quinta-feira, 30 de junho de 2011

Duas Primaveras!

Com a brisa da manha
Veio o cansaço maternal
E chegou a talismã
Lá dos lados do choupal
  

E chegas-te assim
Como quem não quer nada
Em silêncio, numa brisa do Mondego
Lá para os lados do choupal
Sorris-te, olhas-te para mim
Sentis-te a carícia dada
Do ser que protejo
Num abraço fraternal.

Dois anos passaram
Desde essa madrugada
Fresca, num quente dia de verão
Lá para os lados do choupal
Muitas vidas mudaram
Assim, como quem não quer nada
Foram abraços que protegerão
Num carinho fraternal.

Com receio de dormir
Com medo de não acordar
Canto uma música para ti
Para ajudar a sossegar
Damos passinhos de florir
Dois a dois, de par em par
Não te deixo cair a ti
Mas estou aqui para te levantar.

Um dia de cada vez
Vivemos na saudade
Já a vida é tramada
Desde a madrugada do choupal
Mas beijo a tua tez
Com muita, e toda amizade
Pois a vida é tramada
Depois da brisa do choupal.

As vidas passam
Por nós a correr
Mas nós a caminhar
Apenas de mão dada
As nossas almas se tocam
Não há nada a temer
A vida vamos partilhar
Apenas de mão dada

De mãos dadas a tocar
De cada um a vida
A alegria de sentir
Tal amor monumental
Por isso vamos trabalhar
A alegria sentida
O bom momento há-de vir
Lá dos lados do choupal

Desculpa o tosco da rima
Estou apenas a trabalhar
Mas é muito grande a estima
Estou apenas, a aprender a voar

quarta-feira, 29 de junho de 2011

A loja do Amor!

E eis que um dia deste ao caminhar pelos blogs, me dou com esta mensagem:


Se eu algum dia tivesse feito uma lista sobre as características do homem ideal...Seria mais ou menos assim e sem qualquer ordem em particular: - Medianamente atraente.- Alto. Muito alto.- Que saiba tocar com delicadeza.- Que tenha barba.- Que não roa as unhas.- Cavalheiro.- Sensível.- Capaz de marcar a sua posição perante a concorrência mas sem fazer cenas.- Gostar de cinema.- Gostar de música.- Gostar de passar um serão com os amigos de volta de uma mesa com um jogo inteligente.- Que seja capaz de cativar os meus amigos falando-lhes de coisas que a eles lhe interessem mesmo que a mim não me digam nada.- Que goste de crianças e respeite os idosos.- Que saiba e goste de cozinhar.- Que goste de estar horas na conversa.- Que tenha sentido de humor e me faça rir.- Que flirt.- Que me consiga tirar o chão de debaixo dos pés.- Que tenha ideias próprias.- Que seja um bom amante.- Que goste de mar.- Que não use meias brancas.- Que não tenha a unhaca comprida.- Que não use os oculos de sol na testa (ou no boné).- Que não traga pendurado ao pescoço um cordão com a bela unha de javali.- Que não tenha nenhum relacionamento com outra pessoa. - Que não faça depilação.Pois, eu sei. Mesmo que eu procurasse com uma candeia acesa... Isto não existe, pois não?
    Não minha querida, lamento mas não existe mesmo. É impressionante a confusão que grassa pela cabeça de certas pessoas. Compreendo que é grande a ânsia das pessoas de amar e de ser amadas, mas o que me mete mais confusão é o facto de reparar que as pessoas querem voar, mas esquecem-se que não têm asas, quanto muito podem-se atirar de um penhasco ou de um prédio, mas até chamar a isso voar.
    Começo no entanto a compreender porque cada vez mais as relações entre as pessoas duram menos. Faz-se uma lista de compras, vai-se à loja e compra-se, depois chega-se a casa tira-se da embalagem, rasga-se numa pressa desenfreada, experimenta-se e volta-se a experimentar até à exaustão, e depois fica-se um pouco enjoado do brinquedo, afinal não gosto, mas agora já não tem garantia, vai para o lixo.
    Ora isto não tem nada a ver com amor, nem com amizade, e certamente não leva á felicidade.
    Primeiro que tudo há que entender uma coisa. Ninguém dá nada sem receber nada em troca.
    Este tipo de atitude pressupõe por parte de quem a toma, que não está disposta a dar nada mas a exigir tudo. Imaginemos que esta pessoa até encontra alguém que reúne todos os requisitos, mas se não estiver disposta a dar algo em troca à outra pessoa, no fundo, a cumprir ela também com os requisitos da outra pessoa, tem o falhanço da relação como muito provável.
    Este tipo de atitude faz pensar que as pessoas pensam tudo poder comprar, até mesmo a felicidade por que tanto anseiam. Não sabem no entanto, que a felicidade não está na perfeição do objecto do nosso desejo, mas sim, na serenidade da nossa própria personalidade, no sabermo-nos aceitar a nós próprios, e aceitar os outros como a nós  próprios.
    Não interessa para nada se tu és como eu ou muito diferente de mim, se temos os mesmos gostos e pensamentos. Não interessa o que podes obter ou dar numa relação. O que interessa verdadeiramente, é se se está disposto a aceitar e partilhar duas vidas numa só.
    Para ter uma grande relação não precisamos de duas grandes personalidades, precisamos sim de duas personalidades, grandes ou pequenas, que estejam disposta a construir juntas algo em que acreditem.
    Olho para esta lista, e em 27 items, eu próprio reúno 26, mas tenho a certeza que nunca seria capaz de aturar tamanha prepotência, tamanho orgulho, tamanha ignorância, tamanho preconceito, no fundo tamanhas parvoíce e estupidez.

domingo, 19 de junho de 2011

Guerra ideológica? Ou os Tolinhos da política?

UM UPER-CUT DE ESQUERDA E UM GANCHO DE DIREITA, E O SOCIALISMO FICOU SEM OS DENTES!

