quinta-feira, 31 de outubro de 2013
PROCESSO REVOLUCIONÁRIO EM CURSO.
Tempos difíceis se vivem hoje em dia.
Graves e profundas crises de várias ordens por todo lado. Económicas, culturais,financeiras. As sociedades mudam. A tecnologia evoluiu a um ritmo alucinante. As pessoas movem-se com mais facilidade e mais rapidez, a informação viaja à velocidade da luz. O comércio é global.
O aparecimento de crises é a coisa mais natural da vida em sociedade. Todas as sociedades são organizadas. De uma forma ou outra, cada uma tem o seu ritmo. Com a globalização e respectiva influência mútua entre sociedades, é natural que as sociedades tenham de se ajustar e adaptar às transformações que vão ocorrendo. A crise surge assim como uma dor, um sinal de alarme que informa o cérebro que algo está errado em determinado local ou órgão do corpo.
O aparecimento de tanta crise ao mesmo tempo em diversos países e regiões do globo havendo mesmo várias que se sobrepõe às outras, revela que as transformações na vida das pessoas dos países e das sociedades são tão grandes e rápidas que as sociedades não conseguem acompanhar tais transformações. E claro, como há sempre culpados, os primeiros visados são os políticos e governantes. Cabe-lhe a eles a tarefa de definir as políticas de ajustamento social, cultural e económico. Surgem aqui logo dois problemas iniciais: vontade governativa e capacidade governativa dos responsáveis para explicar da necessidade e aplicação e concretização das medidas.
Há sociedades onde os governantes simplesmente não têm vontade política ou são forçados por força de interesses a não proceder às transformações necessárias. E há países onde havendo essa vontade, muitas e frequentes são as ocasiões que não se tem a capacidade de explicar a necessidade das transformações, a forma como devem ser feitas e a capacidade para gerir e implementar definitivamente estas mudanças.
Uma vez que as alterações dos padrões sociais, culturais e económicos das sociedades são cada vez mais frequentes e rápidos, é necessário que as tomadas de decisão e implementação também o sejam, o que nem sempre acontece, e em certos casos tenha efeitos catastróficos.
Num mundo cada vez mais global, a tendência é a de os padrões das sociedades se fundirem. Hábitos e costumes que se partilham. Ora isso em sociedades mais fechadas pelo poder governamental costuma ter efeitos adversos. Surgem de uma vontade do poder em não abrir a sociedade para melhor a controlar, mas por outro lado cria nas populações um desejo de alcançar melhores condições de vida e de trabalho bem como o acesso novos bens e tecnologias.
Se era mau quando havia uma crise num país ou entre alguns países, imaginem o que pode acontecer quando a crise é também ela global. Imaginem ainda que em vez de uma crise económica, temos várias crises, económicas, financeiras, sociais, culturais e religiosas num só pacote? Poder-se-à chamar um pacote catastrófico.
Os sinais já começaram a aparecer por todo lado.
Crise imobiliária nos EUA, crise financeira na Europa, crise das dívidas soberanas, na zona euro, crise económica por todo mundo ocidentalizado, revoluções na Tunísia, Bangladesh, Egipto, líbia, Turquia, Grécia, Brasil. Guerras civis na líbia e na Síria. Manifestações populares em todos os países mais afectados pela crise económica opondo-se às mudanças e reformas estruturais impostas pelos governos devido à insustentabilidade das dívidas públicas dos países.
É de notar que, se nuns países as manifestações populares se dão devido ao corte de direitos adquiridos, noutros todavia estas se dão pela falta completa de direitos. E é neste ponto em particular que na minha modesta e leiga opinião vai ser mais difícil obter um ponto de equilíbrio por forma a harmonizar o planeta. A não ser que haja um retrocesso civilizacional e alguns países passem à submissão de outros através da força por meio de embargos e guerras, o que não sendo de excluir não me pareça viável, porque o principal factor de rotura neste momento e que desencadeia as actuais crises, jamais permitiria que isso acontecesse. A ser assim, a globalização económica primeiro e depois a cultural, social e até quem sabe política é uma inevitabilidade. Tudo isso será acompanhado de uma extraordinária evolução tecnológica e científica, o que tende a que a religião vá perdendo influência na vida das pessoas de forma progressiva, e este não é um factor de menor importância, uma vez que a religião continua a ter muito poder na decisão das pessoas e mesmo no controle político de muitos países.
Mas qual a verdadeira causa de tudo isto? As respostas nunca são simples, mas existem e estão à vista de todos.
Ao longo da história foram diversos os tipos de organização política e social que geriu a humanidade. As alterações tiveram quase sempre dois factores. Crescimento demográfico e evolução tecnológica e científica. Temos o melhor exemplo disso na revolução industrial e todas as alterações de regimes político, administrativo e ideológicos causados pelo súbito desenvolvimento tecnológico e subsequente crescimento demográfico que tudo isso implicou. Também nessa altura houve revoluções e guerras. Muitas guerras, e algumas das quais duraram até há bem pouco tempo.
Da revolução industrial saíram por oposição e ponto de equilíbrio duas ideologias principais, que vieram substituir o velhinho feudalismo e seus derivados. Capitalismo e mais tarde a social democracia por um lado e o comunismo e socialismo por outro. Ambos os sistemas evoluíram ao longo do tempo. Não sendo nenhum perfeito, ambos têm fraquezas que se foram equilibrando um ao outro como dois bêbedos. E como bons bêbedos, acabam sempre por cair os dois. Uma vez que precisam um do outro para se equilibrarem, quando um cai o normal é que o outro vá atrás. E foi exactamente o que aconteceu. Mas ao contrário do que muita gente pensa ou quer fazer pensar, que o comunismo caiu com a queda do muro de Berlim, eu não partilho dessa ideia, uma vez que dessa forma ficava um a rir-se do outro estatelado no chão. Na minha modesta e leiga opinião, ambos caíram agora. Estão em coma alcoólico profundo desde 2008, ligados ao ventilador têm os dias contados. É definitivo. Vão morrer os dois. É só uma questão de tempo, a doença é fatal, incurável e está em fase terminal.
Porquê?
Simples. Um, não existe sem o outro. E o outro não tem mais sustentabilidade para sobreviver. Eu explico. O comunismo/socialismo, só consegue sobreviver se tiver quem o sustente. É um sistema de parasitismo. Se o parasita não tiver onde e como se alimentar, morre. Tão simples quanto isto. Ora o capitalismo é quem sustenta o comunismo, mas só pode alimentar o outro depois de ele próprio comer. Isto pressupõe que produza mais alimentos do que realmente precisa. Acontece que para isso devora mais do que precisa. E começa a engordar. É como um balão. Engorda tanto que explode. Quando explode o seu amigo morre com ele.
Adaptando a metáfora.
Ao longo do tempo os regimes autoritários foram caindo. Deram lugar a democracias. A maior parte destas adoptaram sistemas mistos, o capitalismo evolui para social democracia e o comunismo para um socialismo aburguesado. Como democracias, estes regimes escolhem os líderes por meio de eleições. Para ganhar eleições fazem promessas. Têm de dar coisas às pessoas para conquistar o seu voto. Mas para dar coisas é preciso te-las. É preciso gerar riqueza para redistribuir. Por um lado o capitalismo gera riquezas, por outro lado o socialismo redistribui. Numa primeira fase isto funciona muito bem . As pessoas ganham poder de compra e alcançam melhores padrões de vida, mais conforto, mais saúde, mais educação. Aquilo que era em primeiro lugar uma mais valia rapidamente se tornou num direito adquirido. Mas não ficamos por aqui. Continua a haver eleições. É preciso prometer e dar mais. Logo é preciso produzir mais.
Basicamente estamos perante um sistema que se auto sustenta baseado numa condição. A do crescimento económico. E é precisamente aqui que está o problema.
Os países precisam de continuar a crescer indefinidamente para poderem suportar os níveis de vida e os direitos adquiridos dos cidadãos. O problema surge quando os índices de crescimento descem. O que fazer? Recorre-se à divida, pede-se emprestado. E quem empresta? Países e investidores com poupança. Países que se desenvolvem e crescem rapidamente com o objectivo de atingir níveis de vida e bem estar de outros mais desenvolvidos, aqueles que pedem emprestado. Pelo meio há ainda outro tipo de países, que não têm crescimento mas aspiram a ter nível de vida melhor também, muitos desses países até têm riquezas e as populações não compreendem porque não podem ter o mesmo nível de desenvolvimento que outros mais ricos já têm, e que de certa forma cresceram à custa dos recursos explorados aos mais pobres, acentuando os desequilíbrios entre si .
Ora todo este crescimento económica e consequente melhoria das condições de vida e de trabalho originam um extraordinário aumento da necessidade de recursos. Energia e matérias primas.
Como sabemos, neste momento o planeta (é mais o ser humano enquanto espécie animal e o seu respectivo habitat), já enfrenta sérios problemas ambientais que colocam em risco o equilíbrio dos ecossistemas devido precisamente à exploração de recursos naturais como fonte de matérias primas e de energia, bem como a ocupação de territórios com o aumento demográfico e industrial.
