Sinceramente, cada vez estou mais burro. Não consigo perceber nada disto.
O Povo quer liberdade, mas quer que seja o Estado a tomar conta de tudo.
O Estado toma conta de tudo e depois queixam-se que não têm liberdade.
Queixam-se que os impostos são muito altos. Depois queixam-se que o Estado
não faz o que deve.
Exigem cada vez mais deveres ao Estado, depois queixam-se que o Estado
exige demasiado em impostos e que não têm liberdade.
Quem os ouve falar, ''-O Estado tem obrigação de criar emprego e fazer crescer
a economia e fazer investimento e o diabo a sete.'' Mas depois queixam-se que
o Estado fez tudo mal e como se isso não chegasse, continuam a exigir que seja
o Estado a fazer ainda cada vez mais daquilo que já provou no passado não
saber nem ter competência e vocação para fazer.
Eu cá na minha vidinha de burro estúpido, nunca gostei de confiar em ninguém
aquilo que quero para mim, nunca mando fazer quando sei e posso fazer eu
mesmo, nunca me queixo aos outros dos erros e dos problemas da minha vida,
não culpo os outros pelos meus erros e frustrações, e acho que se não gosto da
forma como o Estado funciona, então o melhor mesmo é não precisar dele. Mas
isso sou eu que sou mesmo burro, e cada vez estou pior ao que parece. Terá
cura?
quinta-feira, 23 de agosto de 2012
quinta-feira, 9 de agosto de 2012
Procuro o Dono de ''A Reliquia '' de Eça de Queirós.
Há dias, passava o dedo indicador direito por cima da lombada de alguns livros, arrumados numa estante debaixo de uma fina camada de pó. Faço isso algumas vezes, e ultimamente cada vez mais, o orçamento já não dá para comprar carradas de livros como antigamente.
Estava eu nisto, quando os meus olhos detectam algo, e o meu dedo pára. Era vermelho com um EQ na lombada, puxei-o para fora, e fiz o que sempre faço antes de decidir se compro ou não um livro. Abro numa página ao acaso, escolho um parágrafo ao acaso, e leio. Este eu nem precisava ler, muitas vezes o li, e só os pormenores não sei de cor.
Acabei de o ler, novamente, e espanta-me que de cada vez este livro me espanta ainda mais. É claro, é como um espelho em que nos olhamos a nós e ao mundo que nos rodeia. Os tempos mudam, mas a condição humana mantém-se. Encontramos isso em Eça de Queirós como em tantos outros autores desde Platão até qualquer um dos muitos autores que despertam todos os dias.

Este foi o livro que me libertou do fantasma e do síndroma chamado ''Os Maias'', entre outros. Livro do mesmo autor que me quiseram obrigar a ler com a bonita idade de 16 anos (espero que já não faça parte do currículo de ensino). No ano antes tinha lido Almeida Garret, e tinha adorado aquilo, por isso no ano a seguir parti a correr para mais uma aventura literária. Desilusão, só consegui chegar à página 47. Deve ter sido uma caimbra ou dor de burro. Ainda tentei o ''Amor de Perdição'' do Camillo de Castelo Branco, e as Pupilas do Senhor Reitor'' de Júlio Diniz, mas foi pior a emenda que o soneto.
Depois de todos estes traumas, refugiei-me no fascinante mundo de viagens e aventuras de Jules Verne, devorei capítulos e volumes por esse mundo fora, a correr atrás de mundos perdidos e imaginários, de máquinas invencíveis.
Foi durante uma dessas noites de Jules Verne, enquanto trabalhava na monotonia do turno da noite de umas Bombas de Gasolina, que conheci uma pessoa. Sujeito bem disposto e educado. De todos os clientes habituais e de ocasião que por ali iam desfilando durante as sucessivas noites, foi este individuo o único que se interessou pelo que eu lia. Desde logo demonstrou ser uma pessoa culta e inteligente, e isso interessou-me, porque gosto sempre de falar com alguém que pode ter algo para me ensinar. Por entre os camionistas que saiam de madrugada, os porqueiros que levavam os porcos ao matadouro, os feirantes carregados de hortaliça fruta e sapatos, os padeiros, as meninas da noite e seus fieis protectores, e aqueles clientes que eu nunca soube o que eram, mas que invariavelmente pediam sempre os 3 fatídicos - um Nestle dos grandes, um SG Ventil ( podia também ser Filtro ou Marllboro) e um isqueiro Bic dos grandes, não importava a cor, desde que funcionasse, e faziam sempre questão de o experimentar na hora, e que normalmente pagavam com aquelas notas de 2000$, meias fumadas qual chouriço e que por vezes até se colavam ás mãos que nem melaço. Era pelo meio de toda esta gente que por vezes aparecia este Senhor, que um dia me falou de Eça de Queirós, nomeadamente de um certo livro chamado ''A Relíquia'', depois de denotar em mim qualquer sinal de ateísmo talvez. E eis que, numa dessas noites em que o Senhor por lá passou me apresentou aquele pequeno volume encadernado de vermelho com a tão carismática silhueta dourada de um Senhor de óculo e bigode em pôse de pensamento na capa.
Aceitei o empréstimo, e em boa hora o fiz. Curioso foi que o dito senhor deixou de aparecer. Parecia quase um sonho, alguém que nos aparece enquanto dormimos para nos pôr juízo na cabeça com sábios conselhos.
Nunca mais vi tal pessoa, entretanto acabei de ler o livro, depois deixei aquele trabalho por outro. Perguntei a algumas pessoas se conheciam o Senhor e como o podia encontrar.Foram poucas as pistas que recolhi. Disseram-me que talvez fosse professor na escola preparatória da Corredoura ou do liceu em Porto de Mós, talvez História ou Português, que teria como nome ou alcunha algo parecido com Penção ou Pinção ( que parece coincidir com a assinatura que consta na Contra Capa do livro). Disseram-me até depois que poderia ter falecido.
Certo é, que o livro tem permanecido em minha posse, há cerca de 15 anos.
Quero por isso pedir a todos os que leiam esta mensagem, e por isso desde já vos agradeço, que me ajudem a saber a identidade deste Senhor, para que dessa forma lhe possa devolver o livro, ou em caso de infelizmente se confirmar que tenha falecido o entregar a alguém de sua família, para quem sabe o voltar a ler ou voltar a emprestar.
Há cerca de 15 anos atrás, o dito Senhor teria entre 30 e 40 anos, terá hoje entre 40 e 55 talvez. Teria cerca de 1,70 a 1,75 de altura, estatura media, cabelo preto ou pelo menos escuro talvez ondulado, usava muitas vezes um blusão vermelho, é possível que fosse professor de História e/ou Português, e também é possível que tivesse falecido nessa altura, como disse há cerca de 20 anos. Teria de nome ou alcunha Pinção ou Penção, que como se pode verificar pela assinatura da contra capa parece condizer. Era uma pessoa alegre e bem disposta, e gostava de conversar, de ensinar e de aprender.
Quero mais uma vez agradecer a este Senhor o facto de me ter confiado este livro sem me conhecer de lado nenhum. Foi uma grande lição que me deu. Os livros carregam e guardam dentro de si a Árvore do conhecimento, mas este de nada serve, ali, parado debaixo de uma fina camada de pó.
É preciso ir lá, subir a árvore e comer a fruta do conhecimento.
Mais uma vez o meu muito obrigado. Bem Haja.
Actualização.
O texto acima, foi publicado originalmente no dia 09/08/2012.
Nessa altura, pela divulgação nas redes sociais, consegui localizar o Dono deste Livro.
Trata-se de Nuno Pinção.
Enviei-lhe uma mensagem, à qual me respondeu algum tempo depois. Agradeceu o meu gesto, e fez questão de que eu guardasse o livro para mim. Insisti na devolução. Não aceitou. Insistiu que tinha todo o gosto que eu mantivesse e guardasse o livro para mim.
Agradeci-lhe encarecidamente. Convidei o para tomar um café e dois dedos de conversa. Aceitou.
Esse momento, infelizmente nunca chegou. Nem chegará.
Soube recentemente pelas redes sociais, as mesmas que me levaram de regresso à presença de Nuno Pinção, que faleceu.