    Confesso que às vezes fico confuso, e tenho de parar, para respirar fundo, beber um copo de água, e às vezes mesmo um cigarro. Sinceramente, já não sei o que é ser de direita ou de esquerda, se é que alguma vez soube, e se pensar que pelo meio ainda há a social-democracia e o socialismo. Uns dizem que são de direita os segundos dizem ser de esquerda. Ah, e já me esquecia, ainda temos os democratas cristãos, os revolucionários, os nacionalistas, trotskistas, ecologistas, macrobiotistas e o raio que os parta a todos.
    Eu, Américo Da Conceição Varatojo, defendo a economia de mercado com iniciativa privada, defendo uma intervenção estatal somente no que diz respeito à função reguladora e fiscalizadora do estado, da segurança pública e da defesa do território e da soberania. Sou contra o aborto mas defendo que quem o quiser fazer o possa fazer livremente assumindo todas as suas responsabilidades inerentes, mas sem que eu o tenha de pagar com os meus impostos, defendo que as bebidas alcoólicas devam ser legais assim como o tabaco, então as outras drogas também o devem ser. Nunca ninguém conseguiu nem vai conseguir acabar com a prostituição, então porque não se legaliza e se dá condições de trabalho e de higiene a todas e todos os que vivem desse e nesse mundo?
    Não se pode pertencer a um partido democrata cristão, logo de direita ou extrema-direita, se se for ateu. Os ateus são sempre de esquerda. Não se pode ser de direita e ser a favor do aborto. Se defendes o aborto és de esquerda. Não se pode defender as privatizações das empresas estatais e ser de esquerda, mesmo que seja a favor do aumento do salário mínimo. Não se pode defender uma economia liberalizada e ser do partido os verdes, porque estes são contra tudo e todos. Também não se pode usar rastas e defender a participação na NATO. Assim como também não fica bem usar sapatos de ‘’vela’’ com uma t-shirt do Cheguevara. Não se pode ser de esquerda e ser contra a emigração ilegal.
    Tudo isto sem falar de comunismo e fascismo, porque isso eu não sei o que é nem nunca soube, e noventa por cento dos que usam esses termos também não sabem, porque nunca viveram na Rússia nem no Chile, Alemanha ou Itália da primeira metade do século X. se me dizem que o Prof. Salazar era fascista então eu pergunto, e o Sócrates é o quê? Se o Carlos Carvalhas é comunista, então o Portas é o quê?
    Esta sociedade portuguesa parece um molho de gatos dentro de um saco. Andam todos à bulha uns aos outros sem saberem o que querem, de onde vêm e muito menos para onde vão. Acham sinceramente que faz algum sentido estas disputas pseudo-ideologicas, que os leva a todos à completa ausência de razão? Desde quando é que só defende a cultura quem é de esquerda? Desde quando a direita não se pode preocupar com o ambiente?
     Acho que deviam por os olhos em sociedades mais avançadas que nós, e não estou a falar de défice ou de balança comercial e muito menos de PIB ou poder de compra. Estou a falar de civismo, onde as pessoas se preocupam com a sociedade onde vivem e participam dela. Onde cada um varre o passeio em frente da sua casa, onde se espalha comida no inverno para os passaritos não morrerem de fome, em Portugal matam-nos, agora até os melros já são espécie cinegética, onde as pessoas apanham frutos silvestres para fazerem compotas e chás, onde se fazem feiras de roupa usada, onde cada um separa o seu lixo, onde as pessoas se respeitam aceitam como diferentes que são, e onde ninguém impõe as suas ideologias ou convicções aos outros sem no entanto deixar de as defender educadamente. Se não gosto de touradas, que direito tenho de as proibir a quem gosta? Também não gostava que me proibissem de ver 25 palhaços a correr atrás de uma bola durante hora e meia. Eu não sou a favor do aborto, mas que direito tenho eu de proibir quem os quer fazer? Sou a favor de uma alimentação vegetariana, mas isso não significa que proíba os leões de comer carne, nem obrigue as couves a comer sapos.
    Acho que isto sim é ser liberal, defender uma sociedade onde todos somos igualmente diferentes e nos sabemos aceitar educadamente. Ser liberal está longe de se ser de ‘’direita’’, onde se defende o poder do capital económico e se oprime os trabalhadores desgraçados. Num mundo liberal, patrões e trabalhadores sabem se respeitar mutuamente, porque todos compreendem, aceitam e respeitam a sua posição dentro da sociedade. O problema está quando não aceitamos que somos igualmente diferentes, e que há pessoas com capacidades diferentes e com ambições diferentes, como tal tem de desempenhar funções diferentes dentro da sociedade. Um estado liberal, é um estado onde as leis são simples e funcionais, que deixam espaço a cada cidadão para ser igual a si mesmo, sem que o estado interfira na sua liberdade do direito de decidir sobre a sua própria vida sem prejuízo das dos outros.
    E dizem vocês que tudo isto é muito bonito, mas igualmente utópico. E digo eu que nada é utópico até pelo menos não se tentar. Quando Copérnico disse que era a terra que se movimentava em volta do sol, mandaram-no para a fogueira. Mas quem é que tinha razão afinal? Alguém diria à 200 anos atrás que as mulheres podiam votar? Ou que a escravatura ia acabar?
    É mais que tempo de ganharmos juízo e acabarmos o que D. Afonso Henriques começou. Uma verdadeira nação que tenha muito mais que fronteiras, que tenha horizontes, objectivos, ambições, e acima de tudo que se saiba dar ao respeito, porque com estas mentalidades e esta visão, não vamos longe!

quinta-feira, 16 de junho de 2011

A festa dos Vizinhos

     No outro dia fui convidado para um acontecimento deveres original. Num pacato bairro dos arredores de  Paris, fui convidado para participar num evento chamado ‘’a festa dos vizinhos’’.
     Ora no dito bairro, e pelo que me apercebi em outros da mesma região, a autarquia local permite aos moradores de cada rua, fecharem a rua uma vez por ano ao trânsito, mas estes vizinhos fizeram mais, juntaram-se os moradores de varias ruas e assim já podem fazer umas quantas festas a mais.
Pela manha, os serviços da câmara vem fechar a rua com os devidos sinais e grades, e a partir daí e até cerca das 9 ou 10 da noite, a rua está completamente e exclusivamente por conta dos seus respectivos moradores. Trazem mesas, chapéus-de-sol, grelhadores, cadeiras, entradas, bebidas, carne, peixe, queijo, sobremesas, e acima de tudo, boa disposição.As crianças podem andar de bicicleta, patins, jogam à bola,fazem os mais variados jogos e brincadeiras, e tornam um bairro citadino numa autentica aldeia onde se ouvem os gritos da pequenada de manha até à noite.
Trata-se realmente de uma grande ideia para revitalizar estes dormitórios modernos onde as pessoas durante quase todo o ano nem sequer se cruzam e quando o fazem, não há mais tempo do que para um rápido bom dia ou boa tarde, onde a tradição de que os nossos vizinhos são a nossa família, se perdeu por completo. Mas acima de tudo o que mais gostei de ver foi a total ausência de complexos ou preconceitos snobistas tão vulgares no povo franco, onde toda a gente envergou as suas vestes mais simples, casuais e descontraídas que lhes foi possível, desempenaram os seus narizes normalmente empinados, e saíram para a rua com a única preocupação de que  o céu se pudesse desabar numa tremenda trovoada, coisa que aliás aconteceu 5 minutos após o fim da festa.
     Ficamos a conhecer o modo de vida de vidas tão diferentes das nossas, partilhamos experiencias e conhecemos pessoas de verdade, e não aquelas amostras virtuais e enlatadas cada vez mais na moda hoje em dia. Fiquei a conhecer a nova forma dos jovens do sexo masculino se cumprimentarem por terras francas, com dois beijos, importando assim uma tradição de outras paragens mais orientais, e a propósito, e uma vez que os tugas gostam de importar também eles tudo o que é estrangeiro, estou curioso de saber quanto tempo vai demorar a moda a chegar por terras lusas, talvez comece já depois do próximo mês de Agosto.
     Claro que no outro dia de manha vamos voltar a cruzar com as mesmas pessoas, e com a mesma pressa habitual, mas pelo menos vai haver um sorriso certamente diferente, e saberemos que se trata de um vizinho e não de um ladrão. 
    

quinta-feira, 9 de junho de 2011

Filha! ÉS Tu

      Filha,
      Muitas coisas já vi
      Se alguma vez vi uma coisa boa,
Filha, foste tu
Muitas coisas eu já tive
Se alguma vez tive um sonho bom,
Filha, foste tu
Não há mais nada que eu queira fazer
Que passar o meu tempo amando-te
Se alguma vez vi uma coisa bonita
Filha, foste tu
Dizem que uma vez na vida
Encontras a tal pessoa
Que fica sempre a teu lado
      Não interessa aonde vás
Mas eu sei que deve ser verdade
Porque Filha, eu encontrei-te
Se alguma vez tive uma coisa boa
Filha, foste tu
Sabes que toda a gente precisa
De alguém para amar
Porque é uma longa e solitária caminhada
Mas eu não sei o que faria
Se Filha,... não te tivesse a ti
Porque é uma longa e solitária estrada
Para fazer sozinho
Se alguma vez vi uma coisa boa
Filha, foste tu
Se alguma vez tive uma coisa boa
Filha, foste tu.
Pela vida passamos
Umas vezes juntos, outras separados
E caminhando vamos de mãos dadas
Ou mesmo ao colo
Ou mesmo às cavalitas
Filha, foste tu
Foste tu que me abristes os olhos
Para a realidade nua e crua
Filha, foste tu
Despertaste em mim o valor das coisas
Apagas-te o seu preço
Filha,foste tu
Sinto,respiro o teu nome
Que é meu também
Por montes e vales
Por planícies intermináveis
Vou procurar por ti
Te ensinarei a caminhar
Porque a mim, já tu ensinas-te
Que o bem e o mal
Também eles caminham
De mãos dadas, amigos inseparáveis
Filha, foste tu
Foste tu que me abristes os olhos
Para a maior riqueza da vida
A propria vida
Porque Filha, foste tu
Filha, foste tu.