Ora, se tivermos em conta que somente uma quinta parte da população mundial atingiu níveis de desenvolvimento elevados, o chamado mundo ocidentalizado, e que os outros quatro quintos aspiram e com toda a legitimidade iguais padrões de vida, e que isso pressupõe um aumento proporcional da exploração de recursos, é fácil chegar à conclusão que o planeta dificilmente terá capacidade de fornecer tais recursos.
Sendo assim, é de prever que ou os modelos de organização social, económica e política mudam, ou o resultado vai ser o aparecimento de mais revoltas e guerras e subsequentes crises.
O futuro terá de passar certamente por uma mudança profunda no paradigma económico. Os países não detêm todos a mesma variedade e quantidade de recursos. Por isso a solução tem de ser uma política comum de potenciar os recursos de cada um num contexto global, que vise não um crescimento económico consecutivo e constante, pois o crescimento de uns potencia o afundamento de outros, mas antes um equilíbrio equitativo e sustentado da exploração dos recursos globais para o bem estar global, baseado numa dinâmica de investimento prioritário em educação e desenvolvimento científico e tecnológico.
Desenvolvimento científico e tecnológico esse que deverá essencialmente procurar dotar a humanidade de meios que visem aproveitar recursos de forma mais eficaz e sustentada, e que permitam potenciar a partilha de sinergias entre países e regiões.
Desta forma, o objectivo primordial das empresas deixará de ser a obtenção do lucro, passando este a ser visto apenas como forma de financiar o estudo e a investigação científica, passando a ser um ponto de agregação e equilíbrio social.
terça-feira, 2 de julho de 2013
Isto já não é burrice.É estupidez mesmo!
Um homem distrai-se um pouquinho durante a tarde
e quando chega a noite; zás!!! Cai a novidade que nem uma bomba... não!!!! Não
morreu o Mandela. Bem sei que estão todos mortinhos para que o velhote bata a
bota para correrem a publicar no facebook lindíssimos elogios fúnebres e apelos
á humanidade á bondade á felicidade e outras hipocrisias sejam elas de caris
racial ou não.
Não. Refiro-me á demissão de Vítor Gaspar do
cargo de ministro das finanças.
Pronto já estão contentes? Não queriam o Relvas.
Substituíram-no por outros dois do aparelho do partido. Não queriam o
independente e sempre imprevisível Gaspar, agora têm mais uma senhora do
aparelho do partido. A seguir claro vão exigir a ‘’piece de resistence’’ a
cabeça do Coelho servida com arroz de ervilhas. E quem é que lá querem no lugar
dele?? O Tozé Inseguro e inconfiante.
Povinho burro. Entendo e percebo que não gostem
deste governo. Agora que o queiram de lá para fora para não saberem o que lá
querem. Quais sãos as alternativas? Ou para porem la outros piores… mudar só
porque sim não me parece grande argumento.
O Tozé foi a correr pedir uma audiência com o
senhor de Belém (recuso-me a dizer o nome dele). Parece que exige a queda do
governo e eleições antecipadas. OH Tozé pá!!! Mas qual é a pressa??? Sim!!! Qual
é a pressa?? Bem sei que andam por aí uns quantos por detrás a puxar-te os
cordelinhos. Mas tu não vez que se fores eleito primeiro ministro em 2013 ou
2014 não acabas 2015 como PM?? Mas qual é a pressa? Achas mesmo que vais fazer
melhor e mais depressa sem maioria absoluta com o PC a morder-te os calcanhares
e o Passos e o Portas a minarem-te a acção de noite e de dia? Mas qual é a
Pressa?? Tu não vez oh Tozé!! A primeira vez que fores a Bruxelas (para já não
falar em Berlim), no regressa passas por Belém e aproveitas para dizer ao
senhor que por lá mora que afinal não estavas preparado para isto. Mas onde é
que eu já ouvi isto? Mas qual é a pressa?
Acho que os portugueses deveriam estudar mais história.
Um regresso a 1926 e a1928 fazia muito bem a muita gente. Por essa altura houve
um ilustre catedrático de Coimbra que disse coisas como estas:
‘’Os
ministros civis foram chamados a exercer uma determinada acção administrativa,
e essa acção só se lhes afigura possível depois de resolver o problema político.
Ora este problema nos termos que foi posto não é a eles que compete resolver.
Nestes termos os signatários poem nas mãos de vossa excelência os lugares que
lhes confiaram, aguardando a resolução do problema politico’’
‘’ (…) Não
tem que agradecer-me ter aceitado o cargo, porque representa para mim tão
grande sacrifício que por favor ou amabilidade o não faria a ninguém. Faço-o
pelo meu país como dever de consciência, friamente, serenamente cumprido. (…)
sei muito bem o que quero e para onde vou (…) não se me exija que chegue ao fim
em poucos meses. No mais, que o país estude, represente, reclame, discuta, mas
que obedeça quando chegar a altura de mandar.’’
‘’o pior é
pensar que se pode realizar qualquer politica social com qualquer politica
económica, que se pode erguer qualquer economia com qualquer politica
financeira.’’
Enquanto não se resolver o problema politico de
falta de consenso. Enquanto não se souber o que se quer e para onde se deve
caminhar depois de reconhecer a dificuldade da tarefa. Enquanto não definirem
quais as politicas a aplicar.Receio bem que o país se vai continuar a afundar
Já pensaram porque é que todos os ministros das
finanças competentes se demitem antes do fim de mandato? Assim de repente
estou-me a lembrar de Campos e Cunha por Teixeira dos Santos e Vítor Gaspar
pela Maria.
Não. A ditadura não vai voltar não tenham medo. A
política claro porque a financeira, essa veio para ficar, e por muito mais que
48 anos. Mas não tenham duvidas. A julgar pela forma que alguns de vós se
comportam, não mereciam nada inferior a isso…
quinta-feira, 28 de fevereiro de 2013
Mau jornalismo ou Jornalismo do Diabo...
Ontem na SIC Noticias assisti a algo que me deixou algo preocupado, por
nada que eu não soubesse já há muito, mas porque parece que a coisa se torna
cada vez mais grave.
Como já toda a gente deve
saber, O Primeiro-ministro ontem, 27 de Fevereiro de 2013 , deslocou-se à
universidade de direito de Lisboa para participar numa conferencia promovida
pela JSD a fim de discutir a Reforma do Estado e os tão mau fadados cortes de 4
Mil Milhoes de Euros. Este é o acontecimento. A Noticia, deveria ser em Meu
entender o conteúdo desse debate.
Ora acontece que a noticia, e
estou a ser generoso ao considerar aquilo assim, ‘’ a coisa’’, que o canal
noticioso lançou para o ar foi algo parecido com o que passo a relatar: Ligação
em directo por parte da Pivot ao repórter no local. O dito repórter começa por
explicar que aconteceu por ali uma grande confusão, e que a dimensão da
confusão foi de tal ordem que o dito repórter perdeu o microfone e deixou que
este ficasse todo partido em pedaços. A este assunto foram dedicados cerca de 3
minutos. Depois continua a justificar a dimensão da dita confusão com as
atitudes protestativas dos manifestantes, descrevendo que estes tinham uma
espécie de uma forca de onde tinham pendurado uma corda na ponta da qual
existia um coelho enforcado. Com as respectivas palavras de ordem, e repetição
exaustiva das mesmas imagens foram dedicados cerca de 6 minutos. Posto isto, o
repórter lembrou os telespectadores que o objecto da dita conferência era a discussão
e debate da reforma do Estado, tendo para isso incluído uma peça pré-gravada de
imagens do discurso do Primeiro-ministro onde ele falava da forma como encarava
estes actos de manifestação popular e exercício do direito à liberdade de
expressão. Mais cerca de 30 segundos. De seguida menção de novo aos protestos à
saída do Primeiro ministro da sala e da forma como ele os enfrentou. Mais 2
minutos de imagens dedicadas a este assunto. Depois, e para finalizar uma outra
peça dedicada à opinião de Marcelo R. de Sousa, e às implícitas criticas que
este dirigiu ao PM e respectivo governo. Mais 3 minutos. Posto tudo isto
fecha-se a reportagem com uma repetição em jeito de sumula e conclusão de tudo
o que já tinha sido dito anteriormente que encheu mais um chouriço de 2
minutos.
Com tudo isto fiquei a saber o
que já sabia. Que para onde quer que o PM e respectivos membros do governo se
dirijam existem muitas manifestações, que os jornalistas nenhum gosta deste
governo, e que todos estão a favor das manifes e em defesa do direito à
liberdade de expressão, e ainda que o repórter é tão competente que nem do
microfone sabe tomar conta (para um jornalista perder o microfone, é o
equivalente a um soldado deixar roubar a arma em combate). O que não fiquei a
saber foi aquilo que em meu entender realmente importava saber: o que pensa o
PM da reforma do estado, o que pensam os intervenientes no debate acerca da
mesma e que matérias em concreto foram tratadas nesse debate de ideias, e a que
conclusões se chegou se é que se chegou a alguma,ou seja, parece que por
vontade expressa dos senhores jornalistas, esse debate de ideias ficou
enclausurado dentro da sala onde se deu o evento, ficando o grande publico
assim privado do direito á informação tantas vezes pretensamente defendida
pelos senhores jornalistas.