Cedo partiu tão ilustre Senhor. Para mim, e comigo, pesará a falha da oportunidade que não tive de voltar a estar na sua presença, para o tal café, e dois dedos de conversa.
No entanto, a sua presença em mim, será sempre uma constante até ao fim dos meus dias. São assim os Grandes seres Humanos. Aqueles que por mais breve seja a sua passagem nas nossas vidas, nos marcam indelevelmente para todo o sempre.
Guardarei, religiosamente ''A Relíquia'', como uma verdadeira relíquia que é, porque é a prova da grandeza dos seres Humanos, aqueles de carne e osso, com virtudes e defeitos, que dispensam o divino, mas que encerram em si a grandeza e a simplicidade dos pequenos gestos, e porque existe em cada um de nós, um Raposinho e uma Dona Patrocínio.
As minhas mais sinceras condolências à Família e Amigos do Nuno Pinção.
Um Homem só morre, quando morre a sua memória, e o Nuno Pinção, para mim não morreu, apenas partiu, numa longa viagem, em busca da Relíquia.
Boa viagem Nuno.
Saint Avold, 01 de Dezembro, de 2015.
Estava eu nisto, quando os meus olhos detectam algo, e o meu dedo pára. Era vermelho com um EQ na lombada, puxei-o para fora, e fiz o que sempre faço antes de decidir se compro ou não um livro. Abro numa página ao acaso, escolho um parágrafo ao acaso, e leio. Este eu nem precisava ler, muitas vezes o li, e só os pormenores não sei de cor.
Acabei de o ler, novamente, e espanta-me que de cada vez este livro me espanta ainda mais. É claro, é como um espelho em que nos olhamos a nós e ao mundo que nos rodeia. Os tempos mudam, mas a condição humana mantém-se. Encontramos isso em Eça de Queirós como em tantos outros autores desde Platão até qualquer um dos muitos autores que despertam todos os dias.
Este foi o livro que me libertou do fantasma e do síndroma chamado ''Os Maias'', entre outros. Livro do mesmo autor que me quiseram obrigar a ler com a bonita idade de 16 anos (espero que já não faça parte do currículo de ensino). No ano antes tinha lido Almeida Garret, e tinha adorado aquilo, por isso no ano a seguir parti a correr para mais uma aventura literária. Desilusão, só consegui chegar à página 47. Deve ter sido uma caimbra ou dor de burro. Ainda tentei o ''Amor de Perdição'' do Camillo de Castelo Branco, e as Pupilas do Senhor Reitor'' de Júlio Diniz, mas foi pior a emenda que o soneto.
Depois de todos estes traumas, refugiei-me no fascinante mundo de viagens e aventuras de Jules Verne, devorei capítulos e volumes por esse mundo fora, a correr atrás de mundos perdidos e imaginários, de máquinas invencíveis.
Foi durante uma dessas noites de Jules Verne, enquanto trabalhava na monotonia do turno da noite de umas Bombas de Gasolina, que conheci uma pessoa. Sujeito bem disposto e educado. De todos os clientes habituais e de ocasião que por ali iam desfilando durante as sucessivas noites, foi este individuo o único que se interessou pelo que eu lia. Desde logo demonstrou ser uma pessoa culta e inteligente, e isso interessou-me, porque gosto sempre de falar com alguém que pode ter algo para me ensinar. Por entre os camionistas que saiam de madrugada, os porqueiros que levavam os porcos ao matadouro, os feirantes carregados de hortaliça fruta e sapatos, os padeiros, as meninas da noite e seus fieis protectores, e aqueles clientes que eu nunca soube o que eram, mas que invariavelmente pediam sempre os 3 fatídicos - um Nestle dos grandes, um SG Ventil ( podia também ser Filtro ou Marllboro) e um isqueiro Bic dos grandes, não importava a cor, desde que funcionasse, e faziam sempre questão de o experimentar na hora, e que normalmente pagavam com aquelas notas de 2000$, meias fumadas qual chouriço e que por vezes até se colavam ás mãos que nem melaço. Era pelo meio de toda esta gente que por vezes aparecia este Senhor, que um dia me falou de Eça de Queirós, nomeadamente de um certo livro chamado ''A Relíquia'', depois de denotar em mim qualquer sinal de ateísmo talvez. E eis que, numa dessas noites em que o Senhor por lá passou me apresentou aquele pequeno volume encadernado de vermelho com a tão carismática silhueta dourada de um Senhor de óculo e bigode em pôse de pensamento na capa.
Aceitei o empréstimo, e em boa hora o fiz. Curioso foi que o dito senhor deixou de aparecer. Parecia quase um sonho, alguém que nos aparece enquanto dormimos para nos pôr juízo na cabeça com sábios conselhos.
Nunca mais vi tal pessoa, entretanto acabei de ler o livro, depois deixei aquele trabalho por outro. Perguntei a algumas pessoas se conheciam o Senhor e como o podia encontrar.Foram poucas as pistas que recolhi. Disseram-me que talvez fosse professor na escola preparatória da Corredoura ou do liceu em Porto de Mós, talvez História ou Português, que teria como nome ou alcunha algo parecido com Penção ou Pinção ( que parece coincidir com a assinatura que consta na Contra Capa do livro). Disseram-me até depois que poderia ter falecido.
Quero por isso pedir a todos os que leiam esta mensagem, e por isso desde já vos agradeço, que me ajudem a saber a identidade deste Senhor, para que dessa forma lhe possa devolver o livro, ou em caso de infelizmente se confirmar que tenha falecido o entregar a alguém de sua família, para quem sabe o voltar a ler ou voltar a emprestar.
Há cerca de 15 anos atrás, o dito Senhor teria entre 30 e 40 anos, terá hoje entre 40 e 55 talvez. Teria cerca de 1,70 a 1,75 de altura, estatura media, cabelo preto ou pelo menos escuro talvez ondulado, usava muitas vezes um blusão vermelho, é possível que fosse professor de História e/ou Português, e também é possível que tivesse falecido nessa altura, como disse há cerca de 20 anos. Teria de nome ou alcunha Pinção ou Penção, que como se pode verificar pela assinatura da contra capa parece condizer. Era uma pessoa alegre e bem disposta, e gostava de conversar, de ensinar e de aprender.
Quero mais uma vez agradecer a este Senhor o facto de me ter confiado este livro sem me conhecer de lado nenhum. Foi uma grande lição que me deu. Os livros carregam e guardam dentro de si a Árvore do conhecimento, mas este de nada serve, ali, parado debaixo de uma fina camada de pó.
É preciso ir lá, subir a árvore e comer a fruta do conhecimento.
Mais uma vez o meu muito obrigado. Bem Haja.
Actualização.
O texto acima, foi publicado originalmente no dia 09/08/2012.
Nessa altura, pela divulgação nas redes sociais, consegui localizar o Dono deste Livro.
Trata-se de Nuno Pinção.
Enviei-lhe uma mensagem, à qual me respondeu algum tempo depois. Agradeceu o meu gesto, e fez questão de que eu guardasse o livro para mim. Insisti na devolução. Não aceitou. Insistiu que tinha todo o gosto que eu mantivesse e guardasse o livro para mim.
Agradeci-lhe encarecidamente. Convidei o para tomar um café e dois dedos de conversa. Aceitou.
Esse momento, infelizmente nunca chegou. Nem chegará.
Soube recentemente pelas redes sociais, as mesmas que me levaram de regresso à presença de Nuno Pinção, que faleceu.
Cedo partiu tão ilustre Senhor. Para mim, e comigo, pesará a falha da oportunidade que não tive de voltar a estar na sua presença, para o tal café, e dois dedos de conversa.
No entanto, a sua presença em mim, será sempre uma constante até ao fim dos meus dias. São assim os Grandes seres Humanos. Aqueles que por mais breve seja a sua passagem nas nossas vidas, nos marcam indelevelmente para todo o sempre.
Guardarei, religiosamente ''A Relíquia'', como uma verdadeira relíquia que é, porque é a prova da grandeza dos seres Humanos, aqueles de carne e osso, com virtudes e defeitos, que dispensam o divino, mas que encerram em si a grandeza e a simplicidade dos pequenos gestos, e porque existe em cada um de nós, um Raposinho e uma Dona Patrocínio.
As minhas mais sinceras condolências à Família e Amigos do Nuno Pinção.