sábado, 4 de junho de 2011

CAMPANHA ELEITORAL, REFLEXÃO

    E pronto acabou a campanha eleitoral, agora só voltamos a ter companha na próxima segunda feira, mas de uma forma diferente. Acabou a hora do engate, segunda-feira passamos aos primeiros tempos de casado. É só amor para aqui amor para acolá, queridinho e fofinho, abraços carícias beijinhos e leves suspiros. Os ‘’desaparece-me da frente’’ ou o ‘’não me chateies c…….’’, esses vêm mais tarde lá para Setembro ou Outubro quando chegarmos á discussão do próximo orçamento de estado. Aí, até já aparecem as insinuações á sogra, á família e aos amigos, deixam de sair juntos ao domingo á tarde e passam a sair sozinhos á sexta á noite, ela vai ‘’beber café com as amigas’’ ele vai ‘’ver a bola com os amigos’’.
    Como sempre, há coisas na política portuguesa que nunca mudam, houve coisas que me surpreenderam e outras nem por isso, outras ainda, assim assim. Claro que temos de ter a noção que aqueles sujeitos afinal não passam de políticos, essa classe ostracizada pela sociedade coitadinhos.
     Assistiu-se como previsto por parte do bloco de esquerda e do partido socialista ao habitual abaixamento do nível, politico, ético e moral. Demagogia barata aos pontapés servida com insultos rançosos, e como sobremesa, um certificado de incapacidade intelectual a todos os portugueses que neles acreditam, nem o novas oportunidades fez melhor.
    O partido comunista manteve-se na mesma. Manteve o cerimonial e a tradição ao bom estilo marxista que vive em mundo capitalista. Ainda não ouviu falar em cd, ipod ou mp3. Continua a gravar em cassetes de fita de carbono analógica e delicia-se ou som da internacional em disco de 78 rotações. Arruadas sardinhadas, bifinhos com cogumelos e batatas fritas cozidas em óleo, abaixo os capitalistas e acima os coitadinhos, vamos nacionalizar o Belmiro de Azevedo que o Champalimaud já morreu e nunca lhe ouvi gabar a fundação, ( oxalá nunca nenhum comunista venha a sofrer de cancro e que a dita fundação lhe venha a prestar auxilio), ganhou o prémio do mais desejado pelas fêmeas, não conseguiu no entanto ganhar o prémio do mais charmante, ficando esse para o pseudo-engenheiro. Curioso ter ouvido o secretario geral do PCP, digo da CDU, a falar e a usar o termo espoliados. Normalmente esse era um termo e um tema exclusivo do CDS, mas desta vez não, foram mesmo os comunas que espoliaram mais de milhão e meio de portugueses das suas vidas dos seus pertences e dos seus lares sem nunca os indemnizar com o pretexto que andavam a cavalo nos pretos, como se os pretos coitados fossem cavalos, que vieram com esse termo de novo á rua numa campanha, se bem que desconfio não fosse no contexto que eu gostava que fosse.
    Troca de papéis houve também no CDS, digo, no CDS-PP, perdoem-me, não me consigo adaptar a estas modernices, dizia eu, o CDS-PP, desta vez até andou de cravos vermelhos na mão, lá está, em troca de papéis com o PCP, digo da CDU, tanto mais que houve vezes em que tive de esfregar os olhos com o discurso de esquerda do Paulo Portas, seja lá isso o que for. Devo dizer no entanto que foi durante toda a campanha, quem teve o discurso mais coerente, mais directo, mais afastado das polémicas e das birrinhas de garotos, não respondeu a provocações, levando desta forma até ao fim uma mensagem de respeito pelo eleitorado, usou mas não abusou da demagogia, pareceu-me realista, preocupando-se com a sua casa, não se deixando arrastar para a multidão pelas investidas dos adversários.
    Do bloco de esquerda nem vou falar mais, desprezo nem os cães o querem, e aqueles não param de ladrar, …da-seeeeeee que já me dói a cabeça, nada de confiança a esta gente, mas do Socras no entanto não resisto, não é que ele mereça mais atenção que os desvacinados, mas acho que é lamentável e nojenta a forma como aquele palhaço baixou o nível do discurso político, e atenção que disse discurso e não debate, porque isso ele recusou-se terminantemente a fazer. Quando não era ele, era um qualquer outro boy pau mandado tipo Silva Pereira, Santos Silva ( cão de caça, até me admiro como o tipo não está no be), deve ser um pouco mais inteligente coitado),  e o degenerado Basílio Horta que anda também ali pelo rato a apanhar umas migalhinhas, Helena André, e essa vedeta humorística da vida política portuguesa, analista dos dados do desemprego segundo decreto do sr. ‘’engenheiro’’, Valter Lemos, que cromos. Achei curiosa a atitude de Luís Amado, o nosso amado conterrâneo, pôs-se ao fresco, calou-se, saiu de mansinho, e, ou muito me engano, ou poderá surgir como o sucessor do Pinóquio, e sinceramente, com o devido desconto de opinião que tenho por qualquer socialista, quer me parecer que pode ser alguém capaz e trazer serenidade  e bom senso ao PS, e alguém disposto a colaborar a bem do interesse nacional com um governo mais que provável vindo da direita como tudo leva a crer.
    Quanto a Passos Coelho, começou mal, muito mal, parecia até que era a primeira vez que ia ás meninas. Mas recuperou a pouco e pouco, ainda andou ali uns dias a entrar no jogo de troca de insultos com o Pinóquio, mas acordou a tempo, e em meu entender bem. Começou a marcar a agenda política do dia, elevou-se ao estatuto que pretende alcançar, mostrando-se no entanto um pouco indeciso se devia combater mais na frente da esquerda ou da direita, visto que, apesar da promessa anteriormente feita ao Portas de que o levaria para o governo, este não lhe deu descanso nem sossego durante toda a campanha, e a meu ver bem, porque se bem que seja a favor de governos de coligação, não sou a favor de muletas, e como o Passos Coelho tinha dito ao Sócrates, também acho que o Portas não deve ser muleta do PSD. Gostei de ouvir o Passos a falar de alterar a lei da greve, não gostei de o não ter ouvido a falar da reforma da justiça, e falou muito pouco da reforma para a educação, gostei do ouvir dizer que não levava os boys do PSD para o governo mas não creio sinceramente que vá governar com os do PS. Áh! Gostei de o não ter ouvido falar á Santana Lopes, ao soletrar PPD-PSD, mantendo-se pelo PSD. Gostei de o ver a apanhar cerejas de mangas arregaçadas, mas mesmo assim, não me parece que seja o estadista que Portugal precisa, muito embora seja de longe o melhor candidato a Primeiro-ministro. Mesmo assim, não me sinto motivado a votar PSD, estou farto e cansado de dar benefícios da duvida, nunca fui capaz de votar PSD e ainda não vai ser desta, porque Passos Coelho, para além de ter que dar a volta ao País, tem de dar a volta ao partido, que neste momento se encontra num frenesim frenético, (quem conhece o meu cão Nero quando está impaciente para que eu lhe faça umas festinhas sabe do que falo), e sedento de poder, e vamos a ver o que acontece quando Passos coelho lhes disser ‘’ - meus amigos, vocês foram fantásticos a abanar bandeiras, muito obrigado, mas agora vou dar o tacho aos melhores, porque vocês são uns incompetentes, muito obrigado’’.
    Uma palavra para aquele partidos pequenininhos, os micro e piquinininhos partidos, cheios de boa vontade a explorar nichos de mercado eleitoral, mas, coitadinhos, com todo o respeito que me merecem não posso deixar de dizer, - o PAN acha que se deve impor uma dieta vegetariana como forma de defender o ambiente. Deixem-me rir, mas rir mesmo às gargalhadas e a rebolar no chão com a pança cheia de carninhas grelhadas, estufadas, cozidas, assadas, marinadas, cruas, secas e fumadas, até não poder mais. Meus senhores, os vegetais também são seres vivos, estão na base de toda e qualquer cadeia alimentar, e fazem tanta ou mais falta aos ecossistemas como qualquer ursinho queridinho e fofinho em vias de extinção, e também têm sentimentos, pelo menos as minhas plantas adoram musica de Mozart e discursos do Fidel Castro, além do mais cada um come o que quer, e quem defende os animaizinhos são uns frustrados que não percebem nada de grêlos. Viva os alhos e as couves, com grêlos claro…
    Por último, que a conversa já vai chata e aborrecida, um reparo ao senhor do PCTP-MRPP PUM PUM. Garcia Pereira. Eu, que antes da campanha eleitoral começar, lhe dava razão quando se queixava de não darem igualdade de oportunidades aos partidos sem acento parlamentar, e até já começava a simpatizar com o dito senhor, que muito tem lutado pelas suas ideias, quer se concorde ou não com elas, e que tem concorrido a tudo quanto é eleição autárquica, legislativas, presidenciais e europeias, achando mesmo que só pelo esforço e dedicação já merecia ser eleito a deputado. Então não é que o individuo vai a tribunal, mete uma providencia cautelar para ter direito de acesso a debates televisivos em pé de igualdade para todos os partidos, o Tribunal dá-lhe razão, e depois o sujeito não aparece nos debates, para o raio que o parta todo, que eu não lhe quero insultar a mãe. E depois ainda vêm dizer que a esquerda é de confiança?? Palhaços.
    Devo apelar ao voto no fim de tudo, todos temos as nossas ideias, ou deveríamos ter, todos devemos votar, votem como quiserem, mas votem, não entreguem a vossa decisão a mais ninguém, e lembrem-se que quem não vota não tem moral para criticar, porque disse claramente que o que os outros fizerem está bem feito.
Votem em consciência, VOTEM COMO QUISEREM, MAS VOTEM.