Acabei por estes dias de ler um
livro cujo autor é alguém que tem ou teve responsabilidades na direcção de
informação de um canal publico de televisão, cujo titulo é ‘’A Mão do Diabo’’, da
Gradiva e que eu aconselho vivamente a ler. Trata-se de uma importante
fonte de informação para as causas e consequências da crise económica,
financeira e social que se vive não só em Portugal bem como em outros países e
zonas do Globo. As ideias e teorias ali explanadas e defendidas não
constituíram para mim qualquer novidade vindo assim ao encontro ao que eu já
pensava acerca do assunto, o que me choca de sobremaneira no livro, é saber as
responsabilidades profissionais do autor, enquanto jornalista e director de
informação de um canal de Tv, publica, e constatar a macieza e a delicadeza com
que os responsáveis pela dita crise são tratados em entrevistas levadas a cabo
por estes mesmos jornalistas, deixando-os passar incólumes por entre os pingos
da trovoada consumando assim os seus vis intuitos de continuar a enganar o
Povo.
Povo este, que pelas causas bem
expressas neste dois exemplos que aqui vos trouxe, continua a ser enganado por
políticos, com a conveniente conivência dos senhores jornalistas. Deitam
foguetes para o ar criando números de ilusionismo que distraem o Povo do
essencial distraindo-o com o acessório, com o fútil, e condenando-o desta forma
à eterna ignorância.
Que saudades das entrevistas de Margarida Marante, em que ela agarrava esses politicas da treta pelos colarinhos e os espremia ate à ultima gota. Depois disso, o jornalismo vendeu a sua alma ao diabo.
Não é por isso de admirar que
este Povo tenha escolhido tão mal os seus representantes políticos e respectivos
governantes nas ultimas quatro décadas, nunca dispondo da informação necessária que lhes é devida por direito constitucional para se poder informar e esclarecer, sendo essa fundamentalmente a razão do estado em que se encontra o
Estado e as contas do mesmo.
Como há já muito tempo venho
dizendo, governantes, jornalistas e outras classes, socio-profissionais, somos
todos filhos do mesmo Povo que nos pariu, e enquanto não assumir-mos todos a
nossa quota-parte de responsabilidade, dificilmente saímos do buraco e do vazio
de ideias, de ética e outros valores em que nos encontramos.
sexta-feira, 18 de janeiro de 2013
Verdade ou Hipocrisia
Lance Armstrong, confessou aquilo que toda a gente sabia, ou confirmou o que toda a gente já de há muito desconfiava.Varias são de facto as reflexões que se me apraz fazer neste caso.
-1º Alguém acredita mesmo que é possível aguentar 3 semanas consecutivas com apenas 2 dias de descanso pelo meio, a 5 horas por dia em cima de uma bicicleta por meio de montes e vales e completar mais de 250 kms por dia em media ao ritmo que aqueles indivíduos fazem, e ainda para mais tendo em conta que há quem o faça em França, Itália e Espanha no mesmo verão, com outras menores pelo meio, sem recorrer a qualquer tipo de doping? Nem vou falar de outros desportos....
-2º Até onde nos vai conduzir esta tremenda hipocrisia que apela á verdade mas exige resultados como se fossemos maquinas, sabendo que os homens e as maquinas são diferentes. Será justo exigir resultados de maquinas a homens? Será que merecemos este comportamento de maquinas mesmo sabendo que nunca passaremos desta humilde condição humana?
-3º Porque condenamos em desportistas aquilo que perdoamos e até mesmo idolatramos em Poetas, escritores, músicos e outro tipo de artistas?
-4º Se eu me dopasse de igual forma, conseguiria eu obter os mesmos resultados?
-5º Considera-se injusto o doping no primeiro classificado porque é uma tremenda injustiça perante os segundos e terceiros..., mas não terão eles também sido dopados?
-6º Não somos nós enquanto sociedade, que da mesma forma que induzimos nas nossas jovens o desejo pela elegância extrema, os mesmos que induzimos nos desportistas a necessidade de se superarem a si próprios enquanto seres humanos?
-7º Não....!! Agora a serio, alguém acredita mesmo naquelas tretas do comité olimpico? Naquelas cenas do espírito olímpico, da verdade do ''fair paly'', da verdade desportiva?
-8º Aquando da condenação de Maradona pela FIFA, Pavaroti, declarou que tomava regularmente a mesma substancia que o futebolista. Alguém o impediu de actuar por causa disso?
-9º O desporto, a nível generalizado, está impregnado de doping. Reparem, numa altura da evolução humana em que predomina o absentismo, acreditam mesmo que nos é fisicamente possível continuar a fazer cair recordes uns atrás dos outros de forma constante? Não serão o uso a tecnologias como a fibra de carbono, o nylon, os designes aerodinâmicos, etc etc também uma forma de doping? mas afinal estamos a avaliar quem? e o quê concretamente?
Já algum de vocês assistiu á passagem de uma etapa de uma volta á França em Bicicleta na estrada?
É um espectáculo verdadeiramente deprimente. 3 Horas de desfile de carros alegóricos marcas, musicas pop na moda no momento, muita cor, muitas meninas bonitas com sorrisos lindos a distribuir brindes, todos com marca. Depois vêem os ciclistas, rapidos e silenciosos. Desde que aparecem ao fundo até deixarem de os ver no fim da curva, passaram menos de 60 segundos.
Negocio, tudo se resume a negocio. Os mesmo que dizem condenar o doping são os mesmos que beneficiam das vantagens do mesmo. resultados geram receita, receita gera exigência exigência gera necessidade, esta gera mais doping, etc etc. no meio disto, a vitima é sempre o atleta. Aqueles que apregoam a verdade desportiva, são os que mais incentivam ao uso do doping e os que no fim ainda saem de cena como os bons da fita.
Quantos chouriços, quantas pizzas, quantos telemóveis quantas idas ao supermercado quantos gelados, quantas contas bancarias, quantas apólices de seguros vendeu Lance Armstrong? o suficiente para agora o deixar gozar em paz e tranquilidade o fruto do seu árduo e duro trabalho.
Para mim, Lance Armstrong, é e será sempre um campeão, porque teve o tomate no sitio, para conseguir fazer aquilo que eu nunca conseguiria fazer. Trabalhou, dedicou-se, esforçou-se, sofreu, conseguiu. Quantos de vós que atiram pedras desperdiçaram uma gota de suor, ou uma lagrima que fosse?
THINK ABOUT IT.!!
quarta-feira, 19 de dezembro de 2012
Mais Tapistas que a TAP...
Os argumentos utilizados para argumentar contra a privatização da TAP, e em Particular a venda ao Sr, ''Efraymovich'' qualquer coisa, deixam-me deveras preocupado, e com vontade de fazer as malas para não mais pôr os pés em Portugal. Parece que o Problema afinal é ninguém saber de que terra é o senhor.
Parece que nasceu na Bolívia mas é polaco e tem nacionalidade Brasileira, colombiana e eu sei lá mais o quê... menos mal que não é alemão.
Eu que nasci em Angola, Sou Português, resido na Alemanha, trabalho em França, passo ferias no Brasil, tenho mesmo de me por a pau.
Foi assim com este tipo de preconceitos que começou o Nazismo.
Depois dizem que 20 milhoes é uma pechincha. Lá está, só diz isso gente que nunca fez mais que passar a semana toda a insultar a entidade patronal e a suspirar pelas 17 horas de sexta feira.
Uma empresa tecnicamente falida onde o estado todos os anos enterra umas centenas largas de milhões de euros dos contribuintes, se fosse dada ainda era bem vendida.
Depois simpatizei com o homem quando ele disse: « ...não é para despedir ninguém, ate porque eu quero que a empresa cresça, e para isso vai ser preciso contratar muita gente, a não ser claro que tenha lá um montão de gente fazendo coisa nenhuma». acho que sim, vai mesmo haver despedimentos.
Se a TAP é um negocio assim tão bom porque é que só aparece um interessado quando para a ANA apareceram meia duzia, e para a EDP e REN?
Com um unico candidato só mesmo outro grande buraco chamado BPN. Num, roubou o Oliveira e Costa e companhia. Na TAP também lá anda muito ladrão, e são todos sindicalizados, e alguns também usam gravata.
segunda-feira, 17 de dezembro de 2012
Sinais dos tempos
Sinais dos tempos.
Os comunas e socialistas da nossa praça que entregaram Angola a meia dúzia de terroristas e assassinos para espoliar, matar e perseguir cidadãos portugueses em 75, são os mesmos que hoje se rebelam por Portugal estar a cair nas mãos dos capitais Angolanos.
Deveriam era estar contentes por ver que o Povo Angolano finalmente saiu da guerra, da fome, da miséria, da pobreza, das mutilações, e que são um Povo e uma nação, civilizada, livre, democrática, que atingiram altos índices de desenvolvimento sócio-económico que agora colonizão de volta a potencia colonizadora e exploradora, que é para provarem do seu próprio veneno.
