixado", naquele tom despreocupado e descontraído dos brasileiros. 
Já em Portugal a coisa fica mais difícil, devido não só ao nosso ar maniento como se mais ninguém tivesse um alfinete enfiado no cu, mas também devido à nossa mania de nos armar-mos ao pingarelho importando estrangeirismos como quem come tremoços.
Isto nota-se mais, quando começamos a tomar contacto com outras línguas. Ouvimos as pessoas a falar, e pela formação da palavra ou da frase identificamos imediatamente o contexto.
Já em "bom" português de Portugal, ouvimos certas pessoas a falar sem conseguir perceber puto do que estão para ali a dizer. No fundo é como a sinalética toponímica, saímos da auto-estrada ou da rotunda seguindo um nome, mas depois esse nome desaparece misteriosamente para toda a eternidade.
Penso nisto também quando ouço certa gente falar nas conquistas e nas liberdades de Abril. Esta é precisamente uma das liberdades que Abril nos roubou. A liberdade de ser-mos nós próprios enquanto povo e nação. Perdemos o orgulho em ser-mos portugueses, e conquistámos uma vergonha saloia da nossa própria identidade.
Isto permite também, que muita gente fale daquilo que não sabe, fazendo no entanto passar a ideia que é um doutor. Isto é até muito conveniente numa sociedade em que um burro que use gravata é um doutor.
Se juntar-mos a isto, o facto de passar-mos a vida a mudar os nomes às coisas, em especial às profissões, então o quadro fica completo, e facilmente se percebe porque passamos a vida a perder parte da nossa soberania para terceiros. Não sabemos quem somos. Perdemos por completo algures num passado recente a nossa identidade. Perdemos o que nos unia. A nossa cultura, os nossos costumes e tradições. Envergonha-mo-nos de nós próprios.
Chamamos cultura a danças, músicas, encenações e pinturas que 98% da população não entende e com a qual se aborrece. Desprezamos o sangue do nosso povo, em detrimento de uma cultura importada e pseudo intelectual típica da fidalguia queirosiana, e completamente alheada da vida e das rotinas de quem trabalha.
A cultura, é o espelho de nós próprios que usamos nos tempos de ócio, que retratam o que fazemos nos dias de trabalho.
Cultura, não é uma imposição ideológica, imposta às massas pelo autoritarismo faccioso de pseudo intelectuais, que exigem financiamento de um povo que desprezam.
O resultado, foi uma quase completa perda da nossa herança cultural, para uma dependência quase toxica de tuguices e pimbalhadas.
Talvez seja tempo de subir as escadas, abrir o alçapão, apanhar com umas teias de aranha nas trombas, e escarafunchar por entre as brumas do pó, pelos artefactos da nossa história.
Atenção: esqueçam a alternativa cinematográfica norte americana de baixar à cave. É que em Portugal, a cave era onde habitavam os animais, ou em alternativa, era onde se armazenavam os víveres.
Talvez seja por isso melhor, pensar em descarregar algumas dessas memórias e arquivos para o ambiente de trabalho, para evitar ter que fazer um apagão do sistema e ter que reinstalar e programar tudo de novo outra vez.
E agora, depois de tanta verborreia, acho que estou a precisar de um up-grade. E porquê? Porque nós pimba!

A Utopia é afinal possível!

Sim. A utopia comunista vai ser possível um dia. No dia que deixar-mos de ser humanos e passarmos a ser máquinas
No dia em que nos libertar-mos da ditadura dos genes e da escravidão do ADN.
Ai sim seremos totalmente livres. Pena mesmo é já não ser-mos nós próprios. 
De que vale ser livre se nunca se foi prisioneiro?
De que vale ser bom se nunca se foi mau?
De que vale ser justo se nunca se foi injusto?
De que vale andar depressa, se não houver quem ande devagar?
Só de uma resposta estou seguro: se a Natureza nos quisesse a todos iguais, o universo seria certamente uma grande massa de Hidrogénio. E até aí é preciso reconhecer que o electrão, o protão e o neutrão são diferentes entre si.
Não deixa por isso de ser irónico, que a esquerda, incansavelmente reclama para si o mérito de lutar pela igualdade de direitos e oportunidades precisamente para aqueles que reclamam o direito à diferença.
Pode o interruptor estar ligado e desligado ao mesmo tempo?
Acaso há por aí algum génio da física quântica que me possa ajudar?

PROCESSO REVOLUCIONÁRIO EM CURSO.



Tempos difíceis se vivem hoje em dia.
Graves e profundas crises de várias ordens por todo lado. Económicas, culturais,financeiras. As sociedades mudam. A tecnologia evoluiu a um ritmo alucinante. As pessoas movem-se com mais facilidade e mais rapidez, a informação viaja à velocidade da luz. O comércio é global.

O aparecimento de crises é a coisa mais natural da vida em sociedade. Todas as sociedades são organizadas. De uma forma ou outra, cada uma tem o seu ritmo. Com a globalização e respectiva influência mútua entre sociedades, é natural que as sociedades tenham de se ajustar e adaptar às transformações que vão ocorrendo. A crise surge assim como uma dor, um sinal de alarme que informa o cérebro que algo está errado em determinado local ou órgão do corpo.

O aparecimento de tanta crise ao mesmo tempo em diversos países e regiões do globo havendo mesmo várias que se sobrepõe às outras, revela que as transformações na vida das pessoas dos países e das sociedades são tão grandes e rápidas que as sociedades não conseguem acompanhar tais transformações. E claro, como há sempre culpados, os primeiros visados são os políticos e governantes. Cabe-lhe a eles a tarefa de definir as políticas de ajustamento social, cultural e económico. Surgem aqui logo dois problemas iniciais: vontade governativa e capacidade governativa dos responsáveis para explicar da necessidade e aplicação e concretização das medidas.
Há sociedades onde os governantes simplesmente não têm vontade política ou são forçados por força de interesses a não proceder às transformações necessárias. E há países onde havendo essa vontade, muitas e frequentes são as ocasiões que não se tem a capacidade de explicar a necessidade das transformações, a forma como devem ser feitas e a capacidade para gerir e implementar definitivamente estas mudanças.
Uma vez que as alterações dos padrões sociais, culturais e económicos das sociedades são cada vez mais frequentes e rápidos, é necessário que as tomadas de decisão e implementação também o sejam, o que nem sempre acontece, e em certos casos tenha efeitos catastróficos.

Num mundo cada vez mais global, a tendência é a de os padrões das sociedades se fundirem. Hábitos e costumes que se partilham. Ora isso em sociedades mais fechadas pelo poder governamental costuma ter efeitos adversos. Surgem de uma vontade do poder em não abrir a sociedade para melhor a controlar, mas por outro lado cria nas populações um desejo de alcançar melhores condições de vida e de trabalho bem como o acesso novos bens e tecnologias.