terça-feira, 31 de maio de 2011

O espaço que se segue é da exclusiva responsabilidade de uma instituição parva, e não interveniente

    Acabei de ouvir o tempo de antena dos partidos políticos que se candidatam á Assembleia da República, e confesso meus amigos e meus inimigos que me senti drogado, pedrado, com uma curte e uma tripe de uma macedónia de cerca de 17 drogas diferentes, em que cada uma delas me provocou uma tripe diferente, mas como sempre, e devido ao meu bom senso e capacidade de me manter independente de influências nefastas, não me senti dependente de nenhuma delas.
    De todas elas a que mais prazer me deu, foi a droga do PS. Elevou-me aos céus, fez-me passear pelas nuvens, fez-me reviver os meus mais belos sonhos de criança ingénua e inocente, fez-me sentir  que vivo num país onde todas as pessoas sem excepção, passam a vida numa praia de areia branca e palmeiras de fundo, com ondas de trinta centímetros e temperaturas de 25 graus, com ninfas morenas a passar com batidos de frutas e carícias sensuais, fez-me sentir que vivemos num país com o poder de compra dos Noruegueses e o nível de vida dos Canadianos. E foi uma curte, um prazer quase orgásmico, fez-me sentir um verdadeiro cidadão que tem tudo o que quer do estado sem sequer ter de pagar impostos, e que os senhores da oposição são todos uns malandros e uns bandidos, quais demónios que se elevaram do Hades, para atormentar a vidinha calma e pacifica dos deuses que na tranquilidade das suas nuvens tocam harpa, bebem vinho e comem deliciosas iguarias deitados em seus canapés de ouro, e eis que de repente acordo assustado e a transpirar com o ladrar alvoraçado do tempo de antena do bloco de esquerda e da sua matilha de cães por vacinar que se babam e espumam e lutam contra a corrente apertada ao pescoço que lhes corta a respiração, sim, essas ideias retrógradas que estiveram anos e anos em compostagem, esses ideais dos finais do século XIX, e princípios do século XX, que já cheiram mal e que azedam tudo em que tocam, mas, com uma pequena inovação, uma inovação importada dos tempos da antiga Roma, em que o mestre Cícero, ao pé destes seus alunos parece um anjinho, demagogia, muita e aos molhos, sem espinhas nem vergonha. Eles ladram, eles rosnam, eles arreganham os dentes, eles espumam, eles babam-se, eles rasgam a terra com as unhas, e a poeira é muita e o alvoroço é total, contra tudo e contra todos, com muita acentuação dos RRRRRRss, eles coçam as pulgas e as carraças e cagam lombrigas, sacodem as orelhas e só não mordem em toda a gente porque afinal vivem num mundo virtual. E quando pensava que já não conseguia dormir, eis que aparece para minha salvação o tempo de antena do PCP, digo da CDU
    -Camaradas!.....zzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzz.
    E durmo, e sonho, com um país que é o meu, mas que não reconheço, estive fora demasiado tempo, este meu país ficou velho, decrépito, careca e sem dentes, marreco e coxo, cambado das orelhas, e só me resta mesmo é sonhar, sonhar com o dia em que este nobre povo saiba pensar e decidir, saiba ouvir e falar, que saiba rir de si próprio e chorar pelos outros.