Um Homem só morre, quando morre a sua memória, e o Nuno Pinção, para mim não morreu, apenas partiu, numa longa viagem, em busca da Relíquia.
Boa viagem Nuno.
Saint Avold, 01 de Dezembro, de 2015.
Mais uma rodada, paga o Zé!!!
Em Portugal dos últimos anos o paradigma mudou. qualquer Zé da treta, que nunca fez mais que viver á conta do orçamento, vai de lançar uma fundação de direito privado com capitais publlicos. Ainda se lembram porque é que o Vara saíu do Governo Guterres? Tachos, e mais tachinhos em arranjos e panelinhas, o que conta mesmo é sacar ao Zezinho, para instalar bem a familia, os amigos, os parceiros do governo, as comanditas da Loja, etc etc.
Trabalha Zé, que há muito quem gaste....ele é pelo oriente, pelo Sarabago, pela mete no Rego das tintas ( que passa a vida em Londres a dizer mal de Portugal), e eu sei lá que mais. Eles ficam com os louros e o prestigio de ter uma fundação, mas é o Zé que paga....
E depois ainda querem saúde e educação, e segurança social. e quem Paga? o Zé claro...toda a gente anda de fato e gravata num emprego do estado com carro, chaufeur e cartão de credito, e quem trabalha? o Zé claro...depois quando falta, a culpa claro é da grave crise, o governo fascista neo-liberal de direita, blá blá blá...a catamunha do costume, mas o coitado do Zé já nem sente, é que para esse, a crise já dura há século e meio, é o unico que não sabe o que é viver bem. Porquê? andou a trabalhar e a pagar para os que agora se queixam.
Queixem-se queixem-se, o Zé já se está fodendo, as mãos essas já estão calejadas, e de toda a maneira já sabe que é ele que vai continuar a pagar.
quarta-feira, 18 de julho de 2012
Sombras da inquisição
Muitas
são as ondas que se têm levantado contra o actual governo, com mais ou menos
vento, mais brisa menos tempestade, sem nunca atingir o nível de tempestade tropical. A que
mais me indignou (sim também me indigno, não pensem que não, só não o faço por
qualquer coisa), é a recente tempestade levantada pelo ‘’meritíssimo’’ bispo
das forças armadas Torgal Ferreira, que pasmem-se, até o apoio dos laicos e
ateus de esquerda merece, ou será que apenas estão a apoiar as declarações de
mais um seu compincha de esquerda também ele laico e ateu a julgar pelo teor
das suas declarações, nomeadamente no que diz respeito ás violações dos pecados
mortais nelas contidas. A não ser claro, que pela posição próxima de deus que
ocupa, beneficie de informação privilegiada no que diz respeito á não
existência do mesmo, explicando-se assim a Auxência de medo por eventuais
represálias do mesmo.
A
mim quer me parecer que é apenas mais um porco gordo a chiar na hora da morte e
da tão proclamada redenção final, até porque se deus existe mesmo, o diabo deve
estar a esfregar as mãos de ansiedade pela hora em que o vai apanhar a ele e a
outros da sua laia nos confins burocráticos e quentes do inferno.
Isto
de apelar ao combate á corrupção tem muito que se lhe diga. Não chega andar por
aí a vender noticias aos jornais, rádios e tv, com muita conversa fiada.
A
luta contra a corrupção não se faz nos órgãos de comunicação social, nem com
leis, nem com devaneios proféticos onde acusamos os outros de terem a casa suja
quando se esquecemos de limpar a nossa própria.
Esta
classe politica que nos governa (onde a igreja com a sua influencia sobre
grande parte da população também se inclui), não caiu aqui de para quedas vinda
de um planeta distante. Esta classe política é filha do povo que a pariu. Esta
classe política é corrupta porque todos nós o somos. Todos nós devemos bater
com a mão no peito e dizer ‘’por minha culpa, por minha tão grande culpa’’.
Todos nós devemos fazer uma introspeção e analisar quantas vezes na vida já
fomos também corruptos, isto antes de começar por aí a disparar em todas as direções
como se todos fossem culpados dos nossos próprios erros.
Quantas
vezes chegaram á caixa de um supermercado com uma garrafa de agua na mão ficando
na fila atrás de 2,3,4 pessoas com o carrinho cheio que lhe deram a vez?
Quantas vezes passaram á frente de alguém numa fila? Quantas vezes optaram por
não fazer algo que não é legal, ou menos
licito ou ético e que vos traria alguma vantagem, mesmo sabendo com certeza
absoluta que não seriam apanhados? Quantas vezes um ‘’toque’’ em alguém que
pode fazer algo por uma amigo ou familiar em certa instituição? A cunha do
emprego? A promoção facilitada? Uma multa perdoada? Um bilhete esgotado? Etc.
etc. etc.
Não
pensem que em certos países não há corrupção, claro que há, só que as pessoas
sabem lidar com ela. Nós, os portugueses não sabemos, passamos-lhe demasiada
confiança, porque precisamos demasiado dela. É demasiado importante para nós.
Dá-nos demasiado jeito.
No
fundo, tudo isto não significa que eu seja contra o combate á corrupção ou a
favor dela. Significa que não concordo com o método. Mais uma vez escolhemos o
método errado, aliás este país sofre imenso desse mal, falta de método e de
organização. Trabalhamos muito, mas mal. Sofremos muito, mas em vão. Tudo por
falta de método e de organização. Se chamam ás declarações do bispo combate e
denuncia de corrupção, então não me admira se daqui a pouco começarem a entregar
o ónus da prova do crime aos próprios acusados. Porque no fundo é isso que vale
acusar sem provas. Zero. Vejamos, no tempo da inquisição, quando alguém não
gostava de alguém, fazia uma denúncia, de preferência ao padre, dizia-se que
este ou esta era herege e bruxa e pronto, era imediatamente condenado á
fogueira. Mas os tempos mudaram, agora, para que alguém seja acusado e
condenado são precisas provas de crime, coisa que a malta do clérigo não está
muito habituada a usar. É mais do que claro que este bispo em particular não
gosta deste governo, mas não pode simplesmente sair por aí a apontar o dedo
apregoando justiça, é que dessa forma corre o risco de acusar injustamente
alguém, e comodizia Socrates o filosofo ‘’ não se deve responder á injustiça
com a própria injustiça, pois não nos é permitido ser injustos’’, ou como
cristo disse 370 anos depois, ‘’quando te derem uma bofetada, oferece a outra
face’’. Mas até nem é de estranhar vindo de alguém que vive do trabalho alheio,
sim, do trabalho daqueles que diz proteger.
Ao
senhor que acusa os governantes de serem diabinhos vestidos de preto, pergunto ainda
se já pediu desculpa à Humanidade por dois mil anos de tortura, escravatura,
violações, assassinatos, perseguições, genocídios, guerras, e demais macabras e
santas promoções da fé? Este e os outros senhores da sua laia, não são
diabinhos de preto, são a personificação do mal com chapelinhos roxos e anéis
de diamantes, e que, ao que parece agora, até dão um certo jeito a certas
facções políticas, desde que sirvam para atacar o governo. Pois meus amigos, no
fundo, bem no fundo, mas bem lá no fundo, no fundo em que se encontram os
valores desta sociedade, é disso que se trata. Dizer mal. E para isso tudo
serve. Senão reparem no caso da ‘’licenciatura’’ do Relvas: nunca ninguém se lembrou de dizer mal
do processo Bolonha ou como se chama essa treta, só se lembraram de dizer mal,
quando isso beneficiou alguém de quem não se gosta.
Mal
vai um país, em que a forma de critica e do direito á liberdade de expressão se
limita ao bota-abaixo.
terça-feira, 8 de maio de 2012
Ventos de mudança que sopram na mesma direcção!

E qual onda Sebastianista, nasce em Portugal na esquerda mais romântica e sonhadora com a eleição do Francês François Hollande para presidente dos Francos.
Parece que não aprenderam nada com os quase 7 anos de Socretismo.
O discurso eleitoral de Hollande tem tudo a ver com o discurso eleitoral de Sócrates em 2005. Será que ao fim de 6 meses em Paris já fez escola?
Nunca aprendem á primeira, e raramente à segunda. Será necessária uma terceira?