Se era mau quando havia uma crise num país ou entre alguns países, imaginem o que pode acontecer quando a crise é também ela global. Imaginem ainda que em vez de uma crise económica, temos várias crises, económicas, financeiras, sociais, culturais e religiosas num só pacote? Poder-se-à chamar um pacote catastrófico.

Os sinais já começaram a aparecer por todo lado.
Crise imobiliária nos EUA, crise financeira na Europa, crise das dívidas soberanas, na zona euro, crise económica por todo mundo ocidentalizado, revoluções na Tunísia, Bangladesh, Egipto, líbia, Turquia, Grécia, Brasil. Guerras civis na líbia e na Síria. Manifestações populares em todos os países mais afectados pela crise económica opondo-se às mudanças e reformas estruturais impostas pelos governos devido à insustentabilidade das dívidas públicas dos países.
É de notar que, se nuns países as manifestações populares se dão devido ao corte de direitos adquiridos, noutros todavia estas se dão pela falta completa de direitos. E é neste ponto em particular que na minha modesta e leiga opinião vai ser mais difícil obter um ponto de equilíbrio por forma a harmonizar o planeta. A não ser que haja um retrocesso civilizacional e alguns países passem à submissão de outros através da força por meio de embargos e guerras, o que não sendo de excluir não me pareça viável, porque o principal factor de rotura neste momento e que desencadeia as actuais crises, jamais permitiria que isso acontecesse. A ser assim, a globalização económica primeiro e depois a cultural, social e até quem sabe política é uma inevitabilidade. Tudo isso será acompanhado de uma extraordinária evolução tecnológica e científica, o que tende a que a religião vá perdendo influência na vida das pessoas de forma progressiva, e este não é um factor de menor importância, uma vez que a religião continua a ter muito poder na decisão das pessoas e mesmo no controle político de muitos países.

Mas qual a verdadeira causa de tudo isto? As respostas nunca são simples, mas existem e estão à vista de todos.

Ao longo da história foram diversos os tipos de organização política e social que geriu a humanidade. As alterações tiveram quase sempre dois factores. Crescimento demográfico e evolução tecnológica e científica. Temos o melhor exemplo disso na revolução industrial e todas as alterações de regimes político, administrativo e ideológicos causados pelo súbito desenvolvimento tecnológico e subsequente crescimento demográfico que tudo isso implicou. Também nessa altura houve revoluções e guerras. Muitas guerras, e algumas das quais duraram até há bem pouco tempo.
Da revolução industrial saíram por oposição e ponto de equilíbrio duas ideologias principais, que vieram substituir o velhinho feudalismo e seus derivados. Capitalismo e mais tarde a social democracia por um lado e o comunismo e socialismo por outro. Ambos os sistemas evoluíram ao longo do tempo. Não sendo nenhum perfeito, ambos têm fraquezas que se foram equilibrando um ao outro como dois bêbedos. E como bons bêbedos, acabam sempre por cair os dois. Uma vez que precisam um do outro para se equilibrarem, quando um cai o normal é que o outro vá atrás. E foi exactamente o que aconteceu. Mas ao contrário do que muita gente pensa ou quer fazer pensar, que o comunismo caiu com a queda do muro de Berlim, eu não partilho dessa ideia, uma vez que dessa forma ficava um a rir-se do outro estatelado no chão. Na minha modesta e leiga opinião, ambos caíram agora. Estão em coma alcoólico profundo desde 2008, ligados ao ventilador têm os dias contados. É definitivo. Vão morrer os dois. É só uma questão de tempo, a doença é fatal, incurável e está em fase terminal.
Porquê?
Simples. Um, não existe sem o outro. E o outro não tem mais sustentabilidade para sobreviver. Eu explico. O comunismo/socialismo, só consegue sobreviver se tiver quem o sustente. É um sistema de parasitismo. Se o parasita não tiver onde e como se alimentar, morre. Tão simples quanto isto. Ora o capitalismo é quem sustenta o comunismo, mas só pode alimentar o outro depois de ele próprio comer. Isto pressupõe que produza mais alimentos do que realmente precisa. Acontece que para isso devora mais do que precisa. E começa a engordar. É como um balão. Engorda tanto que explode. Quando explode o seu amigo morre com ele.
Adaptando a metáfora.
Ao longo do tempo os regimes autoritários foram caindo. Deram lugar a democracias. A maior parte destas adoptaram sistemas mistos, o capitalismo evolui para social democracia e o comunismo para um socialismo aburguesado. Como democracias, estes regimes escolhem os líderes por meio de eleições. Para ganhar eleições fazem promessas. Têm de dar coisas às pessoas para conquistar o seu voto. Mas para dar coisas é preciso te-las. É preciso gerar riqueza para redistribuir. Por um lado o capitalismo gera riquezas, por outro lado o socialismo redistribui. Numa primeira fase isto funciona muito bem . As pessoas ganham poder de compra e alcançam melhores padrões de vida, mais conforto, mais saúde, mais educação. Aquilo que era em primeiro lugar uma mais valia rapidamente se tornou num direito adquirido. Mas não ficamos por aqui. Continua a haver eleições. É preciso prometer e dar mais. Logo é preciso produzir mais.
Basicamente estamos perante um sistema que se auto sustenta baseado numa condição. A do crescimento económico. E é precisamente aqui que está o problema.
Os países precisam de continuar a crescer indefinidamente para poderem suportar os níveis de vida e os direitos adquiridos dos cidadãos. O problema surge quando os índices de crescimento descem. O que fazer? Recorre-se à divida, pede-se emprestado. E quem empresta? Países e investidores com poupança. Países que se desenvolvem e crescem rapidamente com o objectivo de atingir níveis de vida e bem estar de outros mais desenvolvidos, aqueles que pedem emprestado. Pelo meio há ainda outro tipo de países, que não têm crescimento mas aspiram a ter nível de vida melhor também, muitos desses países até têm riquezas e as populações não compreendem porque não podem ter o mesmo nível de desenvolvimento que outros mais ricos já têm, e que de certa forma cresceram à custa dos recursos explorados aos mais pobres, acentuando os desequilíbrios entre si .

Ora todo este crescimento económica e consequente melhoria das condições de vida e de trabalho originam um extraordinário aumento da necessidade de recursos. Energia e matérias primas.
Como sabemos, neste momento o planeta (é mais o ser humano enquanto espécie animal e o seu respectivo habitat), já enfrenta sérios problemas ambientais que colocam em risco o equilíbrio dos ecossistemas devido precisamente à exploração de recursos naturais como fonte de matérias primas e de energia, bem como a ocupação de territórios com o aumento demográfico e industrial.
Ora, se tivermos em conta que somente uma quinta parte da população mundial atingiu níveis de desenvolvimento elevados, o chamado mundo ocidentalizado, e que os outros quatro quintos aspiram e com toda a legitimidade iguais padrões de vida, e que isso pressupõe um aumento proporcional da exploração de recursos, é fácil chegar à conclusão que o planeta dificilmente terá capacidade de fornecer tais recursos.
Sendo assim, é de prever que ou os modelos de organização social, económica e política mudam, ou o resultado vai ser o aparecimento de mais revoltas e guerras e subsequentes crises.