sexta-feira, 27 de maio de 2011

O clube dos portugueses mortos

    É frequente, enquanto se viaja pelas redes sociais, encontrar nos perfis pessoais dos inscritos, algumas frases ou citações com que as pessoas se identificam, ou que escolhem como lema de vida, ou ainda em virtude de simples  hipocrisia que enche de moléstia muita gente destas sociedades, apenas porque parece bem. Reparei que uma das citações mais usadas,  é uma frase em latim ou a sua tradução em português usada no filme ‘’o clube dos poetas mortos’’, ‘’carpem dium’’, frequentemente traduzido por, ‘’aproveita o dia’’.
    Acho que isto pode ser um objecto de reflexão interessante, uma vez que revela um pouco da sociedade que temos, e do nível de informação e de esclarecimento intelectual que grassa por este país. A frase ‘’aproveita o dia’’ revela todo o potencial de uma sociedade terceiro mundista, pouco alfabetizada, ignorante, pouco informada e nada esclarecida acerca da realidade, e porque? Porque revela que as pessoas acham tal como em países do terceiro mundo e pouco evoluídos, que se deve viver o dia de hoje como se o amanha não existisse, tanto por falta de ambição e de objectivos das pessoas, tanto por falta de confiança das pessoas no futuro do país, bem porque não fazemos a mínima ideia do que queremos do nosso futuro.
    Mas o mais interessante de tudo isto é o facto de em minha opinião, e é tão-somente a minha opinião, o facto de essa emblemática frase nem ser a mais interessante do filme, e muito menos a mais reveladora acerca da mensagem da história. Em minha opinião, o que marca mesmo o filme são cinco cenas em particular: a cena em que o professor diz aos alunos para rasgarem uma determinada página do livro e pouco depois lhes diz para subirem acima das mesas, e que olhem o mundo de uma outra perspectiva; a cena em que um aluno atira a prenda de aniversario que os pais lhe ofereceram pela varando abaixo; a cena em que o professor diz ao alunos para gritarem e soltarem o ‘’eu’’ que há em cada um deles; a cena em que o professor lhes diz para simplesmente andarem pela praça; e por fim a cena em que um certo aluno interpreta de forma maravilhosa uma peça de teatro, contra a vontade dos pais.
    É um filme que nos dá que pensar. Faz-nos pôr as coisas em causa, faz-nos questionar se o que temos tem mesmo de ser assim ou se podia ser de outra forma, ensina-nos o que são os fundamentos da Filosofia, as perguntas constantes e a procura incessante de respostas. Alerta-nos para o facto de não termos de nos conformar com tudo o que convencionalmente nos ensinam ou nos querem vender. Mas acima de tudo diz-nos claramente que a verdade está dentro de nós, e que quem não se conhece a si mesmo não pode nunca aspirar a conhecer seja o que for, que é a partir do ser que há dentro de cada um de nós, que podemos compreender os demais que nos rodeiam, que é conhecendo-nos a nós mesmos que seremos mais tolerantes e compreensivos com as outras pessoas.
    Diz-se que vivemos uma crise financeira internacional, mas acho que isso é apenas o que nos querem vender, e como sempre, a verdade não está no que nos querem vender mas no que nos querem ensinar. Hoje confunde-se muito o preço das coisas pelo valor das coisas. Hoje em dia tudo tem um preço, e todos conhecemos o preço das coisas, até porque a afixação das tabelas de preços são obrigatórias, mas por outro lado não é obrigatório o ensino e afixação dos valores éticos e morais que deveriam reger as nossas vidas. A crise financeira e económica que vivemos, não é senão o resultado de uma crise muito mais vasta e profunda, uma crise de identidade, e porquê? Porque não nos conhecemos a nós próprios, não sabemos quem somos, de onde vimos nem para onde vamos. O que sabemos melhor do que ninguém é inventar desculpas e atribuir culpas a toda a gente, o que não sabemos fazer no entanto, é ser auto-críticos, de forma a saber qual a nossa contribuição pessoal e colectiva para o estado, em que o estado se encontra.Não sabemos analisar as coisas de uma forma racional, objectiva e independente de complexos e preconceitos.
    Eu aconselharia as pessoas que mandam nesta brincadeirinha, a ensinarem as crianças a fazer quatro coisas fundamentais, quatro disciplinas básicas em todo o percurso escolar, a saber: Português, para que todas as pessoas deste país saibam falar e expressarem-se; Filosofia, para que todas as pessoas deste país saibam pensar por suas próprias cabeças sem comerem alegremente toda a merda que lhe põem à frente; Matemática, para que todas as pessoas saibam fazer contas de uma vez por todas sem se endividarem; Desporto, para que toda a gente saiba que nada se consegue sem esforço e sem sacrifício.
    Reparem que não é em países ricos em recursos naturais que se verificam os mais altos índices de qualidade de vida, mas sim nos países que mais e melhor educam os seus filhos.
    Pelo que vejo nesta época eleitoral, não me parece que todos estes problemas sejam resolvidos nos próximos anos, continuando a sociedade portuguesa a sofrer não por falta de emprego ou de dinheiro, mas por falta de educação. Mas desde que haja velas em Fátima, reality shows e novelas na TV, futebol super bock e tremoços, em vez de Filosofia, nada disto vai mudar, entretanto façam favor de aproveitar o dia.

sexta-feira, 15 de abril de 2011

4ª República Precisa-se

                                  A ilusão do FMI

     Finalmente chegou o FMI a Portugal, e mesmo que não houvesse mais nada para dizer acerca do assunto, já seria bastante o facto de estes senhores bem vestidos de óculos escuros e ar sério exercerem a sua profissão em Portugal pela terceira vez desde o 25 de Abril de 74, quase que me apetece dizer -merda para o 25 de Abril e para a Democracia e para os políticos que a gerem.
     Creio que já começa a ser tempo de mudar de vida, e creio que é tempo dos Portugueses abrirem os olhos de uma vez por todas, é que ao contrário do que muita gente possa eventualmente pensar, o FMI não vem cá para resolver os problemas do país, o que eles vêem cá fazer é apenas resolver um dos problemas da país, a saber: divida externa, tendo que para isso resolver um outro por inerência: buraco orçamental, passo a explicar. Portugal é membro da União Europeia bem como do FMI, e deve muito dinheiro a estes dois e aos seus membros, e como não estamos a ser capazes de pagar as nossas dívidas, eles mandam para cá alguém para dizer aos incompetentes dos políticos portugueses o que eles têm de fazer para resolver o problema das contas públicas a fim de que possamos pagar a quem devemos, e findo esse trabalho os ditos senhores vão-se embora, e não se irão embora por muito tempo se continuar-mos sem resolver os nossos problemas de fundo.
    É frequente ouvir alguns comentadores e analistas da nossa praça nomeadamente os mais próximos e colados à esquerda, de que a receita do FMI é sempre a mesma e que nenhum dos países por onde eles passaram ficou ou está melhor do que antes do FMI. Pois de certa forma têm razão, é que como já disse o FMI bem arranjando dinheiro e condições para que o país pague a quem deve dá o fora, cabendo depois a cada país fazer o seu trabalho de casa, e, no nosso caso, como não temos sabido arrumar a nossa casa os homens vem e voltam e voltam.
    Então o que é que é preciso fazer para que estes senhores não tenham que andar sempre a caminhar para Portugal? É preciso resolver problemas de fundo como por exemplo pôr a sociedade a funcionar de forma clara e esclarecida, é preciso dar cultura ao povo e ensina-los a pensar por suas próprias cabeças, para que assim saibam escolher convenientemente quem os governa melhor,é que se investe muito em cultura neste país mas apenas em cultura para umas certas elites a chamada cultura cara, se por acaso aparece um grupo de teatro amador o mais natural é morrer á fome e com falta de apoios. É preciso que saibamos tomar conta da nossa casa escolhendo políticos competentes e não uma corja de bandidos e vigaristas. É preciso definir uma orientação estratégica de futuro, temos de saber o que vamos fazer no futuro e vocacionar a economia para tal. Não é construir auto-estradas e aeroportos e tgv’s só por construir. O têxtil foi-se, o calçado vai-se aguentando mas fraquinho, a pedra foi-se, a cortiça foi-se, a agricultura acabou, a pesca já não existe, a siderurgia foi pelo mesmo caminho, nas exportações resta o papel e pouco mais, o cimento é para consumo interno e se não tomarmos novo rumo até isto acaba.
   O estado deste país é bem o espelho deste povo, que vive para se exibir só porque é amigo de gente muito rica e então tenta viver como estes mas esquece-se que para o poder fazer tem de criar riqueza primeiro, e agora estamos na situação em que os ricos se fartaram de nos emprestar dinheiro, até me admira como têm tido tanta paciência connosco.
    Talvez não seja má ideia deixarmos de eleger governos e presidentes da republica que não servem para nada, elegemos apenas os deputados que depois contratam senhores de gravata e óculos escuros que vêem comandar o país, uma espécie de gestores mercenários do exercito económico, que ganham por objectivos. Talvez seja uma boa forma de aperfeiçoar este sistema democrático que Churchill disse não ser bom mas ainda assim é o melhor que temos. É que assim, aqueles que são competentes o suficiente para governar um país ganham mais no privado e não se borram em intriguinhas
     Há uma pergunta que me persegue constantemente: o que é que Portugal tem a menos em termos de recursos do que países como a Bélgica, Holanda, Luxemburgo, Dinamarca, Itália, França, Espanha, Inglaterra, Suécia, Áustria, etc, etc,?? E a nossa mão-de-obra? É reconhecida e valorizada e consegue ser das mais produtivas em qualquer parte do mundo com excepção da sua própria terra.
    Já agora aqui deixo mais umas quantas perguntas para reflexão. Porque é que andamos a pedir o alargamento da nossa zona económica exclusiva se não é para a explorar e rentabilizar? Com uma zona económica exclusiva tão grande, como deixamos acabar com as nossas pescas para agora comprar pescado? Só compraram dois submarinos para a fiscalizar? Porquê deixar as nossas terras ao abandono e á mercê dos fogos de Verão e não as cultivamos? Porque fecharam as minas? Porque é que as mentes imaculadas deste país nacionalizaram a siderurgia do Champallimaud porque era um bandido de um capitalista fascista e agora aceitaram a fundação que nos deixou? Porque é que o povo português vota sempre no símbolo do partido? Será que somos como os macacos e identificamos os símbolos com comida, independentemente de quem é o tratador? Porque é que os dirigentes sindicais são sempre os mesmos e têm mais poder que a maioria dos partidos políticos? Porque é que os sindicatos não pagam o dia de greve ao trabalhador que faz greve? Como é que é possível haver 20% dos eleitores a votar em partidos que defendem uma economia nacionalizada, e aumento de tudo o que é subsídios e reformas do estado na actual situação económica? Como é possível que um órgão de soberania como são os tribunais, seja tutelados por um ministro que é nomeado e não eleito? Como é possível que os representantes dos eleitores na assembleia da república representem na realidade os interesses do partido e dos lobbys que os financiam? Dom Afonso Henriques, Dom Diniz, Dom João II,  Sebastião José de Carvalho e Melo, António de Oliveira Salazar. Será que teremos de esperar mais 100 ou duzentos anos por outra Ínclita geração?