Sinceramente, e como Natural de Angola e como Bailundo, não sei se devo rir ou chorar!
Os comunas e socialistas da nossa praça que entregaram Angola a meia dúzia de terroristas e assassinos para espoliar, matar e perseguir cidadãos portugueses em 75, são os mesmos que hoje se rebelam por Portugal estar a cair nas mãos dos capitais Angolanos.
Deveriam era estar contentes por ver que o Povo Angolano finalmente saiu da guerra, da fome, da miséria, da pobreza, das mutilações, e que são um Povo e uma nação, civilizada, livre, democrática, que atingiram altos índices de desenvolvimento sócio-económico que agora colonizão de volta a potencia colonizadora e exploradora, que é para provarem do seu próprio veneno.
Sinceramente, e como Natural de Angola e como Bailundo, não sei se devo rir ou chorar!
quinta-feira, 13 de dezembro de 2012
Começa a acabar o prazo de validade deste governo
Com o intuito de combater a fuga ao fisco, e que eu subscrevo, este governo inscreve uma lei no OE 2013 que obriga todos os transportadores a comunicarem á autoridade tributaria todas as emissões de guias de transporte e/ou de remessa antes de o transporte sair para a estrada. Serão criadas para o efeito um portal na net e uma linha telefónica.
Agora imaginem uma empresa de transportes de Inertes, com 50 camiões cada camião faz 15 cargas por dia. imaginem um desaterro onde carregam dezenas de camiões por dia e cada um faz dezenas de cargas. imaginem transportadores com centenas de camiões imaginem, transitários que movimentam centenas de camiões por dia, em que cada camião cargado de grupagem pode levar mercadoria de centenas de expedidores diferentes.
Como se vai efectuar a comunicação?
A quem compete a dita, ao expedidor ou ao transportador?
Quem vai fiscalizar? Ou é mais uma lei para não ser cumprida?
Sou 100% a favor da luta contra a fuga ao fisco, mas sou 200% contra políticos que brincam á politica, brincam com os eleitores, brincam ás leis e brincam com a lei.Hoje mesmo vêm uns senhores do PSD dizer que é preciso fazer uma reforma fiscal. Devem estar a gozar comigo. quantas reformas fiscais houve neste país nos ultimos 30 anos? As leis mudam todos os anos quando duram mais de 6 meses, e é sempre para tributar mais, nunca menos. Tributar mais e pagar antecipado.
Resta dizer que a medida está inscrita no OE de 2013 mas que já foi adiada para maio de 2013, e entretanto aguardam-se a publicação de mais umas pazadas de portarias, despachos e circulares a tentar compor a coisa.
E que dizer desta polémica redução de indemnização por despedimento?
Só se aplica aos novos contratos? Como especialista em assuntos constitucionais, digo já que é inconstitucional uma vez que viola claramente o principio da igualdade.É uma lei iniqua porque não trata por igual todos os trabalhadores. Mas disso os sindicatos e o tribunal constitucional não falam, não deve interessar. Depois, não facilita nem resolve problema nenhum. Não vou contratar por saber que me vai sair mais barato despedir, mas poderia contratar gente nova se fosse mais barato despedir meia dúzia de velhos jarretas que nada fazem senão esperar pela reforma ou pelo dia da indemnização.Se fosse mais facil despedir os velhos, talvez fosse mais fácil contratar os novos, mas assim vamos continuara a envelhecer e a deixar fugir os novos e em especial os competentes.
As empresas para criar emprego o que precisão é de mais acesso ao credito, juro mais barato, justiça celere e eficaz, para fazer pagar os caloteiros, precisa de um sistema fiscal estável que não mude consoante o vento, precisa que o estado pague a quem deve a tempo e a horas, ou então que se sujeite ás mesmas sanções que se sujeitam os contribuintes faltosos, precisam que se acabe com burocracias inúteis que nada mais fazem que gerar corruptos e dar tachos a incompetentes Muitas mais há, mas se resolverem estas o pessoal já não se pode queixar muito.
Este governo teve apoio parlamentar, teve um a troika a apoiar e a dar desculpa para tomar medidas de fundo e impopulares, os sindicatos e a oposição, fossem quais fossem as medidas, criticavam e manifestavam-se sempre. Por tudo isto, perderam uma oportunidade de ouro de pôr o país e a economia nos eixos. Agora, começa-se a fazer tarde e os apoios a faltar, sem falar já na paciência.
Já nem vou falar nos ministros que se desmentem uns aos outros a toda a hora, bem sei que ninguém os obriga a pensar todos da mesma forma, mas essas divergências deveriam se manter no interior do Conselho de Ministros, quando isso transpira cá para fora, alguma coisa vai mal.
A minha paciência com este governo começa-se a esgotar.
Depois de ano e meio de esperança, começo lentamente a voltar à primeira forma, com este tipo de politica mansa vamos continuar a caminhar em direcção ao fundo, e acho que ainda não está perto.
Espero sinceramente estar errado.
sexta-feira, 30 de novembro de 2012
Olhem-me só a lata do Gaiato!!!
Há uma imagem do cinema que me vai acompanhar para o resto da vida. O clube dos poetas mortos.
Não. Não tem nada a ver com o aproveitar do dia.Tem ver com mandar os alunos subir para cima das mesas. Para ter uma visão e um ângulo de observação que ofereça uma perspectiva diferente. E depois, aquela cena de libertar o grito que há em nós, ser-mos nós próprios e gritar o nosso próprio grito sem estar preocupado com o grito dos outros, nem com a figura que fazemos ao libertar o nosso.
Faço isso todos os dias da minha vida desde então. Colocar-me sempre numa perspectiva diferente e libertar o meu grito, que é o que me preparo para fazer de seguida.
Vem o marmanjo dizer que a culpa do nosso estado económico, são os subsídios que nos deram a Alemanha, os mesmos que ele e seus pandilhas, insistentemente e durante anos, negociaram em Bruxelas. Era sempre a maior preocupação dos tuguinhas, era não perder os fundos comunitários. Sim, esses fundos que esse senhor diz que vieram para deixar de produzir-mos. E pergunto eu!! E o senhor deixou??? O senhor não viu que nos estavam a pagar para deixar-mos de produzir? Porque não disse ao senhor Köll, ao senhor Schröder, e á senhora Merkell que não precisávamos de fundos europeus para nada, porque queríamos continuar a pescar, a criar couves, ovelhas, e a fazer camisas e fatos e pull-overs?? Ou será isto um reconhecimento de incompetência por parte de quem ainda governa, numa tentativa de sacudir a agua do Capote e ainda assim ficar na fotografia sem lama na bainha das calças???
Sinceramente senhor Costa. O senhor é igual a tantos outros, como aquele ex. autarca do Psd que hoje vejo no facebook a atribuir um cognome a PPC como se fazia antigamente aos reis. PPC segundo esse senhor ex. autarca e marido de uma Ex. deputada da AR, é o Corta, porque corta em tudo e brevemente o dito senhor já não sabe mais onde PPC vai cortar. Eu sei bem onde deveria cortar, e se calhar é esse o mesmo receio de vocês todos, é que PPC se lembre de cortar nas reformas chorudas e vitalícias que vos pagamos, em idade activa, e sem deficiência física. Sim, física, porque a julgar pelo estado do país, a vossa deficiência é mental, e grande.
sábado, 24 de novembro de 2012
Elogio astronómico da divina loucura
Elogio
astronómico da divina loucura
Segundo fundamenta
sua santidade o Papa Joseph Alois Ratzinger no seu
ultimo livro sobre a infância de Jesus Cristo, a estrela de Belém que conduziu
os Reis magos até ao menino Jesus, aquele que nasceu homem e se fez deus mas que
agora o Papa vem dizer que já era antes de o ser assim como a pescada porque a
sua mãe afinal era virgem ( das orelhas e mesmo assim…), era afinal uma
Supernova.
-Superquê??? Credo jesus virgem santíssima mãe de deus!!! Você não
faz isso por menos??? Já houve uns
quantos astrónomos que há muito defendem que seria um cometa. Sim, um simples e
vulgar cometa, é que eles conseguem fazer umas contas muito complicadas que
calcula a posição dos objectos estelares há muito muito tempo atrás. Agora vem o
senhor Ratzinger, sem fazer qualquer tipo de cálculos matemáticos, deduzo eu, e
diz que era uma supernova. Mas não se esqueça que essa coisa das supernovas
foram descobertas por cientistas e não criadas por deus, que eu saiba deus na
bíblia não fala em supernovas em lado algum. Super-reis, super-profetas,
super-diabos e essas coisas assim ainda por lá se encontra, supernovas sinceramente não me lembro.
Ora seguindo na onda
de modernidade cientifica que o Papa quer dar à sua dogmática igreja, e que eu
aliás aplaudo, já que qualquer mudança para melhor é sempre…melhor, deduzo que
a seguir, no seu próximo livro vai nos revelar que o quarto segredo de Fátima é
que o milagre do sol de 13 de Outubro de 1917 na Cova da Iria era um Quasar, e
que toda aquela vilanagem negocial e hipócrita que ainda hoje por lá subtrai
aos inocentes devotos o peso das suas ricas carteiras são radiações energéticas
do mesmo.