Numa França com 10% de desemprego, uma divida publica que ultrapassa já os 90% do PIB, economia completamente estagnada e sem perspectivas de crescimento real (não estou a falar de promessas eleitorais), e com as agências de rating a pairar com ameaças de corte de rating e consecutivo aumento das taxas de juros, é com isto que o senhor vai a Berlim ( e não a Sra. a Paris note-se), exigir á Alemanha um mudança radical no rumo das politicas económicas da Europa (foi ele que o disse, não sou eu). E quais são as mudanças que o Sr. propõe? 150 mil novos empregos mais 60 mil novos professores pagos pelo estado francês. Onde é que já ouvi isto? Estou com uma estranha sensação de ''dejá'vu''. . . .jpg)
Pensemos no caso Português onde este tipo de discurso tem ainda tantos adeptos por exemplo: Portugal paga só de juros da divida quase tanto como gasta em Saúde e Educação juntas. Um euro que se paga de juros, é um euro a menos que se gasta em Saúde, educação, ou se quiserem, em crescimento económico.
Acham mesmo que é possível crescer economicamente sem o control das contas publicas e respectiva austeridade?
Bem sei que é tramado chover quando quero fazer um pique-nic, mas vou fazer o quê? Ralhar com o homem das chaves????
quarta-feira, 18 de abril de 2012
Cuspir na sopa dos pobres.
O estado a que o Estado chegou, é simplesmente vergonhoso para todos nós, que pactuamos com esta corja de bandidos irresponsáveis e incompetentes que tomaram o país de assalto nas ultimas décadas.
Se o governo é mau, pior é a oposição que nada de melhor e construtivo faz, e pior somos nós que numa ténue esperança de também poder tomar parte do banquete permitimos com o nosso voto e com o nosso silencio que as feras se banqueteiem do nosso sangue, do nosso suor e das nossas vidas.
Durante mais de três décadas vivemos a esquizofrenia do poder, em que o que realmente importa não é o que se faz a bem do País e do Povo e da Nação, mas o que se faz a bem do partido e de toda a estratégia necessária para nos mantermos na crista da onda do voto.
Em democracia, a oposição tem um papel tão ou mais importante que o do próprio governo. Um bom governo, pode tornar-se num péssimo governo sem uma boa oposição e vice-versa.
O normal, é fazerem-se umas quantas promessas reluzentes e untuosas, subir ao poleiro e depois manterem-se por lá a fazer umas caretas aos cães raivosos da oposição, que por sua vez arreganham os dentes e ladrão constantemente tentando por todas as vias ferrar os dentes nas canelas do governo, e desta forma, em vez de um país governado por gente responsável, temos uma creche de garotos a medir e a comparar o tamanho da sua demagogia e incompetência.
Em Democracia, todos mandamos, de uma forma ou outra. Todos devemos ser políticos e todos nos devemos preocupar e participar da vida publica. Em democracia devemos escolher pessoas que nos representem para tomar as decisões politicas em nosso nome. Em democracia, não deveria ser uma minoria de eleitos a ditar sobre os eleitores as suas próprias imposições. Num poder repartido e representativo, é obrigação das pessoas que nos representam, fazer com que todas as leis e medidas a tomar, representem na medida do possível a opinião de toda a sociedade, devendo por isso garantir um elevado nível de abrangência de todas as forças politicas com assento parlamentar.
Nunca percebi bem esta ideia de que só porque ganhei as eleições e por acaso até tenho maioria absoluta, sou eu que quero, posso e mando transformando aquilo que deveria ser uma Democracia numa ditadurazinha parlamentar.
É normal e frequente, que quando um partido apresenta uma proposta de lei na AR, já se saiba de antemão o resultado da votação final, devido a outra aberração do mundo « democrático» chamada '' disciplina de voto'', em que deputados democraticamente eleitos em círculos eleitorais para representar os seus eleitores o que fazem de verdade é representar os interesses do partido. Mas devido também ao facto de nunca nenhuma força politica se preocupar em fazer leis para o país, mas sim para marcar posições estratégicas na luta partidária.
Porque é que o governo não se preocupa na formulação de uma lei em ouvir e negociar com a oposição de forma a que a mesma seja representativa da ideia do maior numero possível de deputados, criando consensos e estabilidade na sociedade? Porque é que os partidos da oposição quando sabem que não têm maioria, não se preocupam em procurar consensos com a maioria de forma a poder aprovar as suas próprias leis representativas das suas próprias ideias e daqueles que os elegeram? Faz sentido apresentar um projecto de lei que se sabe que vai ser chumbado? Bem sei que desta forma depois seria impossível criticar, e como a competência politica desta gente se limita a criticar, ficariam numa situação deveras complicada. Até posso estar errado, mas nunca gostei de trabalhar para aquecer. Se insistirmos neste método, por certo iremos continuar a promover a degradação do valor e da qualidade e da respeitabilidade da classe politica, mas pior ainda é que de cada vez que haja eleições, podemos estar seguros de eleger sempre gente cada vez mais incompetente, afastando cada vez mais do nosso mundo a competência, a inteligência, a integridade e a excelência.
No estado em que o Estado se encontra, dispenso estas guerrilhas que só procuram títulos de jornal, e gostava de ver desde a esquerda à direita um pouco mais de responsabilidade e bom senso e de respeito para com aqueles que lhes dão de comer. Estou farto e cansado de ver a sopa cuspida.
Se o governo é mau, pior é a oposição que nada de melhor e construtivo faz, e pior somos nós que numa ténue esperança de também poder tomar parte do banquete permitimos com o nosso voto e com o nosso silencio que as feras se banqueteiem do nosso sangue, do nosso suor e das nossas vidas.
Durante mais de três décadas vivemos a esquizofrenia do poder, em que o que realmente importa não é o que se faz a bem do País e do Povo e da Nação, mas o que se faz a bem do partido e de toda a estratégia necessária para nos mantermos na crista da onda do voto.
Em democracia, a oposição tem um papel tão ou mais importante que o do próprio governo. Um bom governo, pode tornar-se num péssimo governo sem uma boa oposição e vice-versa.
O normal, é fazerem-se umas quantas promessas reluzentes e untuosas, subir ao poleiro e depois manterem-se por lá a fazer umas caretas aos cães raivosos da oposição, que por sua vez arreganham os dentes e ladrão constantemente tentando por todas as vias ferrar os dentes nas canelas do governo, e desta forma, em vez de um país governado por gente responsável, temos uma creche de garotos a medir e a comparar o tamanho da sua demagogia e incompetência.
Em Democracia, todos mandamos, de uma forma ou outra. Todos devemos ser políticos e todos nos devemos preocupar e participar da vida publica. Em democracia devemos escolher pessoas que nos representem para tomar as decisões politicas em nosso nome. Em democracia, não deveria ser uma minoria de eleitos a ditar sobre os eleitores as suas próprias imposições. Num poder repartido e representativo, é obrigação das pessoas que nos representam, fazer com que todas as leis e medidas a tomar, representem na medida do possível a opinião de toda a sociedade, devendo por isso garantir um elevado nível de abrangência de todas as forças politicas com assento parlamentar.
Nunca percebi bem esta ideia de que só porque ganhei as eleições e por acaso até tenho maioria absoluta, sou eu que quero, posso e mando transformando aquilo que deveria ser uma Democracia numa ditadurazinha parlamentar.
É normal e frequente, que quando um partido apresenta uma proposta de lei na AR, já se saiba de antemão o resultado da votação final, devido a outra aberração do mundo « democrático» chamada '' disciplina de voto'', em que deputados democraticamente eleitos em círculos eleitorais para representar os seus eleitores o que fazem de verdade é representar os interesses do partido. Mas devido também ao facto de nunca nenhuma força politica se preocupar em fazer leis para o país, mas sim para marcar posições estratégicas na luta partidária.
No estado em que o Estado se encontra, dispenso estas guerrilhas que só procuram títulos de jornal, e gostava de ver desde a esquerda à direita um pouco mais de responsabilidade e bom senso e de respeito para com aqueles que lhes dão de comer. Estou farto e cansado de ver a sopa cuspida.
segunda-feira, 2 de abril de 2012
Ele há coisas que só visto, contado não acreditava
Exercer o poder de governo por seis meses, um ano no máximo, em que não há um governante que seja superior nem líder dos outros, serão todos iguais, a fim de por o País na ordem e depois entrega-se o poder ao Povo Português.