domingo, 3 de abril de 2011

Uma geração de Tótós

«Não temos uma geração á rasca, o que temos é uma geração RASCA QUE CRIOU UMA GERAÇÃO DE TÓTÓS»


Quer se queira ou não a verdade nua e crua é: andam há 30 anos a viver do que não produzem e não têm, andam a viver á conta dos impostos e empréstimos da Alemanha, França, etc. etc.

O FMI é inevitável e não vale a pena diabolizar, é claro que vai ser duro e difícil, mas vai ser pior sem a intervenção de ajuda externa, porque os portugueses já provaram que não se sabem governar, o que sabem fazer é empurrar culpas de uns para os outros defender os interesses do partido e estão se cagando para o interesse nacional, eu não quero saber de quem tem culpa muito embora gostasse de ver uns quantos a bater com os costados atrás das grades.  

Viveram demasiado tempo á custa de alguém pois agora mentalizem-se que vão ter de pagar as dividas, e não o fazem com deficits de 2%, isso só serve para equilibrar as contas, para pagar dívidas é preciso crescimento económico e super-havit, e isso não se consegue com a tradicional ideologia do anti-fascismo e anti-patrões, são os patrões e as empresas que geram riqueza e crescimento e postos de trabalho, gostava que me dissessem quantos postos de trabalho foram criados pelas centrais sindicais nos últimos 40 anos. Os maquinistas da CP todas as semanas fazem greve têm mais regalias que ninguém e nunca estão contentes, isso tem de acabar. Não temos possibilidades de suportar 800 mil funcionários públicos, nem metade. Temos de impor tectos nas reformas, 2000 euros por mês é mais do que suficiente para qualquer pessoa viver dignamente, o estado deve se resumir a legislar e fiscalizar e sair de uma vez por todas da economia e deixar de fazer concorrência desleal aos privados.

Por isso mentalizem-se, isto ainda não é nada a crise veio para ficar muito e muito tempo. Muita mentalidade e muitos maus hábitos vão ter de mudar.

E não temos uma geração á rasca, o que temos é uma geração RASCA QUE CRIOU UMA GERAÇÃO DE TÓTÓS,  quando eu era adolescente via muitos dos meus colegas a ir passar férias para a praia e eu ia dar serventia a pedreiros alem de muitas outras coisas e o dinheiro nem sequer ficava para mim, era entregue na íntegra aos meus pais, na altura não gostava mas hoje agradeço aos meus pais o exemplo que me deram. Hoje temos uma geração de totós, é a geração das consolas, portáteis, telemóveis e festivais de verão, e facebook, ipod e mp3, tudo brinquedos caros de mais que só podem ser comprados porque, o estado se continua a endividar a taxas de juro de agiotas. Mas estes totós não têm culpa, a culpa é da chamada geração rasca que não os soube educar, e o resultado é uma cambada de Tótós  mal criados, que não respeitam nada nem ninguém, e que não sabem fazer nada, e se juntarmos a tudo isto um sistema de ensino que valoriza a lei do menor esforço, e favorece o absentismo e a total falta de respeito, é isto que temos. Ora não vejo grande futuro numa nação que premeia os incompetentes e abandona alguém de digno valor que mais tarde ou mais cedo se cansa e simplesmente desaparece em busca de sítio onde lhes seja reconhecido o justo valor.
    Mentalizem-se de uma vez por todas que não pode ser o estado a resolver todos os problemas da sociedade civil, não podemos continuar a sair para a rua e a gritar contra o estado. O estado somos nós. A função do estado mais uma vez é: legislar e fiscalizar, depois cabe aos cidadãos, e empresas, irem á luta e fazer pela vida «dar ao cú que se faz noite». Há muita coisa por fazer neste país, muita terra por cultivar, muito mar por explorar, tudo o que se diz que está mal, é hora de quem critica e pede ajuda se mentalizar que têm de se ajudar a si próprias e a força que usam para lutar contra os políticos devem-na usar para lutar pelas suas próprias vidas, deixem o vicio dos subsídios e ajudas do orçamento geral do estado e comecem uma vida saudável de trabalho e poupança.Se  o conseguirem fazer vão ver que teremos melhores políticos, porque estes políticos rascas que temos não é mais que o resultado da sociedade que somos, até porque o espelho nunca mente.

segunda-feira, 7 de março de 2011

Como alterar o estado da Nação ( continuação)