O futuro terá de passar certamente por uma mudança profunda no paradigma económico. Os países não detêm todos a mesma variedade e quantidade de recursos. Por isso a solução tem de ser uma política comum de potenciar os recursos de cada um num contexto global, que vise não um crescimento económico consecutivo e constante, pois o crescimento de uns potencia o afundamento de outros, mas antes um equilíbrio equitativo e sustentado da exploração dos recursos globais para o bem estar global, baseado numa dinâmica de investimento prioritário em educação e desenvolvimento científico e tecnológico.
Desenvolvimento científico e tecnológico esse que deverá essencialmente procurar dotar a humanidade de meios que visem aproveitar recursos de forma mais eficaz e sustentada, e que permitam potenciar a partilha de sinergias entre países e regiões.
Desta forma, o objectivo primordial das empresas deixará de ser a obtenção do lucro, passando este a ser visto apenas como forma de financiar o estudo e a investigação científica, passando a ser um ponto de agregação e equilíbrio social.

terça-feira, 2 de julho de 2013

Isto já não é burrice.É estupidez mesmo!


Um homem distrai-se um pouquinho durante a tarde e quando chega a noite; zás!!! Cai a novidade que nem uma bomba... não!!!! Não morreu o Mandela. Bem sei que estão todos mortinhos para que o velhote bata a bota para correrem a publicar no facebook lindíssimos elogios fúnebres e apelos á humanidade á bondade á felicidade e outras hipocrisias sejam elas de caris racial ou não.
Não. Refiro-me á demissão de Vítor Gaspar do cargo de ministro das finanças.
Pronto já estão contentes? Não queriam o Relvas. Substituíram-no por outros dois do aparelho do partido. Não queriam o independente e sempre imprevisível Gaspar, agora têm mais uma senhora do aparelho do partido. A seguir claro vão exigir a ‘’piece de resistence’’ a cabeça do Coelho servida com arroz de ervilhas. E quem é que lá querem no lugar dele?? O Tozé Inseguro e inconfiante.
Povinho burro. Entendo e percebo que não gostem deste governo. Agora que o queiram de lá para fora para não saberem o que lá querem. Quais sãos as alternativas? Ou para porem la outros piores… mudar só porque sim não me parece grande argumento.
O Tozé foi a correr pedir uma audiência com o senhor de Belém (recuso-me a dizer o nome dele). Parece que exige a queda do governo e eleições antecipadas. OH Tozé pá!!! Mas qual é a pressa??? Sim!!! Qual é a pressa?? Bem sei que andam por aí uns quantos por detrás a puxar-te os cordelinhos. Mas tu não vez que se fores eleito primeiro ministro em 2013 ou 2014 não acabas 2015 como PM?? Mas qual é a pressa? Achas mesmo que vais fazer melhor e mais depressa sem maioria absoluta com o PC a morder-te os calcanhares e o Passos e o Portas a minarem-te a acção de noite e de dia? Mas qual é a Pressa?? Tu não vez oh Tozé!! A primeira vez que fores a Bruxelas (para já não falar em Berlim), no regressa passas por Belém e aproveitas para dizer ao senhor que por lá mora que afinal não estavas preparado para isto. Mas onde é que eu já ouvi isto? Mas qual é a pressa?
Acho que os portugueses deveriam estudar mais história. Um regresso a 1926 e a1928 fazia muito bem a muita gente. Por essa altura houve um ilustre catedrático de Coimbra que disse coisas como estas:

‘’Os ministros civis foram chamados a exercer uma determinada acção administrativa, e essa acção só se lhes afigura possível depois de resolver o problema político. Ora este problema nos termos que foi posto não é a eles que compete resolver. Nestes termos os signatários poem nas mãos de vossa excelência os lugares que lhes confiaram, aguardando a resolução do problema politico’’

‘’ (…) Não tem que agradecer-me ter aceitado o cargo, porque representa para mim tão grande sacrifício que por favor ou amabilidade o não faria a ninguém. Faço-o pelo meu país como dever de consciência, friamente, serenamente cumprido. (…) sei muito bem o que quero e para onde vou (…) não se me exija que chegue ao fim em poucos meses. No mais, que o país estude, represente, reclame, discuta, mas que obedeça quando chegar a altura de mandar.’’

‘’o pior é pensar que se pode realizar qualquer politica social com qualquer politica económica, que se pode erguer qualquer economia com qualquer politica financeira.’’


Enquanto não se resolver o problema politico de falta de consenso. Enquanto não se souber o que se quer e para onde se deve caminhar depois de reconhecer a dificuldade da tarefa. Enquanto não definirem quais as politicas a aplicar.Receio bem que o país se vai continuar a afundar

Já pensaram porque é que todos os ministros das finanças competentes se demitem antes do fim de mandato? Assim de repente estou-me a lembrar de Campos e Cunha por Teixeira dos Santos e Vítor Gaspar pela Maria.


Não. A ditadura não vai voltar não tenham medo. A política claro porque a financeira, essa veio para ficar, e por muito mais que 48 anos. Mas não tenham duvidas. A julgar pela forma que alguns de vós se comportam, não mereciam nada inferior a isso…

quinta-feira, 28 de fevereiro de 2013

Mau jornalismo ou Jornalismo do Diabo...




Ontem na SIC Noticias assisti a algo que me deixou algo preocupado, por nada que eu não soubesse já há muito, mas porque parece que a coisa se torna cada vez mais grave.