Mau mesmo para o
papa vai ser quando os senhores da Ciência, tipo aquele senhor australiano que
moveu um processo contra o papa em Inglaterra e é o líder do movimento ateísta
mundial, o senhor Richard Dawkins, exigirem a deus o pagamento dos devidos direitos
de autor à comunidade cientista por este
agora vir dizer que as supernovas e quasares, buracos negros, galáxias e outras
coisas do mundo natural e evolutivo são criações suas porque é misericordioso,
todo poderoso, omnipresente e omnipotente, que deus o lá tenha em descanso.
Tanto trabalhinho e tantas
pestanas queimadas á luz das velas e a espreitar pelos buraquinhos das lentes,
depois de moerem a cabeça com tantos e complexos cálculos matemáticos que
demoraram séculos a resolver, depois de tantos senhores inteligentes
perseguidos, torturados e queimados nas santíssimas fogueiras, vem agora o
artista e diz que afinal isto é tudo meu, digo, nosso, da igreja entenda-se. Ignomínia. A seguir vem o quê?? Que o ADN é o alfabeto divino??
Mas já estou mesmo a
ver deus entalado nesta disputa judicial ( que grande novela isto vai dar se o
julgamento for feito em Portugal, daqui a dois mil anos ainda andamos em
recursos), e a dizer ao senhor Ratzinger: «Éh pá, eu não tenho nada a ver com
essa merda, vê lá se te desenrascas com isso
que eu já tenho chatices que chegue», sim, é que isto de ser deus não é
vida fácil.
Muito engraçado
também, vai ser agora o senhor Papa e toda a sua corja, digo, cúria, explicarem
ás pessoas velhinhas e outras que sendo mais novas são igualmente inocentes e
ignorantes, o que é uma supernova. Conseguir agora passados dois mil anos de
culto pela estrela, explicar que afinal
aquilo não era uma estrela mas
uma supernova que não é mais que uma explosão de uma estrela que pode expulsar para o espaço até 90% da
matéria de uma estrela cujo núcleo remanescente tem massa superior a 1,5
Massas solares, e que a pressão de degenerescência dos
eletrões não é suficiente para
manter o núcleo estável; e então os eletrões colapsam com o núcleo,
chocando com os protões,
originando neutrões: e o resultado é uma estrela composta
de neutrões, com aproximadamente 15 km de diâmetro e extremamente
densa, conhecida como estrela de neutrões ou Pulsar. Mas, quando
a massa desse núcleo ultrapassa 3 massas solares, nem mesmo a pressão de
degenerescência dos neutrões consegue manter o núcleo; então a
estrela continua a colapsar, dando
origem a uma singularidade no espaço-tempo, conhecida
como Buraco Negro, cuja velocidade de escape é um pouco maior do
que a velocidade da luz. Fácil e claro, estou seguro que todos vão entender á
primeira sem duvidas e sem perguntas.
Engraçado, é que com
toda esta intenção de dar uma de modernidade e de abertura da sua fechada
igreja, o Papa continue a insistir que a
senhora era mesmo virgem quando pariu, e continua a afirmar a pé juntos que os preservativos
fazem mal á saúde e que a melhor forma de não engravidar é usar pasta de dentes
na dita, ou então telefonar ao Armando Vara, para facilitar um encontro com o
divino espírito santo, sim o divino, que com o dos bancos o Vara já tem
problemas que chegue.
Curioso também é que nestes tempos em que o mundo atravessa tão
grave crise, é que o senhor papa renuncie
ao voto de humildade do filho do senhor ao admitir que afinal não era um estábulo,o local onde ele nasceu, mas que era uma gruta e que afinal não havia vacas nem burros. Talvez um
pavão ou um morcego, digo eu.
Estou mesmo a ver o
senhor deus lá de cima do seu paraíso onde está sentado à esquerda do seu filho
deus feito homem, a mandar um fax, digo, um email ao senhor Ratzinger:
«Estimado capataz,
já estou farto de ouvir piadas foleiras acerca das merdas que andas aí a
inventar em meu nome. Já não me chegavam as piadas sobre as brincadeiras que tu
e o teu exercito aí andam a fazer com os putos, agora ainda te metes num universal problema astronómico de
dimensões galácticas, para já não falar nas interpretações abusivas que fazes
das minhas palavras divinas e de falares em meu nome. Vê la se resolves essa
merda depressa, se não mando-te 3 doenças piores do que as do teu antecessor ,
sem falar na corcunda.»
Eu pelo menos era o
que fazia, dava-lhe uma granda bronca, fazia-lhe pior que ao pobre Jó, mas eu
não sou deus...mas é pena, conto historias mais originais, menos aborrecidas e
muito mais verosímeis. Quem se deve estar a rir à brava com esta historia deve
ser o satanás, esse mafarrico ...
quinta-feira, 22 de novembro de 2012
Devaneios
Em tempos de lazer,
visitar templos e monumentos antigos nunca foi coisa em que perdesse muito
tempo. Afinal, quem vê uma igreja, um
castelo ou um mosteiro vê-os a todos.
Às vezes, paro
simplesmente diante deles, diante de todas aquelas pedras arrumadinhas e
alinhadas, umas em cima das outras, e percebo a dimensão da inteligência, da
vontade, do espírito de sacrifício e da fé dos seres humanos que foram
necessárias à sua construção e manutenção. O que eu não consigo imaginar, é o
que se poderia ter feito em prol da Humanidade e do seu bem estar, do seu
desenvolvimento social, se todas essas forças, esses meios, essa dedicação,
esse esforço e espírito de sacrifício e em especial essa fé, fosse posta ao
serviço do bem comum, e não ao serviço de um deus, de um santo, ou de um
qualquer monarca ou governante narcisista e lunático.
Da mesma forma, abro
a pagina do Facebook e deparo-me com toda uma listagem e um desfilar de
mensagens e de fotos e de vídeos, que revelam toda a capacidade imaginativa do
ser humano, toda a sua inteligência e
dedicação ao serviço do simples escárnio e mal dizer. As finas e originais
piadas sobre políticos. Às vezes, paro simplesmente diante delas e penso, na
forma útil que essas mesmas pessoas poderiam ter aproveitado o seu tempo em
beneficio próprio, das suas próprias vidas, do seu próprio bem estar e dos
seus, se colocassem toda essa capacidade imaginativa a trabalhar para si
próprios, na procura de emprego ou de meios de subsistência.
Como dizia JFK:
«pergunta o que podes fazer por ti e pelo teu país, não perguntes o que o teu
país pode fazer por ti.
segunda-feira, 19 de novembro de 2012
A Ratoeira
Cada vez me convenço
mais, que ao contrário do tão badalado por tudo o que é comentador e analista politico, tiro no pé de Passos
Coelho, a TSU, foi um golpe de mestre em estratégia politica.
Seguro e o seu bando
do PS andavam ansiosos por rasgar e pôr de parte a sua responsabilidade no
estado do País e no respectivo pedido de resgate financeiro bem como o programa
de ajustamento económico e financeiro que veio em anexo.
A ideia seria
descartarem-se do memorando o mais cedo possível para depois terem tempo para
preparar as eleições de 2015 já com o programa de ajustamento implantado, o
governo PSD teria feito o trabalho sujo e eles voltariam tirilene branquinho e
sapatinhos de vela a condizer para mais umas festas á conta do Zé Povinho.
O que este governo fez com o anuncio da TSU,
foi uma ratoeira em que Seguro e PS caíram que nem uns patinhos, e a julgar
pelo que se avizinha com a historia dos 4 mil milhões de cortes no estado, e
pelas respectivas declarações do PS, parece que ainda nem sequer deram pelo
erro, continuando com um discurso que se assemelha mais ao PC e ao BE que a qualquer sentido de responsabilidade.
O PS anunciou prematuramente o voto contra o OE para 2013, e agora vai
voltar a estar contra novas medidas. Se o fizer, arrisca-se a perder de vês o
barco, e caso o cumprimento do Memorando se venha a concretizar de forma
positiva como tudo indica que aconteça, não estou a ver que argumentos o PS vai
ter para dar a volta ao laço que deu em redor do seu próprio pescoço.
Seguro embarcou num
discurso demagógico de facilitismos e o governo preparou-lhe a cama ao jeito.
Fundamentou muita da Sua fraca argumentação num François Hollande, que no
espaço de uma semana vê cair para metade os níveis de popularidade, aprova um
orçamento de austeridade e hoje mesmo ao fim do dia assiste ao corte por parte
da Moodys do rating da divida francesa, já para não falar da cara com que tem
que encarar a Senhora Merkel cada vez que se cruza com ela em Bruxelas depois
de tudo o que disse.