                                              Reforma hierárquica do estado:
     É notório pelas notícias que nos têm chegado ultimamente, que começa a ser grande a insatisfação das massas populares acerca das classes políticas em diversas partes do globo, veja-se o exemplo mais recente da Tunísia, do Egipto, e da Líbia, com o perigo eminente de alastrar epidemicamente a outros países da região, mas também os não muito distantes casos da Grécia e da França. Temo sinceramente que em Portugal venha a acontecer o mesmo muito em breve, porque o Povo Português começa a abrir os olhos para a pouca vergonha que tem sido o acto da governação deste país há umas décadas a esta parte, e, não podemos esquecer também, que este povo de brandos costumes, foi o povo europeu que mais lideres políticos e chefes de estado assassinou no século XX, e o ultimo diga-se ainda não foi assim há tanto tempo como isso (e diga-se de passagem que as investigações ainda não acabaram, simplesmente vergonhoso, até parece o assassinato de Júlio César, todos fizeram questão de depositar no seu corpo a sua própria facada).
    É por isso urgente uma renovação da classe política e governativa, bem como das atitudes destes. O exemplo parte sempre de cima e a educação dá-se em casa. Não se pode esperar que um fumador exija ao filho que não fume e tenha sucesso nessa acção, até porque a primeira reacção do filho é dizer «mas tu também fumas!»
    São muitos os exemplos que se podem dar, de maus exemplos que o estado português dá aos seus cidadãos pela mão dos políticos que os governam. Já diz o ditado popular «pagar e morrer é a ultima coisa a fazer», isto já é um problema social e cultural com resultados catastróficos para a economia nacional, o Estado Português é o maior devedor deste país, mas é no entanto o melhor e maior cobrador, a tempo e a horas com juros de mora, ora isto é um péssimo exemplo que se pode dar – aumenta-se a idade da reforma, mas os políticos acumulam reformas ao fim de dois ou três mandatos – pedem-se cortes nas despesas, mas os políticos arranjam artimanhas de ajudas de custo e outras para colmatar os cortes salariais – corta-se em igualdade percentual a uma reforma de 300€ mensais ou a uma reforma ou salário de um politico com milhares de euros por mês – na justiça então é gritante os casos de políticos e autarcas suspeitos de crimes económicos e de corrupção que nunca dão em nada, mas julgo não ser preciso ser muito inteligente, para dar uma vista de olhos pelo território nacional e para o tipo de construção e de urbanismo que temos, em especial no litoral, e só apetece perguntar: «mas qual ministério ou secretarias de estado da ordenamento e administração do território qual quê?». Corruptos. Não há organização nenhuma em lado nenhum. Se eu quiser fazer uma habitação própria num terreno que é meu, não posso porque está fora do P.D.M., mas numa noite vem um despacho do senhor presidente da câmara e do senhor vereador do urbanismo e já se pode construir um centro comercial, isto meus amigos são péssimos exemplos que não ajudam em nada a credibilidade dos políticos e dos governantes. À mulher de César não basta ser, é preciso parecer. Todo o general que pede aos seus homens que caminhem em marcha forçada numa travessia dos Alpes no inverno, deve caminhar ao lado deles. Um homem só, pode não ser capaz de mudar um país, mas um país de homens pode mudar o mundo.
Primeiro que tudo é preciso definir melhor o papel do Presidente da Republica – não sei de que serve ter um Presidente que veta uma lei duas vezes e à terceira é obrigado a promulgar, que passa o primeiro mandato a dar graxa aos governos para ganhar a reeleição e os lincha publicamente no segundo sem qualquer razão aparentemente valida, que é comandante em chefe das forças armadas a titulo de homenagem, que passa o tempo a cortar fitas e a gastar o dinheiro dos contribuintes em presidências abertas e visitas de estado recheadas de petiscos e bons hotéis para ele e para toda a comitiva de sanguessugas que o acompanha (não compreendo porque temos de ser nós a pagar as viagens de empresários multimilionários que vão governar a sua vida á custa dos negócios promíscuos com o estado), mas que no entanto tem o poder de dissolver a assembleia da republica que foi eleita com o voto do Povo. Em democracia o voto do Povo é soberano, intocável e ‘’sagrado’’, tem de ser respeitado até ao fim, se o senhor Presidente da Republica não está contente com o governo do país, destitua-o e nomeie um novo, porque o governo sim, é que foi por si nomeado. Teremos por isso que optar por um sistema em que o Presidente da Republica reparte o poder com o governo, ou eliminamos de vez um dos dois. Acho sinceramente que não precisamos de tanta gente para governar. Precisamos de um Presidente que seja realmente eleito pelo Povo, por um período de 6 anos, com possibilidade de uma única reeleição, com poder para formar governo e dar-lhe posse, com total poder para tomar decisões e governar com a aprovação da Assembleia da Republica por maioria de 50%+1, sujeito no entanto a moções de censura e de confiança da Assembleia da Republica por maioria qualificada de dois terços. As eleições para a Assembleia da Republica devem-se realizar sempre a meio do mandato do Presidente, para haver uma maior oportunidade de quebrar uma eventual hegemonia de uma só força política com maioria no apoio ao governo do presidente, uma vez que, como já se viu num passado recente por varias vezes, a formação de maiorias absolutas de um só partido na Assembleia da Republica, transformam o governo do país numa pequena ditadura parlamentar, uma vez que á terceira o Presidente é obrigado a promulgar, reduzindo assim o papel dos restantes deputados ao de meros espectadores. Desta forma acabam-se também com as desculpas de que «eu não faço porque não me deixam», e as tomadas de decisão ficam democraticamente mais distribuídas forçando todos a negociar para atingir um consenso ganhando assim o factor representatividade mais força nas tomadas de decisão acabando também com a imposição de vontades de um partido sobre os outros. É que não deixa de ser curioso que políticos que passam a vida a apregoar o seu passado anti-fascista e de luta pela liberdade contra a opressão, passem agora a vida a impor as suas ideias sobre os outros sem o mínimo respeito que qualquer força política democraticamente eleita nos merece.
    Em segundo lugar vem a Assembleia da Republica – que dizer daqueles 230 senhores deputados. Para mim nem é a questão do número de deputados ser 230, 500 ou 20, que se põe. É sim a questão de saber o que estão lá a fazer e porquê? Estão lá a satisfazer as necessidades do partido onde fazem carreira política a lamber as botas uns aos outros, com o objectivo fundamental de defender os interesses: 1º do partido, 2º do partido, 3º do partido, 4º os seus interesses, 5º os interesses dos amigos, (…) …999º eventualmente os interesses do país. O que é preciso para se chegar a deputado? – Lamber muitas botas, dar muitas palmadinhas nas costas, engolir muitos sapos, e colar mais cartazes ainda, tudo logo desde o tempo da escolinha, e depois de muitas influencias movidas, os que têm sucesso lá conseguem entrar para uma das listas eleitorais dos diversos ciclos distritais onde eventualmente abre uma vagazinha, e então lá vai um senhor de Leiria com residência no Funchal como deputado pelo circulo de Viana do Castelo, para assim poder triplicar o seu salariozinho com ajudas de custo, ou ainda uma senhora de Beja que vive no Porto que é eleita pelo circulo da emigração por ter residência oficial em Paris, é que assim as ditas ajudas de custo já pagam as suas viagens particulares á capital da moda, isto não passam de exemplos muito próximos da realidade, digo eu, com os nervos). E que dizer das reformas e regalias vitalícias acumuladas com apenas alguns mandatos? Nem vou dizer nada. Bem, talvez só que, se acham que ganham pouco, aumentem o salário, mas que façam por o merecer e deixem-se de inventar subterfúgios legais para ganhar mais mas dizerem que são uns coitadinhos.
    É urgente que se mude o método eleitoral português. Precisamos urgentemente de deputados na Assembleia da Republica, que sejam eleitos pelos eleitores e não pelos seus próprios partidos, que defendam os interesses de quem os elegeu e não os interesses do partido a que pertencem e pelo qual estão sujeitos á politica de voto do mesmo nem que tenham opiniões pessoais contrarias, precisamos de saber quem são os deputados que nos representam e a quem nós podemos pedir explicações pelo trabalho realizado, e mais importante de tudo, precisamos que qualquer cidadão se possa candidatar a deputado de forma independente de qualquer partido ou formação politica, ou ainda de qualquer lobby de interesses. Quanto ao número de deputados em si, deve ser representativo do universo total de eleitores, devendo por isso os lugares da abstenção e dos votos em branco ficarem vazios no hemiciclo, até porque essa também é uma expressão do eleitorado que deve ser respeitada. ( continua ).

quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011

Como alterar o estado da Nação ( continuação)

                                                   Ministério da Justiça:

    Quanto a mim este é o maior problema de Portugal. Não há estado sem justiça. Quando cada um pode fazer o que quer e lhe apetece sem consequências, é a anarquia total, não há estado de direito nenhum que resista á falta de justiça, e quando dizem que a democracia está em crise, eu não posso concordar, o que está em crise é a justiça que não fiscaliza a democracia. Sempre ouvi dizer que a nossa liberdade acaba quando começa a liberdade dos outros, pois quando alguém faz passar a sua liberdade para lá dos limites da liberdade dos outros, tem que entrar em funcionamento uma justiça que diga claramente quais são os limites e que puna quem os ultrapassar, e em meu entender isso está muito longe de suceder. Veja-se por exemplo o caso bem conhecido da maioria dos portugueses, de um autarca deste país que foi julgado e condenado a sete anos de prisão efectiva e a perca de mandato, e o que é que acontece? Recorre da sentença, em liberdade depois de ter sido condenado, recandidata-se, ganha as eleições e continua a exercer o cargo de autarca depois de ter sido condenado em sentido contrário. Ninguém é mais a favor do estatuto da presunção de inocência do que eu, mas a partir do momento em que é condenado, tem de cumprir pena, foi julgado, foi condenado, tem de cumprir pena, quer recorrer, recorre na prisão. Para já não falar na eternidade que demora a investigação, acusação, defesa, julgamento, recursos e mais recursos e pormenores técnicos que a lei permite tudo e mais alguma coisa a quem tenha meia dúzia de tostões, que lhe permita pagar aos advogados, nunca mais ser condenado pelos crimes que cometeu. Mas o problema maior nem é o acontecer um caso destes por si só, é o exemplo de impunidade que se dá ao resto da população, e não há cadeia de comando que resista a maus exemplos, e o problema transforma-se numa catástrofe nacional quando o exemplo se transforma em regra. Nos Estados Unidos da América, o senhor Madoff foi acusado e condenado em seis meses, em Portugal pensa-se que o caso BPN pode vir a ter até oitocentas testemunhas, daqui a vinte anos ainda andamos a julgar o senhor Oliveira e Costa. Simplesmente vergonhoso.
    Uma coisa que eu nunca consegui entender é: porque é que a justiça tem de estar sob a tutela do poder político? Como é que um órgão de soberania como são os tribunais têm de estar sob a alçada de um poder executivo que é nomeado pelo Presidente da Republica? Cheira-me a promiscuidade.
    Existem em Portugal três órgãos de soberania, a saber: Presidente da Republica, Assembleia da Republica e Tribunais. O governo é um órgão executivo nomeado na sua totalidade pelo Presidente da Republica. Os Tribunais deveriam sim ser independentes de qualquer poder político, sendo apenas fiscalizados pela Assembleia da Republica e sempre por uma maioria qualificada de dois terços, a exemplo de como acontece aliás com o Provedor de Justiça.
    O Presidente da Republica tem o poder de fiscalizar a Assembleia da Republica com o poder que lhe assiste de a poder dissolver e convocar novas eleições. A Assembleia da Republica teria o poder de fiscalizar as Tribunais. Os tribunais teriam a independência necessária para poder fiscalizar os outros dois órgãos de soberania.
    Desconfio no entanto que isto não traria grande vantagem aos políticos habituados a fazer tudo o que querem e lhe apetecem, sem olharem a métodos e ou meios para alcançar os seus objectivos.
    No âmbito da justiça ainda se deveria promover uma revisão geral dos códigos do processo civil e penal, a fim de simplificar as leis tornando-as mais claras e objectivas, de fácil compreensão por qualquer cidadão, e sem dar azo a interpretações diversas do mesmo texto, sem falar no artigo 3º da alteração à alínea d) do artigo 4º alterado pelo nº1 da revisão xxxx/74 , um autentico caos.  Temos legislação a mais e lei a menos.
    É necessário aumentar os vencimentos dos Juízes, pois como titulares de um órgão de soberania, e por uma questão de equidade, deveriam-se equiparar os seus vencimentos aos vencimentos do Presidente da República, e do Presidente da Assembleia da Republica. Deve-se ainda optar por uma solução de salário fixo em detrimento de uma solução de salário mais ajudas, uma vez que fica mais difícil de controlar os seus rendimentos. Deveriam ainda ser proibidos de deter qualquer tipo de participação social e ou económica em qualquer empresa ou instituição que tenha como objectivo a obtenção de lucros. Medidas aliás que deveriam ser estendidas a todos os detentores de cargos públicos, durante o exercício das mesmas, e findas as quais deveria ser guardado um período de nojo de até dez anos dependendo da relevância e importância do cargo.
    O Ministério Publico deve ser um organismo independente tutelado pela Assembleia da Republica, dirigido por um Juiz e deve ter a seu cargo a polícia de investigação criminal, a ver se desta forma se acaba de uma vez por todas com a nojeira de provas mal obtidas e inválidas, toda a gente sabe o que os homens fizeram e disseram, mas não se pode fazer nada porque as provas foram obtidas de forma ilegal, afinal são os policias os criminosos. Deve se acabar com a figura do Segredo de Justiça, bem como a prisão preventiva, trocando-a por prisão domiciliaria, com excepção a crimes de sangue, crime violento (assalto á mão armada, violência domestica, etc.), desde que em flagrante delito. Para todos os flagrantes delitos, julgamentos sumários num máximo de 48 horas. As penas de prisão deveriam ser agravadas em crimes de sangue e crime violento, bem como pedofilia e crime económico e corrupção. Não defendo pena de morte porque todos temos direito á vida, e até porque muitos condenados estão inocentes como se vem a provar em muitos casos de países onde existe a pena de morte, mas para certo tipo de crimes não tenho nada contra a pena de prisão perpetua, ou em alternativa a acumulação numa mesma pena, das varias condenações.

sábado, 12 de fevereiro de 2011

Como alterar o estado da Naçao

Como alterar o estado da Nação

Portugal está a precisar de uma revolução, e não é pequena, e temo que tenha de ser o povo mais uma vez a ter que pagar a factura de tais mudanças, mas desta vez não creio que a revolução tenha de ter gente atirada pelas janelas ou sequer cravos nas espingardas, tem de ser acima de tudo uma revolução de mentalidades, da forma de estar e pensar o país, é que há muita gente neste país que ainda não digeriu o 25 de Abril de 74, não se convencem que o 25 de Abril de 74 acabou às 00.00 horas do dia 26 de Abril de 74, não há meio de começarem a lutar por um país diferente, continuam a viver na mesma tacanhez de espírito da velha senhora, passam a vida a teimar cada um para seu lado mas no final todos dizem o mesmo. (Diz a tradição para a inovação: «vocês nunca ouvem o que eu digo!»; diz a inovação para a tradição: «vocês nunca ouvem o que eu digo»).
Primeiro que tudo é preciso reflectir muito bem qual deve ser o papel do estado? De ditaduras que tudo controlam já toda a gente esta farta por esse mundo fora, sejam de esquerda ou de direita, sociais ou populares, mais ou menos encapotadas. Queremos um estado que embora democrático tudo controla, sem deixar qualquer sector da vida social, económica e politica sem o controle do estado? Com toda a carga corrupta e burocrática que daí advêm? Não me parece.
A principal função do estado deve ser a de salvaguardar a soberania do estado, e a defesa dos direitos e liberdades dos cidadãos.

Ministério da Defesa Nacional:
Faz sentido ter o exército que temos? É obvio que precisamos de ter um exército, mas adequado em tamanho e equipamento à realidade do mundo em que vivemos, e à posição geoestratégica que o país ocupa no mundo. Com certeza que não será de esperar uma invasão terrestre por parte da Espanha. Portugal é membro da NATO e da EU, e com excepção de Marrocos, os membros dessas organizações de países são todos os países que nos rodeiam, e com os quais partilhamos acordos de entreajuda há muitos anos, como tal deve ser na base dessa cooperação estratégica com esses países que devemos ajustar a realidade das nossas forças armadas, menos virada paro o nosso espaço terrestre mas sim mais virado para o ar e o mar, uma vez que temos uma das maiores zonas económicas exclusivas do mundo e a maior da Europa, que ainda há bem pouco tempo viu a sua dimensão alargada pelas Nações Unidas. Precisamos de um exército mais pequeno, mais ágil e mais bem equipado com especial incidência no mar, não só no âmbito da defesa nacional mas no âmbito do controle do tráfico de droga e do tráfego marítimo, tráfego esse que continua em franca expansão e que muitos são os crimes cometidos em alto mar como a lavagem de tanques de petroleiros por exemplo. Alem disso era bom que a Armada portuguesa pudesse colaborar mais com as universidades pondo á sua disposição, meios que permitissem a estas explorar mais e melhor através da investigação científica todo o potencial que o nosso mar tem para nos oferecer.
Investir fortemente em quadros altamente especializados para as forças armadas, firmando contratos de exclusividade de longa duração, a fim de fazer prevalecer a motivação e o profissionalismo pessoal numa carreira nas forças armadas.