Como já toda a gente deve saber, O Primeiro-ministro ontem, 27 de Fevereiro de 2013 , deslocou-se à universidade de direito de Lisboa para participar numa conferencia promovida pela JSD a fim de discutir a Reforma do Estado e os tão mau fadados cortes de 4 Mil Milhoes de Euros. Este é o acontecimento. A Noticia, deveria ser em Meu entender o conteúdo desse debate.
Ora acontece que a noticia, e estou a ser generoso ao considerar aquilo assim, ‘’ a coisa’’, que o canal noticioso lançou para o ar foi algo parecido com o que passo a relatar: Ligação em directo por parte da Pivot ao repórter no local. O dito repórter começa por explicar que aconteceu por ali uma grande confusão, e que a dimensão da confusão foi de tal ordem que o dito repórter perdeu o microfone e deixou que este ficasse todo partido em pedaços. A este assunto foram dedicados cerca de 3 minutos. Depois continua a justificar a dimensão da dita confusão com as atitudes protestativas dos manifestantes, descrevendo que estes tinham uma espécie de uma forca de onde tinham pendurado uma corda na ponta da qual existia um coelho enforcado. Com as respectivas palavras de ordem, e repetição exaustiva das mesmas imagens foram dedicados cerca de 6 minutos. Posto isto, o repórter lembrou os telespectadores que o objecto da dita conferência era a discussão e debate da reforma do Estado, tendo para isso incluído uma peça pré-gravada de imagens do discurso do Primeiro-ministro onde ele falava da forma como encarava estes actos de manifestação popular e exercício do direito à liberdade de expressão. Mais cerca de 30 segundos. De seguida menção de novo aos protestos à saída do Primeiro ministro da sala e da forma como ele os enfrentou. Mais 2 minutos de imagens dedicadas a este assunto. Depois, e para finalizar uma outra peça dedicada à opinião de Marcelo R. de Sousa, e às implícitas criticas que este dirigiu ao PM e respectivo governo. Mais 3 minutos. Posto tudo isto fecha-se a reportagem com uma repetição em jeito de sumula e conclusão de tudo o que já tinha sido dito anteriormente que encheu mais um chouriço de 2 minutos.
Com tudo isto fiquei a saber o que já sabia. Que para onde quer que o PM e respectivos membros do governo se dirijam existem muitas manifestações, que os jornalistas nenhum gosta deste governo, e que todos estão a favor das manifes e em defesa do direito à liberdade de expressão, e ainda que o repórter é tão competente que nem do microfone sabe tomar conta (para um jornalista perder o microfone, é o equivalente a um soldado deixar roubar a arma em combate). O que não fiquei a saber foi aquilo que em meu entender realmente importava saber: o que pensa o PM da reforma do estado, o que pensam os intervenientes no debate acerca da mesma e que matérias em concreto foram tratadas nesse debate de ideias, e a que conclusões se chegou se é que se chegou a alguma,ou seja, parece que por vontade expressa dos senhores jornalistas, esse debate de ideias ficou enclausurado dentro da sala onde se deu o evento, ficando o grande publico assim privado do direito á informação tantas vezes pretensamente defendida pelos senhores jornalistas.

Acabei por estes dias de ler um livro cujo autor é alguém que tem ou teve responsabilidades na direcção de informação de um canal publico de televisão, cujo titulo é ‘’A Mão do Diabo’’, da Gradiva e que eu aconselho vivamente a ler. Trata-se de uma importante fonte de informação para as causas e consequências da crise económica, financeira e social que se vive não só em Portugal bem como em outros países e zonas do Globo. As ideias e teorias ali explanadas e defendidas não constituíram para mim qualquer novidade vindo assim ao encontro ao que eu já pensava acerca do assunto, o que me choca de sobremaneira no livro, é saber as responsabilidades profissionais do autor, enquanto jornalista e director de informação de um canal de Tv, publica, e constatar a macieza e a delicadeza com que os responsáveis pela dita crise são tratados em entrevistas levadas a cabo por estes mesmos jornalistas, deixando-os passar incólumes por entre os pingos da trovoada consumando assim os seus vis intuitos de continuar a enganar o Povo.
Povo este, que pelas causas bem expressas neste dois exemplos que aqui vos trouxe, continua a ser enganado por políticos, com a conveniente conivência dos senhores jornalistas. Deitam foguetes para o ar criando números de ilusionismo que distraem o Povo do essencial distraindo-o com o acessório, com o fútil, e condenando-o desta forma à eterna ignorância.
Que saudades das entrevistas de Margarida Marante, em que ela agarrava esses politicas da treta pelos colarinhos e os espremia ate à ultima gota. Depois disso, o jornalismo vendeu a sua alma ao diabo.
Não é por isso de admirar que este Povo tenha escolhido tão mal os seus representantes políticos e respectivos governantes nas ultimas quatro décadas, nunca dispondo da informação necessária  que lhes é devida por direito constitucional para se poder informar e esclarecer,  sendo essa fundamentalmente a razão do estado em que se encontra o Estado e as contas do mesmo.

Como há já muito tempo venho dizendo, governantes, jornalistas e outras classes, socio-profissionais, somos todos filhos do mesmo Povo que nos pariu, e enquanto não assumir-mos todos a nossa quota-parte de responsabilidade, dificilmente saímos do buraco e do vazio de ideias, de ética e outros valores em que nos encontramos.

sexta-feira, 18 de janeiro de 2013

Verdade ou Hipocrisia


Lance Armstrong, confessou aquilo que toda a gente sabia, ou confirmou o que toda a gente já de há muito desconfiava.
Varias são de facto as reflexões que se me apraz fazer neste caso.
-1º Alguém acredita mesmo que é possível aguentar 3 semanas consecutivas com apenas 2 dias de descanso pelo meio, a 5 horas por dia em cima de uma bicicleta por meio de montes e vales e completar mais de 250 kms por dia em media ao ritmo que aqueles indivíduos fazem, e ainda para mais tendo em conta que há quem o faça em França, Itália e Espanha no mesmo verão, com outras menores pelo meio, sem recorrer a qualquer tipo de doping? Nem vou falar de outros desportos....
-2º Até onde nos vai conduzir esta tremenda hipocrisia que apela á verdade mas exige resultados como se fossemos maquinas, sabendo que os homens e as maquinas são diferentes. Será justo exigir resultados de maquinas a homens? Será que merecemos este comportamento de maquinas mesmo sabendo que nunca passaremos desta humilde condição humana?
-3º Porque condenamos em desportistas aquilo que perdoamos e até mesmo idolatramos em Poetas, escritores, músicos e outro tipo de artistas?
-4º Se eu me dopasse de igual forma, conseguiria eu obter os mesmos resultados?
-5º Considera-se injusto o doping no primeiro classificado porque é uma tremenda injustiça perante os segundos e terceiros..., mas não terão eles também sido dopados?
-6º Não somos nós enquanto sociedade, que da mesma forma que induzimos nas nossas jovens o desejo pela elegância extrema, os mesmos que induzimos nos desportistas a necessidade de se superarem a si próprios enquanto seres humanos?
-7º  Não....!! Agora a serio, alguém acredita mesmo naquelas tretas do comité olimpico? Naquelas cenas do espírito olímpico, da verdade do ''fair paly'', da verdade desportiva?
-8º Aquando da condenação de Maradona pela FIFA, Pavaroti, declarou que tomava regularmente a mesma substancia que o futebolista. Alguém o impediu de actuar por causa disso?
-9º O desporto, a nível generalizado, está impregnado de doping. Reparem, numa altura da evolução humana em que predomina o absentismo, acreditam mesmo que nos é fisicamente possível continuar a fazer cair recordes uns atrás dos outros de forma constante? Não serão o uso a tecnologias como a fibra de carbono, o nylon, os designes aerodinâmicos, etc etc também uma forma de doping? mas afinal estamos a avaliar quem? e o quê concretamente?