Seguro não precisou
de mais do que um ano para assim provar que não tem carisma nem estatuto de
líder seja do que for, que as suas competências se resumem á gestão do seu
próprio orçamento familiar e até aí a sua esposa deve ser mais competente que
ele, é um fraco e um frouxo, o seu discurso é chato, repetitivo, aborrecido e
faz-me ter pena da sua mãe coitada que nem deve ter culpa nenhuma. Nunca fez
mais que viver á conta do orçamento de estado. Deveria ter ido para padre e
tremo só de pensar que alguma vez possa vir a ser PM de Portugal.
Caro A.J. Seguro,
deve ir ganhar experiência a trabalhar no duro e a sério, trabalho daquele que
faz escorrer suor da testa e sangue das veias, como aquele a que estão
habituados os Portugueses a quem o senhor promete muita vida boa e fácil. E já
agora, aproveite e leve consigo os rebanho de Galambas que o acompanham.
sexta-feira, 16 de novembro de 2012
Profissão Esperto, … Chico-Esperto
Casa onde não há
pão, todos ralham e ninguém tem razão. Já diz o ditado e nunca se aplicou tão
bem como agora.
O país vive na
vertigem alucinante do Chico-espertismo. Toda a gente sabe tudo acerca de tudo
e mais alguma coisa.
Só me admira é que com tanto Chico-Espertismo, a situação
do País seja a merda que toda a gente sabe, lá está, toda a gente sabe tudo
acerca de tudo. Toda a gente sabe o que está errado, porque está errado e toda a gente sabe a solução. Mas a
verdade, é que continuamos na merda. Mas acima de tudo, há uma coisa que toda a
gente sabe sobre todas as outras coisas. É que nenhum de nós tem a culpa. Eu
não vi nada, não sei de nada, (a única situação em que não sabemos nada,
digamos que é a excepção que confirma a regra), não fui eu, e se fui não tive
culpa. Acho que foi aquele o culpado.(outra variante, além de saber tudo,
também achamos muita coisa).
Às vezes pergunto-me
porque não se muda o cognome do Povo Português de Lusitanos para
Chicos-espertos? É que quando toca a Chico-espertar nós somos os Reis, somos
melhores que Italianos, Espanhóis e Gregos, e olhem que eu sei do que falo,(lá
está, eu sei),e olhem que quando toca a Chico-espertismo nenhum deles deixa os
seus créditos por mãos alheias, os espanhóis até têm uma palavra para o facto
«esse tio es muy enteirado!»
Os árbitros não
sabem arbitrar, os treinadores não sabem treinar, os jogadores não sabem jogar,
os dirigentes não sabem dirigir, os políticos não sabem governar, os policias
não sabem policiar, os manifestantes não se sabem manifestar. O que é feito
pelos outros é tudo mal feito, e ninguém sabe nada, exceptuando eu próprio
claro, eu sei tudo, e como se faz tudo, se não faço é porque não me apetece,
mas sei, e melhor que toda a gente.
Típicos condutores
de fim de semana, autênticos campeões do rally e F1, que no café e facebook
somos os campeões da bazofia, mas depois somos o país com mais acidentes e
mortes na estrada da Europa.
Mais uma vez batemos italianos e gregos, e olhem
que eu sei do que falo, lá está, estão a ver? Eu sei do que falo, porque eu sei
tudo. Não há duvida, na arte de bem Chico espertar, os Chico- espertos dos
Portugueses são uns campeões.
Não há quem bata os
tugas, digo, Chico- espertos da espertezolandia á beira mar plantada, quando se
trata de dar opinião e mandar bitaites para dentro da casa dos outros, mas é
claro que eu não permito isso na minha, recebo sempre as visitas á porta ou na
rua, para não se ver como eu sei deixar acumular lixo dentro de casa, e também
sei limpar, e bem, só não me apetece, mas sei, no que toca limpezas sou um
campeão. A sério, até sei porque este país está na merda, a sério que sei, é
porque não sou eu a mandar, se eu mandasse, estava bem pior…acreditem, eu sei.
Mais um ditado: Cada
macaco no seu galho. Mas não, não aqui no habitat natural do Chico-esperto.
Aqui, todos os macacos pulam e saltam por onde querem, o problema é quando
algum macaco salta para o nosso galho, aí então é uma tragédia.
terça-feira, 13 de novembro de 2012
Teoria da conspiração
E pronto, a potencia
ocupante já se foi embora e tal como toda a gente previa, já estamos todos a
falar alemão, a cumprimentar-mo-nos de braço esticado, usamos todos minúsculos
bigodes debaixo do nariz, e já nos vamos todos deitar mais pobres e sem dinheiro
para amanha de manha alegremente correr-mos a comprar, Mercedes, Audi's e
BMW's, e maquinas de café expresso da Krupps.
Só é pena que não se
levantemos
todos ás 4 da manha com a lancheira à tiracolo e partamos alegremente rumo ao
nosso local de trabalho com um sorriso na cara sem ter aquela tomba de enfado
tipo ''funcionário publico administrativo que passa a vida a aturar ''
pessoas'' '', e a chamar nomes ao FDP do Patrão que passa a vida sem fazer nada
a viver à conta da exploração do pobre proletário.
Angela,
fica, não vás....
segunda-feira, 12 de novembro de 2012
Quando os professores viram tótós!!
Marcelo Rebelo de
Sousa queria fazer um video que mostrasse aos alemães as dificuldades que nos
foram impostas pela austeridade.
Em meu entender, depois de ver o video,
gostava que ele me disse-se que não tem nada a ver com aquilo, que o video não
passa de uma brincadeira de mau gosto feito por aqueles tipos do anti-troika.
Compreendo que o Marcelo esteja a tentar construir o caminho para Belém, mas
isto não é piscar o olho á esquerda, isto é um ''venham de lá esses ossos
camarada''.
O video em si, na minha opinião é um enorme elogio á capacidade
organizativa da grande nação alemã, que conseguem em tempo de crise, produzir muito e bem, exportar muito e bem, ter dinheiro para dar de esmola aos pobres,
e depois da mencionada ajuda do Plano Marshall no pós guerra, cresceram tanto
que se deram ao luxo de criar em nome da UE o seu próprio plano Marshall aos
países mais pobres da UE.
Depois a grande
injustiça do video é dizer que o país que mais contribui para o orçamento da
UE, que mais participa no esforço das ajudas comunitárias, e que o Povo que
mais contribui em causas solidarias de ajuda humanitária internacional, sofrem
de falta de solidariedade e de compreensão para as dificuldades dos mais
pobres.
Como Português, é um
dos momentos em que me sinto envergonhado.
Gostava de pertencer
e acreditar num país que se destinguisse pelo mérito, pela coragem, pelo esforço
e pela dedicação, e não pelas constantes lamurias, pelo espírito do Zé
coitadinho, e pela busca incessante por bodes expiatórias para justificar
fraquezas, incompetências e frustrações.
Parece que entrou em acção a maquina eleitoralista dos velhos do Restelo do PSD. Os mesmo que se votaram ao assassino silencio da morte publica de Pedro Santana Lopes, que agora se levantam contra o outro Pedro.Os mesmos que contribuíram para o esforço de levar o país á miséria e á ruína e que agora querem meter mais um boy em Belém.
Mas quando é que chega o dia em que os velhos se convencem que um dia têm de dar e confiar o seu lugar aos jovens? Admiram-se de ter jovens no desemprego quando são os velhos agarrados aos tachos que nem lapas que dão o pior exemplo.
Este país precisa de renovação. Precisa garantidamente do conselho e sapiência dos velhos, mas mais que isso precisa da força, determinação e coragem dos jovens.
quinta-feira, 8 de novembro de 2012
E diz isto que está preparado para governar??
António José Seguro, em entrevista à TSF, faz uma declaração surpreendente. Na mesma
frase, faz uma afirmação e argumenta contraditoriamente em relação à mesma, (falando da vinda de Angela Merkell a Portugal)reparem:
«O mais importante
que ela devia vir fazer a Portugal era anunciar o investimento alemão em
Portugal, é isso que estamos a precisar, não de palavras, estamos a precisar de
actos, de investimento em concreto, numa altura que o governo reduziu o
investimento publico a zero, e que o investimento privado não existe por falta
de um clima de confiança dos investidores, e precisamos de captar investimento
estrangeiro por isso uma boa medida era que ela chegasse na segunda feira a
Portugal e anunciasse investimento da Alemanha em Portugal.»
Ora vejamos, por um
lado é mau reduzir o investimento publico a zero, logo, com Seguro voltamos à
politica do betão. Depois, se os investidores privados não confiam em Portugal
para investir,
o que o leva a crer que os Alemães vão investir em Portugal sem que nada seja
feito para alterar esse clima de falta de confiança?? deve pensar que os
Alemães são tótós ou então que andam a dormir e a dar esmolinhas a Portugal. Se
por um lado dá porrada na Merkell todos os dias, por outro pede-lhe que invista
em Portugal. Estrategicamente brilhante sem duvida.
Mais
á frente na mesma entrevista, outra pérola. «o que eu gosto mesmo é de andar
junto das pessoas, a ouvir as pessoas, escutar o que as pessoas têm para me
dizer»
Yah!!!
isto explica muita coisa, o Senhor anda na profissão errada, deveria ter ido
para padre. pensando bem até que tem um certo ar de acólito...
quarta-feira, 7 de novembro de 2012
AUTARCAS DE BARRO
AUTARCAS DE BARRO
Ligo a TV,
se não está vai logo de seguida para um canal de notícias, qualquer um serve.