Na antiga Roma, as ditaduras começavam precisamente assim, e o Salazar Não precisou de Tanto.
b).- Retirar o poder ao governo para declarar guerra sem que essa decisão seja referendada. Limitando-se esse poder em caso estrito de auto defesa em caso de ataque a Portugal.
Portugal anda por ai todos os dias a declarar guerra a torto e a direito a toda a gente, mas em caso de necessidade de auto defesa podemos declarar guerra sem referendo, ok tá bem!
c).- Reestruturar as obrigações das Forças armadas para que sejam obrigadas a defender o país físico e o povo português contra qualquer ataque externo ou interno
Hoje elas são estruturadas para defender o Portugal País ideal e irreal, compreende-se. se as forças armadas atacarem o povo português isso é considerado o quê? Um ataque interno ou externo? E se isso acontecer quem nos defende???
d).- Impedir qualquer alteração à Constituição por parte da Assembleia da República. Só o povo pode aprovar qualquer alteração.
Esta é a alinea d). do ponto «1).- Alterar a Constituição nos seguintes pontos:»
2).- Alterar as leis eleitorais de forma a que sejam consideradas também as seguintes opções:
a).- Não queremos nenhum dos candidatos.
b).- Não queremos nenhum dos candidatos. e queremos alterar o sistema.
c).- Voto em branco por não me querer pronunciar.
d).- Quero que seja o P.R. a formar o governo.
Se não queremos nenhum dos candidatos, votamos em Branco, - se queres alterar o sistema fazes um golpe de estado ou conquistas dois terços da Assembleia da Republica. Se não te queres pronunciar abstens-te e não votas em Branco, - Já é o PR que nomeia e dá posse ao Governo.
1).- Acaba-se com os financiamentos aos partidos. Só podem viver das quotas dos membros.
Já assim era dantes, acabou-se com isso para reduzir as hipoteses de Corrupção e respectiva contribuiçao de filiados muito ricos que financiam os partidos e que depois mandam nos governos.
2).- Acaba-se com as campanhas eleitorais nos moldes em que são feitas.
Qual é o problema dos actuais moldes das companhas eleitorais??
3).- Todos os partidos terão que apresentar um programa sério, facilmente compreensível por todos os portugueses e assinado com termo de compromisso de execução.
4).- Esse programa deverá estar acessível a todos os portugueses.
Já assim é hoje, eventualmente os ditos só deixam de o ser depois de se ganhar as eleições. quantos queres em menos de uma hora facilito-te todos os programas das ultimas eleiçoes, aliás por lei devem estar publicados nas assembleias de voto.
No grupo deste projecto no Facebook pode ler-se:
Grupo destinado a unir aqueles Portugueses que ainda forem capazes de pensar por si mesmo e que se queiram unir para conseguir um País decente e justo para todos.
PENSAR POR MIM MESMO, COISA QUE ADMITO AINDA SER CAPAZ DE FAZER, ALIÁS, FOI ISSO MESMO QUE ACABEI DE FAZER AQUI.
Para quem estiver interessado em se rir um pouco ou então a pagar os doze euros e a aderir ao Projecto, é só ir aqui.http://www.pnp.com.pt/act.html
segunda-feira, 19 de março de 2012
De Democracia e de Xenofobia
Quem é mais racista? O que odeia, ou o que se deixa odiar??
Eu nasci em Angola, cresci em Portugal, trabalho em França, vivo na Alemanha. Isso faz de mim o quê? Imigrante, migrante, emigrante, alemão, francês, angolano, português? Acho que sou apenas um ser humano, como aqueles que foram assassinados, antes de serem franceses judeus ou muçulmanos, são seres humanos, e parece que se estão a esquecer disso. Sou emigrante, sou imigrante, dou trabalho a imigrantes e a emigrantes, e também dou trabalho a cidadãos nativos. Nunca fui mal tratado em lado nenhum, e sabem porquê? Porque nunca tratei ninguém mal. Sempre tratei os outros por aquilo que sou, como seres humanos.
Em questão de migração, o povo português residente em Portugal, tem muito que aprender, é que a mim enoja-me que um fulano que sabe dar uns toques na bola passado uma semana é cidadão nacional, enquanto um desgraçado que tudo o que procura é matar a fome aos filhos, fugir da fome e da tortura, passados 10 ou 15 anos a pagar impostos ainda esteja com um certificado provisório de residência.
Quanto a, a imigração servir o capital ou não, creio que a imigração serve primeiro a necessidade de quem precisa, depois, quanto ao aproveitamento e abuso da necessidade de cada um, não se trata de capitalismo ou de comunismo, trata-se sim de oportunismo e falta de escrúpulos, mas isso há-os em todo o lado, não tem a ver com fronteiras mas sim com a condição humana.
Eu tive a sorte, ou o azar, de a minha mãe me ter parido onde pariu, se pensarmos que tivesse sido dentro do arame farpado afegão, se calhar teria tido azar, se fosse dentro do arame farpado norueguês, talvez tivesse tido sorte, geralmente as pessoas quando falam de racismo e xenofobia, esquecem-se que as mães e os filhos não tem culpa de onde os homens colocaram o arame farpado. Querem acabar com a xenofobia? Comecem por acabar com as fronteiras, com as religiões, com as ideologias politicas, com o direito á diferença. Se acham que é possível acabar com o racismo, lutem contra o arame farpado e não contra os homens. Se acham que não conseguem acabar com ela, aprendam a viver com ela. A xenofobia, é o conceito da intolerância para com o direito á diferença, pois sendo assim, não me parece que discursos inflamados contra quem quer que seja, resolva o que quer que seja. ''A demagogia, é a ferramenta dos incompetentes, para apaixonar os ignorantes'', repito, informem-se acerca da realidade e falem do que sabem ser certo, não inventem nem especulem sobre o que não sabem. Muita gente nestes país fala mal dos alemães e dos franceses, mas o problema é que nunca passaram a Vilar Formoso, a percentagem de xenófobos, racistas e intolerantes em Portugal garanto-vos que é muito maior que na França ou na Alemanha. Se perguntarem aos alemães o que pensam do nazismo e do Hitler, a percentagem dos que vos dirão simplesmente ''vergonha'', andará muito perto dos 99%.
Não julguem o todo pela parte.
Não julguem os outros pelos medos e frustrações das vossas almas.
Antes de querer conhecer e julgar os outros, experimentem conhecerem-se a vós próprios primeiro!
quinta-feira, 15 de março de 2012
Quando o motor não pega
Normalmente quando um trabalhador houve falar em aumento de produtividade pensa logo de imediato em cortes de ordenado e aumento de carga horária.
Políticos de barro + Povo adormecido = Banca Rota
Isto é apenas um exemplo do aumento de produtividade que a tecnologia proporcionou neste sector de negócio, mas houve mais: as melhores vias de comunicação, a abolição das fronteiras e alfândegas e consequentes tempos de espera, as telecomunicações que permitem rentabilizar melhor os fluxos de armazenagem melhorando a rentabilidade de todo o processo logístico, etc,etc…
Normalmente quando um trabalhador houve falar em aumento de produtividade pensa logo de imediato em cortes de ordenado e aumento de carga horaria.
O governo diz que tem de levar a cabo uma serie de reformas estruturais na economia com vista ao aumento da tão famigerada produtividade, que em Portugal teima em subir em níveis muito baixos. Mas receio, que se todas essas reformas forem feitas, (mesmo que se consigam fazer todas), mesmo assim podemos não conseguir atingir esse objectivo do aumento da produtividade. Mesmo com um moderno camião, de motor muito eficiente, equipado com todos os equipamentos modernos e conduzido por um profissional muito qualificado, pode ser reduzido a uma muito baixa produtividade, se tiver que circular constantemente em estradas com baixos limites de velocidade, atrás de tratores agrícolas, carroças e papa-reformas, e, se tiver que perder meia dúzia de horas em cargas e descargas.