Já algum de vocês assistiu á passagem de uma etapa de uma volta á França em Bicicleta na estrada?
É um espectáculo verdadeiramente deprimente. 3 Horas de desfile de carros alegóricos  marcas, musicas pop na moda no momento, muita cor, muitas meninas bonitas com sorrisos lindos a distribuir brindes, todos com marca. Depois vêem os ciclistas, rapidos e silenciosos. Desde que aparecem ao fundo até deixarem de os ver no fim da curva, passaram menos de 60 segundos.

 Negocio, tudo se resume a negocio. Os mesmo que dizem condenar o doping são os mesmos que beneficiam das vantagens do mesmo. resultados geram receita, receita gera exigência  exigência gera necessidade, esta gera mais doping, etc etc. no meio disto, a vitima é sempre o atleta. Aqueles que apregoam a verdade desportiva, são os que mais incentivam ao uso do doping e os que no fim ainda saem de cena como os bons da fita.

Quantos chouriços, quantas pizzas, quantos telemóveis  quantas idas ao supermercado  quantos gelados, quantas contas bancarias, quantas apólices de seguros vendeu Lance Armstrong? o suficiente para agora o deixar gozar em paz e tranquilidade o fruto do seu árduo e duro trabalho.

Para mim, Lance Armstrong, é e será sempre um campeão, porque teve o tomate no sitio, para conseguir fazer aquilo que eu nunca conseguiria fazer. Trabalhou, dedicou-se, esforçou-se, sofreu, conseguiu. Quantos de vós que atiram pedras desperdiçaram uma gota de suor, ou uma lagrima que fosse?

THINK ABOUT IT.!!

quarta-feira, 19 de dezembro de 2012

Mais Tapistas que a TAP...

Os argumentos utilizados para argumentar contra a privatização da TAP, e em Particular a venda ao Sr, ''Efraymovich'' qualquer coisa, deixam-me deveras preocupado, e com vontade de fazer as malas para não mais pôr os pés em Portugal. 
Parece que o Problema afinal é ninguém saber de que terra é o senhor. 
Parece que nasceu na Bolívia mas é polaco e tem nacionalidade Brasileira, colombiana e eu sei lá mais o quê... menos mal que não é alemão.
Eu que nasci em Angola, Sou Português, resido na Alemanha, trabalho em França, passo ferias no Brasil, tenho mesmo de me por a pau.
Foi assim com este tipo de preconceitos que começou o Nazismo.

Depois dizem que 20 milhoes é uma pechincha. Lá está, só diz isso gente que nunca fez mais que passar a semana toda a insultar a entidade patronal e a suspirar pelas 17 horas de sexta feira.
 Uma empresa tecnicamente falida onde o estado todos os anos enterra umas centenas largas de milhões de euros dos contribuintes, se fosse dada ainda era bem vendida. 
Depois simpatizei com o homem quando ele disse: « ...não é para despedir ninguém, ate porque eu quero que a empresa cresça, e para isso vai ser preciso contratar muita gente, a não ser claro que tenha lá um montão de gente fazendo coisa nenhuma». acho que sim, vai mesmo haver despedimentos.

Se a TAP é um negocio assim tão bom porque é que só aparece um interessado quando para a ANA apareceram meia duzia, e para a EDP e REN? 

Com um unico  candidato só mesmo outro grande buraco chamado BPN. Num, roubou o Oliveira e Costa e companhia. Na TAP também lá anda muito ladrão, e são todos sindicalizados, e alguns também usam gravata.

segunda-feira, 17 de dezembro de 2012

Sinais dos tempos

Sinais dos tempos.

Os comunas e socialistas da nossa praça que entregaram Angola a meia dúzia de terroristas e assassinos para espoliar, matar e perseguir cidadãos portugueses em 75, são os mesmos que hoje se rebelam por Portugal estar a cair nas mãos dos capitais Angolanos.
Deveriam era estar contentes por ver que o Povo Angolano finalmente saiu da guerra, da fome, da miséria, da pobreza, das mutilações, e que são um Povo e uma nação, civilizada, livre, democrática, que atingiram altos índices de desenvolvimento sócio-económico que agora colonizão de volta a potencia colonizadora e exploradora, que é para provarem do seu próprio veneno.
Sinceramente, e como Natural de Angola e como Bailundo, não sei se devo rir ou chorar!

quinta-feira, 13 de dezembro de 2012

Começa a acabar o prazo de validade deste governo


Com o intuito de combater a fuga ao fisco, e que eu subscrevo, este governo inscreve uma lei no OE 2013 que obriga todos os transportadores a comunicarem á autoridade tributaria todas as emissões de guias de transporte e/ou de remessa antes de o transporte sair para a estrada. Serão criadas para o efeito um portal na net e uma linha telefónica.
Agora imaginem uma empresa de transportes de Inertes, com 50 camiões  cada camião faz 15 cargas por dia. imaginem um desaterro onde carregam dezenas de camiões por dia e cada um faz dezenas de cargas. imaginem transportadores com centenas de camiões  imaginem, transitários que movimentam centenas de camiões por dia, em que cada camião cargado de grupagem pode levar mercadoria de centenas de expedidores diferentes.
Como se vai efectuar a comunicação?
A quem compete a dita, ao expedidor ou ao transportador?
Quem vai fiscalizar? Ou é mais uma lei para não ser cumprida?
Sou 100% a favor da luta contra a fuga ao fisco, mas sou 200% contra políticos que brincam á politica, brincam com os eleitores, brincam ás leis e brincam com a lei.Hoje mesmo vêm uns senhores do PSD dizer que é preciso fazer uma reforma fiscal. Devem estar a gozar comigo. quantas reformas fiscais houve neste país nos ultimos 30 anos? As leis mudam todos os anos quando duram mais de 6 meses, e é sempre para tributar mais, nunca menos. Tributar mais e pagar antecipado.
Resta dizer que a medida está inscrita no OE de 2013 mas que já foi adiada para maio de 2013, e entretanto aguardam-se a publicação de mais umas pazadas de portarias, despachos e circulares a tentar compor a coisa.