Se não gosto da qualidade jornalística, do tipo entrevistar pessoas na rua e
ver como está o tempo na Serra da Estrela ou na Costa da Caparica, mudo
automaticamente de canal. Mas a peça jornalística que estou prestes a descrever
e a comentar, tem algo surreal, uma espécie de arte, que me fez aguentar sem
vomitar e assistir até ao final.
A base da
notícia em si, nem sequer é notícia, é apenas informação, algo que se repete e
repete todos os dias. Fala-se, correm rumores de que mais uma empresa a laborar
em Portugal vai fechar as portas e sofrer uma deslocalização da actividade
produtiva para outro país, ao que tudo indica, para a Tunísia.
Trata-se
de uma empresa de capital Alemão a laborar no concelho de Oleiros e que emprega
cerca de 100 pessoas. No meio da reportagem, entre os habituais dramas e
queixumes que vão do «eu trabalho aqui desde o principio» ou do «eu trabalho
aqui há 20 anos» ou do «trabalho aqui mais o meu marido», até ao fatídico e
invariavelmente conformado «o que é que vamos fazer agora, porque aqui neste
concelho não há mais nada?», no meio da reportagem dizia eu, e falando em
concelho, é inevitável a presença perante as cameras de reportagem da figurinha
do presidente da Câmara, todo engomadinho, e penteadinho, até parece que o
estou a ver há 30 anos atrás, antes de a politica fazer dele o que é hoje, a
desmontar da sua Sachs V5, a puxá-la para cima do descanso, a coçar os tomates,
a puxar do pente do bolso de trás das calças, a fazer aquele ar de pessoa
importante e a declarar estas preciosidades da oratória politico-governativa:
-É inadmissível isto que está aqui a acontecer, esta empresa não pode
fechar, o terreno é da Câmara ( deveria querer dizer dos Munícipes), e não paga
renda há mais de 20 anos, só pagam a agua e a luz, vou fazer pressão sobre o
ministro da economia, e aproveitar a vinda da Senhora Merkel a Portugal para
que ele (o Ministro) a pressione ( a Merkel) no sentido de não fechar a
empresa. Eles dizem que a querem levar para a Tunísia, mas nós vamos nos unir e
de dentro desta fábrica não sai uma única máquina.
Depois
para fazer tempo voltam a entrevistar mais uns trabalhadores que voltam a dizer
o mesmo, e voltam a entrevistar o Presidente da Câmara que volta a dizer
basicamente o mesmo, e é aqui que o jornalismo começa a perder qualidade e eu
mudo de canal.
Hoje de
manhã acordo, e vem-me á memoria esta extraordinária história, sobre a qual
estive a reflectir nos últimos momentos.
Ao
assistir a este tipo de cenas, compreende-se cada vez melhor porque este país
chegou ao ponto que chegou.
Primeiro: se não há alternativas em questão de
mercado de trabalho no concelho, isso também é responsabilidade do presidente
da Câmara, ou não? Não me parece que seja culpa da Senhora Merkel.
Segundo: A falta de estratégia e de visão
destes autarcas (e há por aí centenas deles), é tanta que até dá vontade de
rir. Meu caro senhor, para se fazer ou exercer pressão sobre algo ou alguém, é
preciso ter alguma força ou trunfo do nosso lado, chama-se a isso, capacidade
negocial, temos de ter algo que os outros querem e consideram importante, e
temos de evitar o mais possível estar dependente no que quer que seja da outra
parte. O que é que o senhor tem para dar ao Ministro da Economia e á Senhora
Merkel? Um concelho devastado por incêndios que o senhor ou quem o antecedeu
não conseguiu proteger, e um concelho que em termos de industria e a economia
se resume a um investimento estrangeiro, que cria 100 postos de trabalho,
baseado em baixa qualificação dos trabalhadores e consequente mão de obra
barata, ao qual não há alternativas. Em resumo, esse concelho é bem o espelho e
reflexo da dimensão da sua incompetência.
Terceiro: Impedir que as máquinas saiam, não
vai resolver nada claro, se há coisa que os alemães fazem em quantidade e
qualidade é máquinas, e levá-las da Alemanha para a Tunísia ou de Portugal, em
termos de custos globais de Transporte não fará grande diferença, e se aí
ficares com elas, como não tens inteligência para mais, o mais provável é que
elas enferrujem e apodreçam.
Quarto: O senhor deve pensar que a chefe do
governo alemão não tem mais que fazer e com que se preocupar. Tem noção do que
é a Alemanha enquanto país, economia e Povo em toda a sua dimensão? Tem noção
de quantas empresas como essa e maiores que essa existem na Alemanha? Tem noção
que também na Alemanha todos os dias fecham e se deslocalizam empresas como
essa e maiores? Tem noção que essa empresa quando aí se foi instalar no seu
concelho, já veio deslocalizada de outro lado? Realmente estou mesmo a ver a
Senhora Merkel Preocupada com o seu problema e a ser vítima de pressão da sua
parte por causa disso.
Quinto: Terreno e renda á borla? Acho isso
muito louvável e uma óptima medida para atrair investimento. Mas, também acho,
que isso não deveria ser um beneficio exclusivo de uma empresa estrangeira,
como também de todas as pequenas e medias empresas e jovens portugueses, que
muitas vezes se querem lançar num projecto empresarial e que vêm todos os
caminhos tapados e bloqueados á sua frente por causa de incompetentes e
burocratas corruptos como o senhor, que passaram o tempo a gastar o dinheiro
dos contribuintes alemães a construir rotundas ajardinadas, fontes de agua,
calçada, cinemas, polidesportivos, jardins, empregos e contratos de obra para
os amigos, e quando esses jovens querem um terreno para montar o seu negocio,
têm de o fazer na garagem ou no quintal das traseiras porque não existem zonas
industriais e artesanais e devidamente equipadas de infraestruturas para o
efeito, porque o terreno que têm não está no PDM, ou porque simplesmente não
têm dinheiro para subornar o Excelentíssimo Presidente da Câmara Municipal e
respectivos vereadores a fim de estes fazerem uma conveniente alteração ao PDM
entre as 23.00H de Hoje e as 08.00 H de amanhã.
Sexto: Compreendo perfeitamente que o Senhor
tenha umas eleições para ganhar dentro de menos de um ano, mas insistir neste
discurso e nesta politica demagoga, do populismo barato é chão que já deu uvas,
até porque os contribuintes alemães já começam a ficar cansados disso, é que
eles também têm problemas na terra deles que querem ver resolvidos, e os
contribuintes Portugueses também já começam a ficar fartos de encher o cuzinho
e a barriguinha destes autarcas cuja única preocupação é completar o numero de
mandatos necessários para garantir a reforma vitalícia, assim como a promoção
dentro dos órgãos do partido, visando alcançar tachos de maior diâmetro e
recheados de comidinha muito melhor condimentada. Mas o senhor, também não é o
único culpado, é que os munícipes que continuam a votar em si e a aplaudi-lo,
são os mesmos que não dão conta que passados 20 anos de subsídios europeus para
desenvolver e modernizar o país estruturalmente, temos uma estrutura que inunda
a cada 3 pingos de chuva, que tomba a cada 2 rajadas de vento, que desmorona a
cada noite de lua cheia e que cada vez mais suja se encontra. É que tanto
dinheiro depois, uma parte significativa deste Povo continua sem acesso a redes
de saneamento básico que funcionem, e em que grande parte dos esgotos das
nossas Aldeias, Vilas e Cidades, continua a escoar livremente para os rios,
lagoas, albufeiras, para o mar e subsolo.
Mas não
deixa de ser curioso que nem o senhor nem nenhum dos seus ilustres colegas de
profissão perca tempo para explicar o porquê de tal situação perante as cameras
de televisão exibindo o fatinho e a gravatinha tão bem engomadinhas.
Até aqui
têm-nos dado música, mas daqui para a frente é que vamos ver quem são os
autarcas com dedos para tocar viola.
Nota de Autor: O
Autor quer deixar bem claro que no texto acima escrito, não existem qualquer
tipo de insultos ou acusações seja de que ordem for, a quem quer que seja. O
Autor colocou algumas das vezes numa única personagem aquilo que pensa de toda
uma classe de pessoas. Por isso, o que existe em grande quantidade e talvez não
tão grande qualidade, são figuras de estilo literário, uma vez que sendo
baseado numa história verídica, a história aqui relatada pode ser ou não uma
puta de uma coincidência com a realidade que cada um, de qualquer um de nós
pode ou não conhecer, pode ou não ter alguma vez vivido, ou presenciado.
Se por acaso, algum autarca deste país se sentir melindrado,
ofendido, ou enfiar a carapuça de alguma coisa que aqui tenha sido dito, quero
declarar o seguinte:
Primeiro: não tenho
qualquer intenção de pedir desculpa, pelo menos para já, deixando no entanto
bem claro que não confundo o todo pela parte.