A Produtividade não é coisa que se consiga apenas com um factor. É uma complexa engrenagem, onde todas as peças funcionam muito bem em conjunto, em torno de um mesmo objetivo, e é precisamente isso que eu receio, é que por muito bons trabalhadores que sejam os portugueses, por muito que trabalhem, e por muito motivados que estejam, se a economia e o país não funcionarem todos de forma bem organizada em função de um mesmo objetivo, não vejo como é que podemos voltar a crescer.
Durante muitos anos, e a começar pelo tempo do sr. Cavaco Silva, investimos muito e mal em indústrias de baixo valor acrescentado, baseadas em trabalho barato e intensivo, descuramos a educação. Agora como resultado temos umas centenas de milhares de desempregados, sem formação adequada (mesmo os tais licenciados jovens, que tiraram cursos completamente desajustados das reais necessidades do país: ex. formamos cada vez mais professores, quando a população envelhece, formamos engenheiros de minas quando estas fecham, formamos gestores públicos quando é preciso reduzir o peso da função publica, etc etc.). Temos uma justiça que demora 2, 3, 4… anos a cobrar uma divida devidamente documentada e comprovada, que demora anos até resolver um processo de insolvência quando qualquer um destes casos deveria demorar no máximo, semanas. O sistema fiscal muda mais que uma vez por ano, políticas económicas de medio longo prazo não existem, de cada vez que mudamos de governo mudam as políticas a todos os níveis.
Por muito boa vontade que exista de todos, nada funciona se qualquer uma destas coisas não funcionar. O futuro também não se me revela promissor, senão vejamos: tivemos um governo que nos últimos 4 anos duplicou o valor de contratos das parcerias Publico Privadas (PPP), agora que esse partido está na oposição o que diz é que este governo não sabe negociar. Eles hipotecaram este país com contratos ruinosos até 2040, agora acusam os outros de não saberem negociar, é no mínimo irónico, mas em vez de se proporem a ajudar este governo a negociar, o que fazem é, acusar. Tentaram levar o país a uma situação em que fosse o então partido da oposição a fazer o pedido de resgate financeiro ás instituições internacionais. Para quê? Para depois na oposição poderem acusar «foram vocês». Por outro lado, o PSD, e o Presidente da Republica, deixaram arrastar o país ao ponto da banca rota, forçando o PS a fazer o pedido de resgate, para dessa forma poder acusar «foram vocês». Agora, os que fizeram mal, tentam livrar-se das culpas a todo o custo de forma a poder voltar de novo ao poder. Os que foram coniventes com o mal, e que agora o tentam resolver, desculpam-se com o mal feito pelos outros, e sozinhos também nada podem fazer.
Pelas viagens que faço por outros países da Europa, o que vejo é que as estruturas funcionam, as politicas dos governos podem ser melhores ou piores, os governos chegam e partem, mas o país fica, a nação funciona, a engrenagem está lá. Em Portugal, o que vejo é um bloco de ferro para dentro do qual deitam meia dúzia de peças ao que depois chamam um ‘’motor’’, mas é claro que aquilo nunca vai trabalhar, mesmo que as peças estejam lá todas. Nesta ou em outra democracia, é urgente que, seja quem for que esteja no poder ou na oposição, pensem que têm de se unir em torno de um projeto e de um objectivo, tomando um rumo nacional, enquanto assim não for, não sei como vamos sair do buraco. Com alguém que diga outra vez «sei o que quero e para onde vou»
Pensem nisto: a partir de 2013/2014, os custos com pensões (sem o resto da segurança social e ordenados da função publica), os custos das PPP’s, e os juros da divida, somam 68% das receitas fiscais. E o resto????
Se até agora adquirimos direitos, parece-me obvio que daqui para a frente vamos passar a adquirir obrigações e deveres…
quarta-feira, 23 de novembro de 2011
URGENTE: 4ª Republica Precisa-se
Ultimamente tem se falado e escrito muito sobre o estado moribundo desta nossa Democracia com os dias contados. Muito se tem falado e escrito sobre o leite derramado que ate aqui nos trouxe, esquecendo no entanto que este povo nunca foi no entanto nem verdadeiramente livre nem democrático. Se antes do 25 de Abril era tudo proibido, agora, a tudo somos obrigados.
Deixo por isso aqui algumas ideias, para um novo sistema organizativo do nosso aparelho de estado, é que eu gosto sempre mais de olhar em frente do que para trás.
1º Defendo que o número de deputado deve aumentar e não ser reduzido. Com mais deputados, será maior a representatividade, e mais difícil o suborno. Deputados eleitos de forma independente e fora de listas de partidos políticos, qualquer cidadão se pode candidatar, deputados eleitos por um número mínimo de votos, os lugares da abstenção ficam vazios no hemiciclo, eleitos por um período de 5 anos, não podendo exercer mandatos consecutivos de forma a não criar demasiados amigos e clientelismos.
Deixo por isso aqui algumas ideias, para um novo sistema organizativo do nosso aparelho de estado, é que eu gosto sempre mais de olhar em frente do que para trás.
1º Defendo que o número de deputado deve aumentar e não ser reduzido. Com mais deputados, será maior a representatividade, e mais difícil o suborno. Deputados eleitos de forma independente e fora de listas de partidos políticos, qualquer cidadão se pode candidatar, deputados eleitos por um número mínimo de votos, os lugares da abstenção ficam vazios no hemiciclo, eleitos por um período de 5 anos, não podendo exercer mandatos consecutivos de forma a não criar demasiados amigos e clientelismos.
2º Acabar com a figura do Presidente da Republica, passando o chefe do governo a ser eleito e não nomeado e indigitado, bem como o seu governo que também deve ser conjuntamente sufragado. Eleito por períodos de 5 anos intercalados com as eleições da Assembleia da Republica.
3º Acabar com a tutela dos tribunais por parte do governo. Os tribunais como órgão de soberania não podem continuar a ser tutelados por um poder político, executivo e não soberano e não eleito. Acabar com as palhaçadas como o das escutas do Sócrates, em que um juiz diz destrói o outro não destrói, muda a cor do governo e agora afinal até podem ser úteis. Teríamos um sistema do poder soberano tripartido. Governo eleito, com poderes executivos e não legislativo, assembleia da república com poder legislativo, e fiscalizador dos tribunais, e os tribunais (nomeados por maioria qualificada da Assembleia) que exerceriam de forma totalmente independente dos outros poderes soberanos.
Ainda não há muitos anos que um primeiro-ministro foi assassinado politicamente só porque quis por os bancos a pagar impostos. O presidente da república dissolve a assembleia (isto não pode acontecer, pois foi eleita com o voto do povo e este deve ser soberano), e uma semana depois tem a pouca vergonha de vir dizer que é preciso mudar a lei para favorecer a formação de maiorias absolutas. É com estes tiques autoritários e totalitaristas que é preciso acabar, devem aprender a governar sem maioria, isso sim é democracia onde a vontade de todos é respeitada. Uma maioria absoluta é uma ditadura encapotada. Vejam o que se passou ontem no parlamento regional da Madeira. Simplesmente vergonhoso. É tempo de mudar.
sexta-feira, 11 de novembro de 2011
11 de Novembro de 1975
11 de Novembro de 1975
Sim. Realmente não é fácil esquecer o dia em que me expulsaram do país onde nasci, eu e os meus pais e irmãos, o país que ajudamos a crescer, o país que era a nossa casa e a nossa vida, o país que era mais que uma ambição, era uma paixão de toda uma vida de esforço e dedicação, de amizades e camaradagem com os amigos e era bela a relação que havia entre os vizinhos. Não é fácil esquecer o dia em que fomos roubados e espoliados de tudo o que tínhamos, o dia em que os próprios soldados Portugueses (não todos), nos apontaram as armas e nos chamaram de capitalistas, fascistas, exploradores de pretos, os mesmos pretos com quem vivíamos em perfeita harmonia, que tinham trabalho, que não passavam fome, que não morriam nem ficavam amputados por minas anti-pessoais, os mesmos pretos que nos disseram antes de partir-mos ''não vás, fica aqui connosco que ninguém te faz mal '' o dia em que fomos expulsos para um país que apesar de ser a nossa pátria mãe, não era o nosso, e onde chegamos com a triste camisa de manga curta numa manha de geada, e onde fomos rotulados de ''os filhos da puta dos retornados que vêm lá das àfricas, onde andavam a explorar pretos'', o país que perseguiu os nossos filhos na escola à pedrada, o país que adoptamos como nosso e que ajudamos a crescer. Quando ouço os meninos de Huambo do Paulo de Carvalho, dá-me uma revolta e uma mágoa, uma tristeza, porque menino de Huambo sou eu também, nasci na antiga Nova-Lisboa no bairro da Calumanda. É que hoje olho para a realidade dos meninos que vivem no Huambo e pergunto: onde estão essas historias de sonho, de verdade e de liberdade???
terça-feira, 1 de novembro de 2011
O domínio dos primatas do polegar.