E que dizer desta polémica redução de indemnização por despedimento?
Só se aplica aos novos contratos? Como especialista em assuntos constitucionais, digo já que é inconstitucional uma vez que viola claramente o principio da igualdade.É uma lei iniqua porque não trata por igual todos os trabalhadores. Mas disso os sindicatos e o tribunal constitucional não falam, não deve interessar. Depois, não facilita nem resolve problema nenhum. Não vou contratar por saber que me vai sair mais barato despedir, mas poderia contratar gente nova se fosse mais barato despedir meia dúzia de velhos jarretas que nada fazem senão esperar pela reforma ou pelo dia da indemnização.Se fosse mais facil despedir os velhos, talvez fosse mais fácil contratar os novos, mas assim vamos continuara a envelhecer  e a deixar fugir os novos e em especial os competentes.
As empresas para criar emprego o que precisão é de mais acesso ao credito, juro mais barato, justiça celere e eficaz, para fazer pagar os caloteiros, precisa de um sistema fiscal estável que não mude consoante o vento, precisa que o estado pague a quem deve a tempo e a horas, ou então que se sujeite ás mesmas sanções que se sujeitam os contribuintes faltosos, precisam que se acabe com burocracias inúteis que nada mais fazem que gerar corruptos e dar tachos a incompetentes  Muitas mais há, mas se resolverem estas o pessoal já não se pode queixar muito.
Este governo teve apoio parlamentar, teve um a troika a apoiar e a dar desculpa para tomar medidas de fundo e impopulares, os sindicatos e a  oposição, fossem quais fossem as medidas, criticavam e manifestavam-se sempre. Por tudo isto, perderam uma oportunidade de ouro de pôr o país e a economia nos eixos. Agora, começa-se a fazer tarde e os apoios a faltar, sem falar já na paciência.


Já nem vou falar nos ministros que se desmentem uns aos outros a toda a hora, bem sei que ninguém os obriga a pensar todos da mesma forma, mas essas divergências deveriam se manter no interior do Conselho de Ministros, quando isso  transpira cá para fora, alguma coisa vai mal.

A minha paciência com este governo começa-se a esgotar.

Depois de ano e meio de esperança, começo lentamente a voltar à primeira forma, com este tipo de politica mansa vamos continuar a caminhar em direcção ao fundo, e acho que ainda não está perto.
Espero sinceramente estar errado.

sexta-feira, 30 de novembro de 2012

Olhem-me só a lata do Gaiato!!!


Há uma imagem do cinema que me vai acompanhar para o resto da vida. O clube dos poetas mortos.
Não. Não tem nada a ver com o aproveitar do dia.Tem ver com mandar os alunos subir para cima das mesas. Para ter uma visão e um ângulo de observação que ofereça uma perspectiva diferente. E depois, aquela cena de libertar o grito que há em nós, ser-mos nós próprios e gritar o nosso próprio grito sem estar preocupado com o grito dos outros, nem com a figura que fazemos ao libertar o nosso.

Faço isso todos os dias da minha vida desde então. Colocar-me sempre numa perspectiva diferente e libertar o meu grito, que é o que me preparo para fazer de seguida.

“A situação a que chegámos não foi uma situação do acaso. A União Europeia financiou durante muitos anos Portugal para
Portugal deixar de produzir; não foi só nas pescas, não foi só na agricultura, foi também na indústria, por ex. no textil

. Nós fomos financiados para desmantelar o textil porque a Alemanha queria (a Alemanha e os outros países como a Alemanha) queriam que abrissemos os nossos mercados ao textil chinês basicamente porque ao abrir os mercados ao textil chinês eles exportavam os teares que produziam, para os chineses produzirem o têxtil que nós deixávamos de produzir. E portanto, esta ideia de que em Portugal houve aqui um conjunto de pessoas que resolveram viver dos subsídios e de não trabalhar e que viveram acima das suas possibilidades é uma mentira inaceitável. Nós orientámos os nossos investimentos públicos e privados em função das opções da União Europeia: em função dos fundos comunitários, em função dos subsídios que foram dados e em função do crédito que foi proporcionado. E portanto, houve um comportamento racional dos agentes económicos em função de uma política induzida pela União Europeia. Portanto não é aceitável agora dizer… podemos todos concluir e acho que devemos concluir que errámos, agora eu não aceito que esse erro seja um erro unilateral dos portugueses. Não, esse foi um erro do conjunto da União Europeia e a União Europeia fez essa opção porque a União Europeia entendeu que era altura de acabar com a sua própria indústria e ser simplesmente uma praça financeira. E é isso que estamos a pagar!”
Hoje circula pelas redes sociais, a foto deste marmanjo de falinhas mansas e voz de barítono, acompanhada do seu cínico discurso da véspera em que alegremente, e de gravata e fatinho bem engomadinhos, este senhor tenta lavar com sabão clarim a merda com que ele e o seu partido fizeram neste país nos últimos 15 anos, onde ele ocupou sempre lugares de destaque, e relevo governativo.
Vem o marmanjo dizer que a culpa do nosso estado económico, são os subsídios que nos deram a Alemanha, os mesmos que ele e seus pandilhas, insistentemente e durante anos, negociaram em Bruxelas. Era sempre a maior preocupação dos tuguinhas, era não perder os fundos comunitários. Sim, esses fundos que esse senhor diz que vieram para deixar de produzir-mos. E pergunto eu!! E o senhor deixou??? O senhor não viu que nos estavam a pagar para deixar-mos de produzir? Porque não disse ao senhor Köll, ao senhor Schröder, e á  senhora Merkell que não precisávamos de fundos europeus para nada, porque queríamos continuar a pescar, a criar couves, ovelhas, e a fazer camisas e  fatos e pull-overs?? Ou será isto um reconhecimento de incompetência por parte de quem ainda governa, numa tentativa de sacudir a agua do Capote e ainda assim ficar na fotografia sem lama na bainha das calças???

Sinceramente senhor Costa. O senhor é igual a tantos outros, como aquele ex. autarca do Psd que hoje vejo no facebook a atribuir um cognome a PPC como se fazia antigamente aos reis. PPC segundo esse senhor ex. autarca e marido de uma Ex. deputada da AR, é o Corta, porque corta em tudo e brevemente o dito senhor já não sabe mais onde PPC vai cortar. Eu sei bem onde deveria cortar, e se calhar é esse o mesmo receio de vocês todos, é que PPC se lembre de cortar nas reformas chorudas e vitalícias que vos pagamos, em idade activa, e sem deficiência física. Sim, física, porque a julgar pelo estado do país, a vossa deficiência é mental, e grande.