Segundo: A César o que
é de César. E á mulher de César não basta ser de César, é preciso parece-lo. Os
contribuintes têm feito a sua parte, até bem de mais. Se pagam os seus impostos
a tempo e a horas são contribuintes sérios e honestos. Os políticos, se querem
que os comecem a considerar pessoas de bem, sérias e honestas, então tratem de
mostrar resultado dessa mesma seriedade e honestidade.
terça-feira, 30 de outubro de 2012
Constituição da Republica para ricos.
Um estado social do Norte de Europa, sustentado por uma economia do Norte de África.
Será que estes todos poderosos ´´iluminati'' não se dão conta que: 1º só há estado social se houver dinheiro, só há estado social se houver economia que o sustente. que o estado social que temos tem sido financiado por endividamento e não por crescimento e criação de riqueza, e que quem nos empresta o guito para mantermos este nível de despesa só está disposto a continuar a fazê-lo se lhe dermos garantias de que vamos conseguir pagar. 2º ao defender de forma tão intransigente este estado social, o que se arriscam a fazer é acabar com toda e qualquer forma de estado social de forma definitiva, em vez de ter um estado social mais pequenino e de acordo com as nossas possibilidades ( NOSSAS, DO ESTADO, NÃO DOS CIDADÃOS. O que o Primeiro Ministro queria dizer com ''temos vivido acima das nossas possibilidades'' era nós estado, não os cidadãos em particular, mas dá jeito a muita gente que isso seja convenientemente deturpado).
Esta constituição tem 40 anos. nessa altura ainda um certo homem não tinha sequer sonhado que um dia todo e qualquer cidadão teria o seu próprio computador pessoal em casa. metade na população portuguesa ainda andava de burro e a pé e de bicicleta. Foi redigida num contexto sócio-económico que desapareceu por completo.
Foi a base da hipoteca económica que se fez ás gerações futuras, gerações essas, que por casmurrice e umbiguismo de certos confortavelmente aposentados, lhes vêem recusado o direito de terem uma constituição adaptada á realidade que vivem actualmente, e cujas dificuldades e desafios que enfrentam não estão previstos nesta constituição caduca e obsoleta onde toda e qualquer forma de progresso e desenvolvimento sustentado esbarra.
quarta-feira, 24 de outubro de 2012
Por entre o perfume de rosas E as sombras das oliveiras
É nesse sorriso
lindo
Que nasce a
esperança
Nele vai a vida, vai
parindo
Toda a nossa
confiança
Por entre o perfume
de rosas
E as sombras das
oliveiras
Por entre bonecas e
prosas
Inventas tuas
brincadeiras
É apenas uma brisa
De pétalas douradas
Por entre nuvens
desliza
Nesta calma
madrugada
Neste calmo sono
Recordo os momentos
Aprendo, mas não sei
como
A construir estes
tormentos
É desse sorriso,
lindo
Que cresce a
esperança
Dele a vida vai
parindo
Toda a tua confiança
Por entra a brisa
das flores
E do vento das
árvores
Perguntas teus
temores
Por duvidas e amores
Explico a onde fores
Que não há mais bela
dor
Que tu meu Amor
quinta-feira, 18 de outubro de 2012
Jornalismo ou lambecuzismo?
Os jornalistas estão em greve e
em protesto.
Dizem que sem jornalismo, não há democracia. Eu corrijo. Sem jornalismo livre, sério e independente não há democracia.
Este jornalismo que temos, não nos faz falta nenhuma, porque tem sido conivente daa morte lenta e anunciada da nossa jovem democracia. Eu explico:
A noticia desta semana, logo a seguir ao anuncio do orçamento de estado que há uma semana que toda a gente sabia o que continha, é um acordo histórico entre o Ministério da Saúde e o Sindicato independente dos Médicos. Falou-se no assunto de raspão, nem aberturas de jornais, nem primeiras paginas nem letras garrafais, nada. Os jornalistas preferem ir para a rua entrevistar pessoas, preferem tornar-se eles próprios em analistas e comentadores. Chegam mesmo ao ponto de quando entrevistam um Primeiro Ministro ou um Ministro dizerem na formulação das perguntas ''...Mas eu Penso que...''. um jornalista enquanto tal, é isento, imparcial e como tal não tem nem deve expressar opinião. Deve sim informar o seu publico, seja contra ou a favor, goste ou não da informação que passa.
Dizem que sem jornalismo, não há democracia. Eu corrijo. Sem jornalismo livre, sério e independente não há democracia.
Este jornalismo que temos, não nos faz falta nenhuma, porque tem sido conivente daa morte lenta e anunciada da nossa jovem democracia. Eu explico:
A noticia desta semana, logo a seguir ao anuncio do orçamento de estado que há uma semana que toda a gente sabia o que continha, é um acordo histórico entre o Ministério da Saúde e o Sindicato independente dos Médicos. Falou-se no assunto de raspão, nem aberturas de jornais, nem primeiras paginas nem letras garrafais, nada. Os jornalistas preferem ir para a rua entrevistar pessoas, preferem tornar-se eles próprios em analistas e comentadores. Chegam mesmo ao ponto de quando entrevistam um Primeiro Ministro ou um Ministro dizerem na formulação das perguntas ''...Mas eu Penso que...''. um jornalista enquanto tal, é isento, imparcial e como tal não tem nem deve expressar opinião. Deve sim informar o seu publico, seja contra ou a favor, goste ou não da informação que passa.
No programa prós e contras do passado dia 15, Um Luso Brasileiro diz umas quantas
verdades incomodas. Vê-se um ''ilustre'' deputado e vice presidente da bancada
parlamentar do PSD fazer o sinal de ''Corta'' para os bastidores. Ficava bem á
Fátima Campos Ferreira, perguntar qual o incomodo do senhor deputado.
O Jornalismo em Portugal há já muito tempo que vendeu a sua alma aos senhores do templo. Por troca de umas migalhas e algum protagonismo e mediatismo. Agora dizem que estão mal e queixam-se, pois, é normal que assim seja. Vão agora pedir a quem se venderam que lhes resolva o seu problema??? Não me parece.
Quando deixarem de confundir de forma propositada informação com noticia, quando deixarem de se vergar ao poder dos corruptos em vez de fomentarem o poder da palavra e da informação objectiva, clara e imparcial, então aí sim sejam algo indispensável á democracia. Agora, não passam de mais uns badamecos vendidos ao poder de quem lambem o cuzinho.
sexta-feira, 5 de outubro de 2012
Ser ou não ser Português! Eis a Questão
RECEITA
Ameijoas vietnamitas a 1.49 KG
Lombos de Tamboril limpo a 4.69 KG
Vinho Verde Muralhas 0,75l 12ºV 2.79
(AINDA DIZEM QUE A VIDA ESTÁ CARA?!!!)
Congelador no máximo. Colocar lá dentro a garrafa.
Paellador no máximo.
Azeite, cebola, alho, louro, Orgãos frescos, tomilho, fresco, salva fresca, alecrim fresco.
Alourar.
colocar as ameijoas..
Regar com 1/2 cerveja.
Colocar os lombos por cima.
uma pitada de sal por cima.
colocar o texto.
enquanto as ditas abrem.... umas tiras de presunto, de chouriço, e pão caseiros daqueles que a grande maioria de vocês nem tão pouco sonham.
entretanto o verde tá fresquinho.
Até aqui ao som de Tony Joe With ''Polk Salled Any'', ''Huuuummmmmmm''
liga-se a TV.
Hoje é 5 de Outubro.
Ouvem-se os primeiros acordes da Portuguesa.
Apesar de me estar simplesmente a foder para tudo, é inevitável aquele arrepio na ''espinha''.
ISTO É SER PORTUGUÊS?
Vou ali podar e envasar 3 Juniperus e 2 Escalonas!
venho já!!
Ameijoas vietnamitas a 1.49 KG
Lombos de Tamboril limpo a 4.69 KG
Vinho Verde Muralhas 0,75l 12ºV 2.79
(AINDA DIZEM QUE A VIDA ESTÁ CARA?!!!)
Congelador no máximo. Colocar lá dentro a garrafa.
Paellador no máximo.
Azeite, cebola, alho, louro, Orgãos frescos, tomilho, fresco, salva fresca, alecrim fresco.
Alourar.
colocar as ameijoas..
Regar com 1/2 cerveja.
Colocar os lombos por cima.
uma pitada de sal por cima.
colocar o texto.
enquanto as ditas abrem.... umas tiras de presunto, de chouriço, e pão caseiros daqueles que a grande maioria de vocês nem tão pouco sonham.
entretanto o verde tá fresquinho.
Até aqui ao som de Tony Joe With ''Polk Salled Any'', ''Huuuummmmmmm''
liga-se a TV.
Hoje é 5 de Outubro.
Ouvem-se os primeiros acordes da Portuguesa.
Apesar de me estar simplesmente a foder para tudo, é inevitável aquele arrepio na ''espinha''.
ISTO É SER PORTUGUÊS?
Vou ali podar e envasar 3 Juniperus e 2 Escalonas!
venho já!!
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