Se a seguir á tempestade vem a bonança, o que vem a seguir á bonança?
E dou por mim a pensar, coisa rara, «sete mil milhões de seres humanos» já me custa imaginar meio milhão em Fátima a invejar a roupa do vizinho, quanto mais sete mil milhões, sete biliões, inimaginável, é colossal. Ao pronunciar sete mil milhões, vem-me á memoria aquela cena do filme gémeos creio, com Dany de Vito e aquele austríaco, o Arnold de apelido impronunciável, quando o pequenino tenta imaginar muitos milhões de dólares ao pronuncia-los, «se-te-mil-mi-lhões-de-pri-ma-tas-ho-mo-sa-pi-ens-sa-pi-ens-se-te-mil-mi-lhões-se-te-bi-li-ões, cansa só de pensar!
Nunca antes uma espécie animal dominou o planeta desta forma. Fascinante!
No fim da última era glaciar estima-se que a população mundial seria de 4 milhões desta espécie de primatas, que dependia essencialmente de caça, pesca, e do que recolhia do meio ambiente, vivendo basicamente em cavernas. Dois mil anos depois sensivelmente chega a revolução agrícola, com o inicio da criação de animais e algumas culturas vegetais, dá-se a sedentarização e aparecem também as primeiras construções e a população mundial estima-se em 5 milhões. No inicio da era cristã, já em pleno auge da civilização romana, já depois do declínio dos egípcios e dos gregos, estima-se que seriamos cerca de 285 milhões, tendo esse numero baixado para 200 milhões por alturas do fim do império romano e principio da idade media.
Com a chegada dos descobrimentos por parte dos portugueses e espanhóis primeiro e por outras potencias europeias posteriormente, no século XVI, calcula-se a população mundial em 450 milhões depois da morte de cerca de 2 milhões de indígenas na América do Sul vitimas de febre tifóide. Em 1825 começa o transporte ferroviário de passageiros e nessa altura seriamos cerca de mil milhões. No inicio do século XX seriamos cerca de 1 bilião e 600 milhões de almas, quando começaram as primeiras experiencias de voo com aparelhos mais pesados do que o ar. Em 1954 seriamos já cerca de 3 biliões quando foi criada a vacina contra a poliomielite, e três anos depois 20 milhões de chineses morrem de fome. Em 1984 em Bophal, na Índia, morrem 3300 pessoas e 20 mil sofrem outras consequências de uma fuga de gases tóxicos industriais, e a população mundial ultrapassa já os 5 biliões. Em 1999 a China e a Índia são os países mais populosos do mundo e na viragem do milénio era-mos já cerca de 6 biliões.
As previsões apontam para cerca de 9 biliões por volta de 2040.
Grande parte de todo este progresso tecnológico e demográfico, começa com os descobrimentos portugueses e espanhóis, que tornam o mundo mais pequeno com a descoberta de novas rotas de transporte por mar que cobrem maiores distancias em menos tempo e de forma mais barata e menos arriscada, mas também, porque foram muitas as riquezas que foram sendo saqueadas aos povos indígenas de outras paragens, que juntamente com um sem número de novas matérias-primas que chegavam à Europa em grandes quantidades levaram á produção em massa dando origem desta forma á revolução industrial.
Deixamos de ter um modelo económico, muito assente na agricultura de subsistência e em pequenas trocas comerciais entre países e civilizações vizinhas, muito dependente de boas condições climatéricas em que a guerra era a grande forma de enriquecimento por excelência.
A revolução industrial centraliza a produção numa pequena parte do mundo criando cada vez mais e melhores condições de vida às pessoas que aí habitam, mas muito à custa da exploração de matérias-primas de zonas do planeta, que viram as suas riquezas naturais fugir em direcção do chamado 1º mundo onde seriam transformadas deixando aí um acumular de riqueza e de melhores condições de vida, acentuando o fosso civilizacional entre as diferentes regiões do globo.
Tudo isto trouxe-nos um modelo económico assente num constante crescimento económico, em que os objectivos de hoje têm de ser necessariamente batidos amanha, deixando basicamente uma pequena parte da população do mundo com quase tudo e uma grande parte da população com quase nada.
Ora é natural e aceitável que as pessoas e as regiões menos abastadas ambicionem vir a ter as mesmas condições de vida que outros que vivem com mais e melhor que elas, tornando assim a disputa pelos recursos do planeta muito mais intensa e feroz, tornando assim as matérias-primas e a energia cada vez mais caras. A juntar a isso, temos um primeiro mundo, dotado de grandes conhecimentos e avanço tecnológico, que assenta num modelo económico de crescimento constante e continuo que para alem de esgotar os recursos naturais também esgota os recursos financeiros, precisando assim de financiar o seu crescimento com um também crescente endividamento financiado pelos chamados países pobres ou em vias de desenvolvimento, que com formas de vida muito mais económicas, e pese embora produzindo menos, conseguem ter altas taxas de poupança.
Chegamos então a um ponto em que o chamado 1º mundo, chega a um impasse em que a concorrência produtiva é enorme por parte de quem produz o mesmo de forma muito mais barata, e que também já não estão tão dispostos a partilhar recursos e a ceder as suas poupanças para financiar o crescimento concorrente.
Ora, tudo isto trouxe-nos uma grave e inédita crise. A crise internacional das dívidas soberanas. Oiço todos os dias vindo de todos os lados do mundo que a solução para esta crise está no crescimento económico, e de que é preciso crescer para passar a crise. Ora, é precisamente aqui que começam as minhas dúvidas. Será que a solução deste problema está precisamente na causa do problema? Vejamos, um modelo que cresceu, sempre muito e de forma continuada como se estivéssemos a encher um balão, e agora que o balão está quase a rebentar vêm me dizer que a solução é continuar a soprar? Há aqui qualquer coisa que não está bem. A ver. Uma pequena parte do mundo está muito rica e endividada e vive muito bem. Uma grande parte do mundo está muito pobre mas também quer ser rica e para isso emprestou dinheiro aos ricos que o comeram e agora para pagarem dizem aos pobres que não têm dinheiro e só podem pagar se os pobres continuarem a ser pobres e eles cada vez mais ricos. Mas não é legitimo que os pobres queiram ser ricos? É. E não é legitimo que os ricos queiram continuar a ser ricos? É. Ok! Mas não me parece que isso seja mais possível.
Primeiro: haverá riqueza e recursos suficientes no planeta para que todos possam ser ricos?
Segundo: será a solução, que os ricos fiquem um pouco menos ricos para que os pobres fiquem um pouco menos pobres?
Terceiro: será a solução que os ricos empobreçam para que os pobres enriqueçam?
Ao longo dos últimos cinco séculos os agora ricos enriqueceram á custa das riquezas dos agora pobres, ora, não me parece que o chamado 1º mundo posso continuar a crescer de forma continua e indefinida, usando e abusando deste modelo económico gasto e estafado, porque se há algo que as crises nos dizem é que algo de muito mal está a acontecer e que é preciso mudar de vida.
Quando em 2008 rebentou a crise da bolha imobiliária em alguns países, foram alguns bancos á falência. E qual foi a mudança que se fez? Deixaram de especular com imobiliário e passaram a especular coma divida dos países e com os seguros de credito desses mesmos países(CDS’s credit default swaupps). Agora são países que estão a ir á falência.
segunda-feira, 31 de outubro de 2011
As mais belas cores do Outono!
Finalmente chegou o Outono. Esta é uma das minhas estações do ano favoritas confesso, se bem que consigo encontrar beleza em todas elas, mas a par com a mãe Primavera, são estas as duas estações do ano que mais mudanças operam na natureza. As outras duas são mais de consolidação e de reflexão.