sábado, 24 de novembro de 2012

Elogio astronómico da divina loucura


Elogio astronómico da divina loucura

Segundo fundamenta sua santidade o Papa  Joseph Alois Ratzinger no seu ultimo livro sobre a infância de Jesus Cristo, a estrela de Belém que conduziu os Reis magos até ao menino Jesus, aquele que nasceu homem e se fez deus mas que agora o Papa vem dizer que já era antes de o ser assim como a pescada porque a sua mãe afinal era virgem ( das orelhas e mesmo assim…), era afinal uma Supernova.
-Superquê??? Credo jesus virgem santíssima mãe de deus!!! Você não faz isso por menos??? Já  houve uns quantos astrónomos que há muito defendem que seria um cometa. Sim, um simples e vulgar cometa, é que eles conseguem fazer umas contas muito complicadas que calcula a posição dos objectos estelares há muito muito tempo atrás. Agora vem o senhor Ratzinger, sem fazer qualquer tipo de cálculos matemáticos, deduzo eu, e diz que era uma supernova. Mas não se esqueça que essa coisa das supernovas foram descobertas por cientistas e não criadas por deus, que eu saiba deus na bíblia não fala em supernovas em lado algum. Super-reis, super-profetas, super-diabos e essas coisas assim ainda por lá se encontra, supernovas  sinceramente não me lembro.
Ora seguindo na onda de modernidade cientifica que o Papa quer dar à sua dogmática igreja, e que eu aliás aplaudo, já que qualquer mudança para melhor é sempre…melhor, deduzo que a seguir, no seu próximo livro vai nos revelar que o quarto segredo de Fátima é que o milagre do sol de 13 de Outubro de 1917 na Cova da Iria era um Quasar, e que toda aquela vilanagem negocial e hipócrita que ainda hoje por lá subtrai aos inocentes devotos o peso das suas ricas carteiras são radiações energéticas do mesmo.
Mau mesmo para o papa vai ser quando os senhores da Ciência, tipo aquele senhor australiano que moveu um processo contra o papa em Inglaterra e é o líder do movimento ateísta mundial, o senhor Richard Dawkins, exigirem a deus o pagamento dos devidos direitos de autor à comunidade cientista  por este agora vir dizer que as supernovas e quasares, buracos negros, galáxias e outras coisas do mundo natural e evolutivo são criações suas porque é misericordioso, todo poderoso, omnipresente e omnipotente, que deus o lá  tenha em descanso.
Tanto trabalhinho e tantas pestanas queimadas á luz das velas e a espreitar pelos buraquinhos das lentes, depois de moerem a cabeça com tantos e complexos cálculos matemáticos que demoraram séculos a resolver, depois de tantos senhores inteligentes perseguidos, torturados e queimados nas santíssimas fogueiras, vem agora o artista e diz que afinal isto é tudo meu, digo, nosso, da igreja entenda-se. Ignomínia.  A seguir vem o quê?? Que o ADN é o alfabeto divino??
Mas já estou mesmo a ver deus entalado nesta disputa judicial ( que grande novela isto vai dar se o julgamento for feito em Portugal, daqui a dois mil anos ainda andamos em recursos), e a dizer ao senhor Ratzinger: «Éh pá, eu não tenho nada a ver com essa merda, vê lá se te desenrascas com isso  que eu já tenho chatices que chegue», sim, é que isto de ser deus não é vida fácil.
Muito engraçado também, vai ser agora o senhor Papa e toda a sua corja, digo, cúria, explicarem ás pessoas velhinhas e outras que sendo mais novas são igualmente inocentes e ignorantes, o que é uma supernova. Conseguir agora passados dois mil anos de culto pela estrela, explicar que afinal  aquilo não era uma estrela  mas uma supernova que não é mais que uma explosão de uma estrela que  pode expulsar para o espaço até 90% da matéria de uma estrela  cujo  núcleo remanescente tem massa superior a 1,5 Massas solares, e que a pressão de degenerescência dos eletrões não é  suficiente para manter o núcleo estável; e então os eletrões  colapsam com o núcleo, chocando  com os protões, originando neutrões: e o resultado é uma estrela composta de neutrões, com aproximadamente 15 km de diâmetro e extremamente densa, conhecida como estrela de neutrões ou Pulsar. Mas, quando a massa desse núcleo ultrapassa 3 massas solares, nem mesmo a pressão de degenerescência dos neutrões consegue manter o núcleo; então a estrela continua a  colapsar, dando origem a uma singularidade no espaço-tempo, conhecida como Buraco Negro, cuja velocidade de escape é um pouco maior do que a velocidade da luz. Fácil e claro, estou seguro que todos vão entender á primeira sem duvidas e sem perguntas.
Engraçado, é que com toda esta intenção de dar uma de modernidade e de abertura da sua fechada igreja, o  Papa continue a insistir que a senhora era mesmo virgem quando pariu, e continua a afirmar a pé juntos que os preservativos fazem mal á saúde e que a melhor forma de não engravidar é usar pasta de dentes na dita, ou então telefonar ao Armando Vara, para facilitar um encontro com o divino espírito santo, sim o divino, que com o dos bancos o Vara já tem problemas que chegue.
 Curioso também é que  nestes tempos em que o mundo atravessa tão grave crise, é  que o senhor papa renuncie  ao voto de humildade do filho do senhor ao admitir que afinal não era um estábulo,o local onde ele nasceu, mas que  era uma gruta e que afinal não havia vacas nem burros. Talvez um pavão ou um morcego, digo eu.
Estou mesmo a ver o senhor deus lá de cima do seu paraíso onde está sentado à esquerda do seu filho deus feito homem, a mandar um fax, digo, um email ao senhor Ratzinger:
«Estimado capataz, já estou farto de ouvir piadas foleiras acerca das merdas que andas aí a inventar em meu nome. Já não me chegavam as piadas sobre as brincadeiras que tu e o teu exercito aí andam a fazer com os putos, agora ainda te  metes num universal problema astronómico de dimensões galácticas, para já não falar nas interpretações abusivas que fazes das minhas palavras divinas e de falares em meu nome. Vê la se resolves essa merda depressa, se não mando-te 3 doenças piores do que as do teu antecessor , sem falar na corcunda.»


Eu pelo menos era o que fazia, dava-lhe uma granda bronca, fazia-lhe pior que ao pobre Jó, mas eu não sou deus...mas é pena, conto historias mais originais, menos aborrecidas e muito mais verosímeis. Quem se deve estar a rir à brava com esta historia deve ser o satanás, esse mafarrico ...

quinta-feira, 22 de novembro de 2012

Devaneios


Em tempos de lazer, visitar templos e monumentos antigos nunca foi coisa em que perdesse muito tempo.  Afinal, quem vê uma igreja, um castelo ou um mosteiro vê-os a todos.
Às vezes, paro simplesmente diante deles, diante de todas aquelas pedras arrumadinhas e alinhadas, umas em cima das outras, e percebo a dimensão da inteligência, da vontade, do espírito de sacrifício e da fé dos seres humanos que foram necessárias à sua construção e manutenção. O que eu não consigo imaginar, é o que se poderia ter feito em prol da Humanidade e do seu bem estar, do seu desenvolvimento social, se todas essas forças, esses meios, essa dedicação, esse esforço e espírito de sacrifício e em especial essa fé, fosse posta ao serviço do bem comum, e não ao serviço de um deus, de um santo, ou de um qualquer monarca ou governante narcisista e lunático.
Da mesma forma, abro a pagina do Facebook e deparo-me com toda uma listagem e um desfilar de mensagens e de fotos e de vídeos, que revelam toda a capacidade imaginativa do ser humano, toda a sua inteligência  e dedicação ao serviço do simples escárnio e mal dizer. As finas e originais piadas sobre políticos. Às vezes, paro simplesmente diante delas e penso, na forma útil que essas mesmas pessoas poderiam ter aproveitado o seu tempo em beneficio próprio, das suas próprias vidas, do seu próprio bem estar e dos seus, se colocassem toda essa capacidade imaginativa a trabalhar para si próprios, na procura de emprego ou de meios de subsistência.
Como dizia JFK: «pergunta o que podes fazer por ti e pelo teu país, não perguntes o que o teu país pode fazer por ti.

segunda-feira, 19 de novembro de 2012

A Ratoeira


Cada vez me convenço mais, que ao contrário do tão badalado por tudo o que é comentador e analista politico, tiro no pé de Passos Coelho, a TSU, foi um golpe de mestre em estratégia politica.
Seguro e o seu bando do PS andavam ansiosos por rasgar e pôr de parte a sua responsabilidade no estado do País e no respectivo pedido de resgate financeiro bem como o programa de ajustamento económico e financeiro que veio em anexo.
A ideia seria descartarem-se do memorando o mais cedo possível para depois terem tempo para preparar as eleições de 2015 já com o programa de ajustamento implantado, o governo PSD teria feito o trabalho sujo e eles voltariam tirilene branquinho e sapatinhos de vela a condizer para mais umas festas á conta do Zé Povinho.
 O que este governo fez com o anuncio da TSU, foi uma ratoeira em que Seguro e PS caíram que nem uns patinhos, e a julgar pelo que se avizinha com a historia dos 4 mil milhões de cortes no estado, e pelas respectivas declarações do PS, parece que ainda nem sequer deram pelo erro, continuando com um discurso que se assemelha mais ao PC e ao BE que a qualquer sentido de responsabilidade.
O PS anunciou prematuramente o voto contra o OE para 2013, e agora vai voltar a estar contra novas medidas. Se o fizer, arrisca-se a perder de vês o barco, e caso o cumprimento do Memorando se venha a concretizar de forma positiva como tudo indica que aconteça, não estou a ver que argumentos o PS vai ter para dar a volta ao laço que deu em redor do seu próprio pescoço.
Seguro embarcou num discurso demagógico de facilitismos e o governo preparou-lhe a cama ao jeito. Fundamentou muita da Sua fraca argumentação num François Hollande, que no espaço de uma semana vê cair para metade os níveis de popularidade, aprova um orçamento de austeridade e hoje mesmo ao fim do dia assiste ao corte por parte da Moodys do rating da divida francesa, já para não falar da cara com que tem que encarar a Senhora Merkel cada vez que se cruza com ela em Bruxelas depois de tudo o que disse.
Seguro não precisou de mais do que um ano para assim provar que não tem carisma nem estatuto de líder seja do que for, que as suas competências se resumem á gestão do seu próprio orçamento familiar e até aí a sua esposa deve ser mais competente que ele, é um fraco e um frouxo, o seu discurso é chato, repetitivo, aborrecido e faz-me ter pena da sua mãe coitada que nem deve ter culpa nenhuma. Nunca fez mais que viver á conta do orçamento de estado. Deveria ter ido para padre e tremo só de pensar que alguma vez possa vir a ser PM de Portugal.
Caro A.J. Seguro, deve ir ganhar experiência a trabalhar no duro e a sério, trabalho daquele que faz escorrer suor da testa e sangue das veias, como aquele a que estão habituados os Portugueses a quem o senhor promete muita vida boa e fácil. E já agora, aproveite e leve consigo os rebanho de Galambas que o acompanham.

sexta-feira, 16 de novembro de 2012

Profissão Esperto, … Chico-Esperto




Casa onde não há pão, todos ralham e ninguém tem razão. Já diz o ditado e nunca se aplicou tão bem como agora.

O país vive na vertigem alucinante do Chico-espertismo. Toda a gente sabe tudo acerca de tudo e mais alguma coisa. 
Só me admira é que com tanto Chico-Espertismo, a situação do País seja a merda que toda a gente sabe, lá está, toda a gente sabe tudo acerca de tudo. Toda a gente sabe o que está errado, porque está  errado e toda a gente sabe a solução. Mas a verdade, é que continuamos na merda. Mas acima de tudo, há uma coisa que toda a gente sabe sobre todas as outras coisas. É que nenhum de nós tem a culpa. Eu não vi nada, não sei de nada, (a única situação em que não sabemos nada, digamos que é a excepção que confirma a regra), não fui eu, e se fui não tive culpa. Acho que foi aquele o culpado.(outra variante, além de saber tudo, também achamos muita coisa).
Às vezes pergunto-me porque não se muda o cognome do Povo Português de Lusitanos para Chicos-espertos? É que quando toca a Chico-espertar nós somos os Reis,  somos melhores que Italianos, Espanhóis e Gregos, e olhem que eu sei do que falo,(lá está, eu sei),e olhem que  quando toca a Chico-espertismo  nenhum deles deixa os seus créditos por mãos alheias, os espanhóis até têm uma palavra para o facto «esse tio es muy enteirado!»
Os árbitros não sabem arbitrar, os treinadores não sabem treinar, os jogadores não sabem jogar, os dirigentes não sabem dirigir, os políticos não sabem governar, os policias não sabem policiar, os manifestantes não se sabem manifestar. O que é feito pelos outros é tudo mal feito, e ninguém sabe nada, exceptuando eu próprio claro, eu sei tudo, e como se faz tudo, se não faço é porque não me apetece, mas sei, e melhor que toda a gente.
Típicos condutores de fim de semana, autênticos campeões do rally e F1, que no café e facebook somos os campeões da bazofia, mas depois somos o país com mais acidentes e mortes na estrada da Europa.
  Mais uma vez batemos italianos e gregos, e olhem que eu sei do que falo, lá está, estão a ver? Eu sei do que falo, porque eu sei tudo. Não há duvida, na arte de bem Chico espertar, os Chico- espertos dos Portugueses são uns campeões.
Não há quem bata os tugas, digo, Chico- espertos da espertezolandia á beira mar plantada, quando se trata de dar opinião e mandar bitaites para dentro da casa dos outros, mas é claro que eu não permito isso na minha, recebo sempre as visitas á porta ou na rua, para não se ver como eu sei deixar acumular lixo dentro de casa, e também sei limpar, e bem, só não me apetece, mas sei, no que toca limpezas sou um campeão. A sério, até sei porque este país está na merda, a sério que sei, é porque não sou eu a mandar, se eu mandasse, estava bem pior…acreditem, eu sei.
Mais um ditado: Cada macaco no seu galho. Mas não, não aqui no habitat natural do Chico-esperto. Aqui, todos os macacos pulam e saltam por onde querem, o problema é quando algum macaco salta para o nosso galho, aí então é uma tragédia.