É na Primavera que tudo renasce, que tudo recomeça, é quando a natureza nos mostra a sua mais pura beleza em todo o seu esplendor, de cores vivas berrantes e brilhantes, mas em termos de cores e tons, nada bate o Outono. É impressionante como em tão pouco tempo e a uma velocidade alucinante tudo muda daqueles verdes dos mais claros aos mais escuros para amarelos, castanhos, vermelhos, matizados, cinzentos e pretos, e nas encostas das montanhas todos se misturam numa amálgama de beleza imbatível. E depois é ver o frio a chuva e o vento fazer voar todas essas folhinhas pelo ar em todas as direcções vindo pintar também o chão, como se uma passadeira se estendesse à nossa frente a nos convidar a entrar neste mundo de mudança e de renovação.
Pois parece, que a politica portuguesa também foi imbuída por este espírito outonal este ano, e houve algumas árvores de sombras frondosas que há já muito tempo assombravam certas ideias, que também este ano resolveram fazer voar as suas mais belas folhas de lindas cores avermelhadas, e, deixaram-me a mim em particular espantado e atónito com tal mudança.
Muito me apraz observar que agora estes senhores saíram das trevas profundas da floresta verde, e por entre as folhas que começam a cair começaram a entrar uns tímidos mas brilhantes e esplendorosos raios de Sol. Agora, a toda a hora oiço esses senhores a defender o crescimento económico, a defender o mercado, a defender o acesso ao crédito, acentuando agora o seu mais ácido discurso em direcção dos bancos, da troika e da senhora Merkel coitada que está farta de pagar para esses senhores se divertirem a brincar aos partidos políticos, á democracia e às greves.
Pois é meus senhores e minhas senhoras. Este partido comunista que nacionalizou empresas, perseguiu empresários e que sempre acertou o seu discurso contra a economia de mercado, o consumismo, os patrões esses ladrões exploradores do pobre povo indefeso, vem agora dizer que é preciso promover o crescimento económico, aumentar as exportações, aumentar a produção de bens transaccionáveis para diminuir as importações, incentivar o crédito ao consumo que nos pôs em boa verdade no estado deplorável em que nos encontramos. Mas no meio de toda esta bonança, ainda restam umas correntes de ar, é que apesar de defender a economia e o mercado, ainda continuam a chamar ladrões, exploradores, fascistas capitalistas e assassinos aos patrões e donos de empresas.
Bem sei que não se deve pedir tudo de uma vez, por isso mesmo vou esperar pela Primavera, a ver se novos rebentos saem daquelas árvores ou se pelo contrário voltarão a continuar escondidos por trás das sombras frondosas da ignorância e do fanatismo religioso com que gerem a política.
Observar tal mudança de orientação no cata-vento da foice e do martelo, é o mesmo que ver o Pinto da Costa a defender o Benfica, ou que ver os palestinianos a perdoar incondicionalmente os judeus.
WATH A WONDERFULL WORLD THIS COULD BE!!
sábado, 29 de outubro de 2011
13º mês. Mas afinal, quem rouba quem??
O texto que se segue, é a resposta a alguém do facebook que me confrontou com uma defesa do 13º mês, ( e que por sinal já há muito tempo que circula pelas redes sociais, e que eu considero uma lamentável patranha demagoga ao bom estilo da esquerda politica portuguesa), depois de eu ter afirmado a minha opinião a favor do fim de tais regalias. Segundo o senhor, esta a é a explicação para a existência de tal subsídio. Em seguida segue a minha resposta ao dito senhor.
Aconselha-se a leitura deste texto ao som de «industrial desiese» dos DIRE STRAITS http://www.youtube.com/watch?v=7rWuc5kar3Y
Vocês ainda não perceberam que o 13º mês não é nenhum subsídio, mas sim o ordenado que nos roubam durante o ano. É um engano. Os Países que o Ministro fala recebem á semana, o que faz toda a diferença, ora vejam:
Ordenado de 700€ x 12 meses=8.400€ + 700€ (13º mês) = 9.100€. Isto é o que se ganha aqui, incluindo o 13º mês.
Ordenado 700€ mês. O mês tem 4 semanas, significa que ganham 175€ por semana. O ano tem 52 semanas, logo: 175€ x 52 semanas=9.100€. Olha!!!! É o mesmo valor...surpreendidos????
Caro Nuno Carneiro,
Realmente conseguiu-me surpreender, não pelo seu raciocínio, muito menos pela pelo facto das contas estarem erradas, porque realmente as contas que fez estão correctíssimas, uma vez que 700*12=8400+700=9100. Quanto a isto nada a dizer. Creio no entanto, é que apesar de o Sr. Ser óptimo a fazer contas, é péssimo a equacionar os problemas, ou isso, ou então, fê-lo de forma propositada a fim de com isso defender a sua causa, que no entanto, nem sequer a ponho em causa, somente a respeito. Mas devo desde já dizer-lhe que a causa pode ser muito justa e válida, mas quando defendida com maus e péssimos argumentos, então não há causa que resista, qualquer uma cai por terra com um péssimo argumento, apesar de ser muito valida e justa, mas nem sequer é isso que está aqui em causa repito. O que está aqui em causa é saber quem «rouba» quem? Mas para isso é preciso fazer um pequeno trabalho, que me parece que o senhor nem sequer se deu ao trabalho de fazer, o que é lamentável, uma vez que o levou a falar de cor o que alguém lhe disse para falar e divulgar, a não ser que seja o senhor o autor desta patranha.
Depois, o senhor não pode num exemplo fazer contas em dias e meses e no outro fazer contas em semanas, até porque na Europa não se ganha á semana mas sim ao mês, onde se ganha á semana é nos Estados Unidos da America por exemplo, mas lá também não se fazem contas ao mês, mas sim em semanas e total global anual. Senão, corre o risco de enganar as pessoas como fez ainda ontem aquele senhor de bigode do sindicato dos professores, quando dizia primeiro que este orçamento de estado fazia uma redução de despesa na educação de 4,6% do PIB para 3,7% do PIB, e a seguir diz que isso é um corte de 1 300 000€. Então porque é que primeiro fala em termos relativos e depois falou em termos absolutos? Porque não disse que o corte era de 0,9% em relação ao ano anterior? Pura retórica sofista, iludir em favor da causa que defende as pessoas que o ouvem.
Eu nunca fui bom a matemática, sou apenas um cidadão comum que aos 6 anos já guardava cabras e ovelhas, e nessa altura aprendi que as cabras são muito mais difíceis de guardar que as ovelhas, e sempre que as cabras fogem da pastagem, nem sempre a culpa é do pastor, nem sempre é da vedação, é que as cabras são mesmo inteligentes, já as ovelhas são muito mas inteligentes ainda, onde as pomos no primeiro dia, é sempre onde ficam nos dias seguintes. Tudo depende da utilização que fazemos da nossa inteligencia.
Quer me parecer que os portugueses nem são cabras nem ovelhas, são antes uma espécie de «cabrelhas», são cabras quando querem, e quando lhe dá jeito também sabem ser ovelhas. Da mesma forma, eu, ás vezes também me faço de parvo, não quer isso dizer no entanto que eu seja efectivamente parvo.
Agora, um pouco fora de tudo isto, fico triste, muito triste, e ás vezes até mesmo desiludido e frustrado com este país, quando ouço na comunicação social esses senhores dos sindicatos e certos dirigentes políticos, que têm mais tempo de antena que ninguém, chamar literalmente ladrões, exploradores, capitalistas, assassinos e outras coisas mais aos patrões deste país. Não estou com isto a defender patrões ou trabalhadores. Digo apenas é que é muito fácil estar sempre contra tudo e todos muito antes mesmo de ouvir sequer as pessoas, é que desta forma, nunca dialogando nem nunca respeitando a ideia de ninguém conseguem sempre ter motivo para dizer mal e dessa forma usufruir de tempo de antena para satisfazer a agenda politica de quem toca os cordelinhos das marionetas. Ou devo antes dizer ovelhas? Fico triste, por da mesma forma que têm votado e acreditado em políticos incompetentes e corruptos que nos roubam em troca de umas migalhinhas que nos vão deitando ao chão, também há muita gente que continua a acreditar em patranhas e utopias demagogas e obsoletas, que nada mais fazem que continuar a eternizar a ignorância de quem nelas acredita e segue.
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